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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Toque de vida

Artigo/Crónica por António Rego
no Correio da Manhã

Olho uma longa escadaria que parte da rua, nível comum dos mortais, e harmoniosamente sobe até ao adro duma alta igreja com suas imponentes torres. É o edifício referência da freguesia harmoniosamente estendida por um espaço discreto com uma variedade inteligente de casas, campos de cultivo, filas de árvores centenárias, páginas de história dum povo que em cada época vai marcando um sinal novo como o tempo no seu silêncio é capaz de criar.
Dir-se-ia, num primeiro olhar, que nada de novo se passa em relação a milhares de aglomerados que se estendem por todo o mundo. Tetos, ruas, árvores são paisagens milenares onde o homem se foi protegendo e expondo a sua arte. A casa é algo de sagrado, templo familiar onde se geram vidas, passam gerações e se vivem e contam as mais belas histórias. Habituámo-nos a chamar lar, doce lar, onde uma lareira ainda que ornamental oferece um toque humano que permite partilhar o melhor desse aglomerado precioso a que chamamos família e onde se aprendem as melhores lições da vida que jamais alguma escola ou universidade souberam ensinar. Não obstante os sobressaltos do tempo, continua a ser a melhor raiz na árvore de cada vida plantada num grande ou pequeno espaço.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Eutanásia volta ao parlamento

Professores de Direito Público 
lançam declaração contra a eutanásia 


Lemos que a Eutanásia está de novo em discussão na Assembleia da República e que “nomes conhecidos do Direito Público em Portugal, como Blanco de Morais, Sérvulo Correia, Maria João Estorninho, são alguns dos signatários de uma declaração pública contra a despenalização e a legalização da eutanásia e do suicídio assistido. A declaração tem também a assinatura do constitucionalista Jorge Miranda”. 
Refere-se que os signatários “consideram ser um imperativo ético e de cidadania declararem publicamente que, em sua opinião, os projetos de lei mostram-se contrários à Constituição da República Portuguesa”, porque “violam, em termos flagrantes, o primeiro dos direitos fundamentais do ser humano – o direito à vida – e a garantia da sua inviolabilidade”.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A vida vive de vida doada


«A tua vida não depende dos teus bens, não depende daquilo que cada um tem, mas daquilo que cada um dá. Somos ricos só daquilo que demos. No balanço do fim dos dias, na coluna do ter encontraremos apenas aquilo que tivemos a coragem de transferir para a coluna do dar. Quem acumula tesouros para si, não se enriquece junto de Deus. Quem acumula para si, morre lentamente. Pelo contrário, Deus oferece alegria a quem produz amor; e quem cuida da felicidade de alguém, ajudará Deus a cuidar da sua felicidade.»

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Papa pede respeito pela vida «até à morte natural»



«O Papa apelou hoje ao respeito pela vida “até à morte natural”, num dia em que foi interrompida a alimentação e hidratação artificial a Vincent Lambert, francês de 42 anos que se encontra em estado vegetativo há dez anos.
“Rezemos por aqueles que vivem em estado de grave doença. Protejamos sempre a vida, dom de Deus, desde o início até à morte natural. Não cedamos à cultura do descarte”, escreveu Francisco, na sua conta da rede social Twitter.
O pontífice já tinha falado publicamente sobre este caso, em 2018, manifestando sempre a oposição da Igreja Católica a qualquer tentativa de introdução da eutanásia em França.
O procedimento para interromper a alimentação e a hidratação de Vincent Lambert, que foi hospitalizado em Reims em 2008, foi decidido após um processo judicial que contrapôs o hospital público universitário – apoiado pela esposa de Lambert e vários outros familiares – aos pais do doente tetraplégico.
Esta é a quarta vez em seis anos que o protocolo de fim de vida é iniciado, sendo posteriormente interrompido por recursos judiciais.»

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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ter tempo



O bem mais precioso é o tempo. E tenhamos a certeza: aquilo de que os nossos semelhantes mais precisam é que lhes demos tempo. Quer se trate dos desconhecidos com quem apenas nos cruzámos, ou daqueles que partilham a vida connosco.
E o que é o tempo? É disponibilidade para uma escuta em profundidade. É disposição para um encontro verdadeiro, que não seja um mero esbarrar-se no outro. É espaço para ver, para sentir, para ter compaixão, para fazer um pedaço de caminho em conjunto.
Sensibilizou-me muito uma história que uma amiga, professora de liceu, me contou. Deu-se conta, um dia, de que uma das suas estudantes tinha alguma coisa no nariz que brilhava, e aproximou-se: era um “piercing”.
Falaram disso: queria compreender as motivações da adolescente; escolheu a ocasião e falou também da nossa cultura e daquela grande descoberta que é o nosso corpo.
A jovem dialogou com muita naturalidade e interesse. No fim, contudo, confiou à professora: «Tenho este “piercing” há quase seis meses, e os meus pais ainda não o notaram».
Quando oferecemos tempo, à nossa mesa vem sentar-se o mundo inteiro. A realidade torna-se menos opaca e incompreensível. Conseguimos interpretá-la melhor, e até a colhê-la numa transparência que antes nos era desconhecida.
A realidade não é uma coisa genérica, nem tem lugar num olhar rápido. A vida está cheia de detalhes que não se revelam a quem não seja sensível ao tempo.

In Avvenire 
Trad.: Rui Jorge Martins 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

“A Vida recomeça”


«O Serviço de Espiritualidade do Seminário Diocesano de Aveiro promove no dia 4 de Maio pelas 21h30 uma acção de formação: “A Vida recomeça”.
Este momento será orientado pela Comunidade de Emaús e marcará o início da Feira Solidária que acontecerá nos Clautros dos Apóstolos nos dias 4, 5 e 6 de Maio”.
A Comunidade de Emaús foi iniciada em França pelo Abbé Pierre. Esta comunidade tem por objectivo cuidar dos mais pobres e excluídos, em que os seus elementos recolhem, consertam e reciclam objetos para venderem a pessoas carentes por preços simbólicos.
Sejamos solícitos por aqueles que mais precisam da nossa ajuda.»