quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Papa critica "terrorismo" da maledicência

«As bisbilhotices matam», 
adverte Francisco

«O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que os cristãos se devem distinguir por ser pessoas de verdade, rejeitando o que classificou como “terrorismo” da maledicência.
“As bisbilhotices matam e isso di-lo o Apóstolo Tiago, na sua carta”, assinalou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal.
O pontífice retomou uma imagem caraterística, quando aborda estes temas, comparando o maledicente a um “terrorista”, que lança a bomba e se vai embora, deixando os outros sofrer as consequências.
“Viver de comunicações que não são autênticas é grave, porque impede as relações e, portanto, impede o amor. Onde há mentira não há amor, não pode haver amor”, advertiu.
Francisco refletiu sobre o significado de “dizer a verdade”, prosseguindo o ciclo de catequeses sobre os 10 Mandamentos, desta feita sobre o oitavo, “não prestar falsos testemunhos nem mentir”.
Para o Papa, é preciso evitar uma “absolutização” de pontos de vista, que podem não “colher o sentido do conjunto”, e a divulgação de factos “pessoais ou reservados”.
“Estas bisbilhotices destroem a comunhão por causa da inoportunidade e da falta de delicadeza”, observou.»

terça-feira, 13 de novembro de 2018

DIOCESE DE AVEIRO TRIÉNIO PASTORAL (2018-2021)


Na sua Carta pastoral e referindo-se ao Plano de Pastoral para a Diocese, o nosso Bispo, D. António Moiteiro, afirma: “A nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto dum chamamento divino, que deve ser reconhecido, acolhido e vivido. Falar da vocação é falar do caminho que cada pessoa percorre para construir a sua maneira própria de ser feliz e fazer felizes os outros. Cada pessoa possui uma missão ou vocação específica na vida. A sua concretização exige uma resposta. Esta Carta Pastoral, em consonância com o Plano Diocesano de Pastoral 2018-2021, com o lema Jesus chamou os que Ele quis …eles foram…e ficaram, é um convite a que cada um, e cada comunidade, procure compreender-se a si mesmo e ao seu projeto de vida à luz de Jesus Cristo, para reviver o despertar e a alegria da fidelidade à própria vocação”.
1. Objetivo Geral para este triénio pastoral é:
A Igreja Diocesana, respondendo ao convite “vem e segue-me”, faz ressoar com alegria o chamamento à santidade, pois a vocação cristã, nascida no batismo, é o seguimento e o testemunho de Jesus nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra.

O Plano de Pastoral apresenta-nos como fundamentação bíblica o relato do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús (Lc 24 13-35). Jesus fez-se companheiro de viagem daqueles discípulos. Aproximando-se, não foi reconhecido por eles. A mudança acontece quando sabem acolher aquele desconhecido e, ao oferecer-lhe hospitalidade, a tristeza, o desânimo e a tibieza de coração dos discípulos transforma-se em alegria, compreensão, compromisso e entrega ao caminho de Jesus. Os seus olhos abrem-se para verem em Jesus ressuscitado o que Deus tinha preparado para toda a criação.

2. Tendo como lema, “com ousadia e ardor… pela estrada de Emaús”, procuramos atingir os seguintes objetivos específicos:
     2.1 Situar a vocação cristã no âmbito da vocação humana à vida e ao desenvolvimento integral.
   2.2 Incentivar e promover a iniciação cristã como a maneira normal de fazer discípulos missionários de Jesus, que com Ele se identificam, o seguem, dando frutos de santidade.
     2.3 Fomentar entre os agentes de pastoral uma espiritualidade de comunhão missionária a partir do encontro pessoal e comunitário com Jesus.

O Plano de pastoral, neste ano em que refletimos sobre “a vocação batismal, caminho de santidade”, no período até ao Natal e com o desafio “Aproximou-se e pôs-se com eles a caminho”, convida-nos, a nível diocesano, arciprestal e paroquial, a participar em algumas ações mais relevantes como, a assembleia diocesana para todos os Missionários paroquiais, a jornada arciprestal de reflexão sobre os processos, obstáculos e meios existentes para a celebração do batismo, primeira comunhão e crisma a realizar na paróquia da Gafanha da Nazaré no dia 23 de novembro, participar e viver a semana dos seminário de 11 a 18 de novembro e participar noutras atividades que, a seu tempo, nos serão comunicadas.

Desafio toda a comunidade crente da Gafanha da Nazaré a empenhar-se na vivência deste ano de pastoral com a consciência de que todos somos pedras vivas desta Igreja e com a certeza de que Maria de Nazaré, nossa padroeira, fará o caminho connosco.

P.e César Fernandes

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Informações Paroquiais de 11 a 18 de novembro de 2018

1 – Decorre de 11 a 18 de Novembro a Semana dos Seminários. Tenhamos presente nas nossas orações esta intenção geral da Igreja. Haverá Eucaristia por esta intenção em cada uma das paróquias do nosso Arciprestado, às 19:30. Assim:
Segunda-feira em Ílhavo / Terça-feira na Gafanha da Nazaré / Quarta-feira a Praia da Barra e Costa Nova, na Igreja da Praia da Barra / Quinta-feira na Gafanha da Encarnação / Sexta-feira, na Gafanha do Carmo.
Todos estamos convidados a participar nestas Eucaristias em todas as paróquias.


2 – Reunião de formação para todos os Catequistas, orientada pelo Padre Nuno Queirós, terça-feira, às 21:00 Horas, no Auditório Priores da Gafanha da Nazaré.


3 – Os ofertórios das Eucaristias do próximo fim-de-semana destinam-se aos nossos Seminários. À saída da Eucaristia será distribuído um envelope para fazermos a nossa dádiva que podemos entregar nos ofertórios ou no Cartório Paroquial.

domingo, 11 de novembro de 2018

Dia de São Martinho


Para além da liturgia própria deste XXXIII Domingo do Tempo Comum, a tradição manda que se celebre o Dia de São Martinho, com castanhas e vinho. As castanhas devem ser assadas e quanto a vinho recomendo que se opte pela jeropiga, que nem bem sei bem de que vinho se trata. Sei que é doce e que casa perfeitamente com as castanhas assadas.
Mas São Martinho não é um santo qualquer, Para ficarem a saber, aqui deixo o que diz a Liturgia das Horas:

São Martinho 

«Nasceu na Panónia cerca do ano 316, de pais pagãos. Depois de receber o Baptismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde levou vida monástica sob a direcção de S. Hilário. Foi depois ordenado sacerdote e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor; fundou outros mosteiros, dedicou-se à formação do clero e à evangelização dos pobres. Morreu no ano 397.»

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Mensagem do Bispo de Aveiro para a Semana dos Seminários

Todos somos Seminário de Aveiro


Na semana de 11 a 18 de novembro celebramos, 
em todas as comunidades e dioceses do país, 
a Semana dos Seminários,
 com o título Formar Discípulos Missionários. 

A nossa Diocese de Aveiro dedica o triénio pastoral 2018-2021 ao tema da vocação para nos ajudar a recentrar toda a vida da Igreja em Jesus – opção que a Igreja sempre tomou em tempos de crise e dificuldade, como são estes os que vivemos no que diz respeito às vocações sacerdotais e de consagração. Jesus toma a iniciativa de chamar os que Ele quis e o conteúdo do convite é a sua própria pessoa. A resposta a este chamamento exige entrar na mesma dinâmica que Jesus imprimiu à sua vida. 
O nosso Programa Pastoral para este ano afirma que aprender “a caminhar com” é próprio dos verdadeiros discípulos de Jesus. Essa é a sua vocação original. É Jesus quem se faz companheiro de viagem. Por isso, ser discípulo é saber acompanhar e ser acompanhado. É um verdadeiro desafio pastoral e espiritual: compreender o que é acompanhar e saber como acompanhar ao estilo de Jesus. A pedagogia utilizada com os discípulos de Emaús consistiu em aproximar-se, caminhar com, escutar, compreender, acolher, ajudar a olhar com mais profundidade, ajudar a compreender a Escritura, tendo sempre uma atitude de paciência, de respeito, de confiança para tocar o coração e provocar o encontro. É acompanhar no caminho, pois Jesus encontra-se quando se caminha, quando se vive.

Vocação baptismal – caminho de santidade


Em sintonia com o Programa de Pastoral aprovado para este ano, o Secretariado da Educação Cristã apresenta-nos uma proposta de caminho dirigido não apenas a este ou aquele sector etário mas para todos e para todo o ano.
Chamaram-lhe: “Vocação Baptismal – caminho de santidade”.
O seu objetivo é ajudar toda a comunidade a celebrar melhor os chamados tempos fortes do Ano Litúrgico para que melhor os possamos viver. São eles que dão sentido e novidade ao chamado Tempo Comum.
O Caminho apontado, porque de caminho se trata, segue a estrada do Ano litúrgico e tem os seus pontos altos no Natal e na Páscoa.
Os caminhantes somos todos nós: Adultos, Jovens, Adolescentes e Crianças, porque todos somos Povo de Deus nascido no Baptismo.
A meta é o encontro com Ele, o Deus de Jesus Cristo, em cada tempo em ordem ao tempo da eternidade.
Por fim, o motor que nos vai ajudar em cada domingo são as Bem-aventuranças vividas na Catequese e na meditação, na oração pessoal ou comunitária e na Eucaristia, no sentido dos outros através da disponibilidade e da partilha.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

São Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável

Santo Condestável 

«A Igreja assinala a 6 de novembro a memória do Santo Condestável, que «embora fosse um ótimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à ação suprema que vem de Deus», como realçou Bento XVI. 
Recordamos a evocação de S. Nuno de Santa Maria redigida pelo Vaticano aquando da canonização, seguida de excertos da homilia da missa em que foi declarado santo, presidida pelo atual papa emérito. 
«Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo.»

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Festa da Padroeira sem exageros, mas com dignidade

Padre César e Vítor Lourenço (Juiz da festa)
Mordomia para 2018-2019

No último domingo de agosto de 2019, vamos ter a festa em honra de Nossa Senhora da Nazaré, nossa Padroeira, no respeito pela tradição, com mais de um século. Nesse sentido, a nova mordomia tomou posse no domingo, 4 de novembro, na Eucaristia das 10h30, presidida pelo nosso prior, Pe. César Fernandes. Os mordomos juraram cumprir as regras diocesanas sobre as festas religiosas, sem exageros, mas com dignidade. 
O nosso prior frisou, nas palavras que dirigiu à mordomia, na presença da comunidade e perante Deus e o olhar terno da nossa Padroeira, que é fundamental organizar-se uma festa “que  nos dignifique a todos”. E lembrou que não importa “olhar para o antecedente”, evitando “exageros”, sendo necessário colocar “em primeiro lugar Nossa Senhora da Nazaré”. Ainda acrescentou que “os crentes da nossa paróquia estarão ao lado da mordomia” e que é preciso “trabalhar unidos, tendo em consideração que os dinheiros não são dos mordomos, mas de todos nós”. 
Vítor Lourenço, juiz dos festejos, garantiu ao Timoneiro que “não haverá exageros nos gastos com os artistas a convidar”, frisando que está a ser preparada “uma colaboração com a Filarmónica Gafanhense”. Também vai ser estudada a hipótese de convidar conjuntos musicais que “eventualmente tenham elementos da nossa terra”. 
A mordomia vai promover durante o ano alguns peditórios, sendo certo que os mordomos e colaboradores, em grupos de três, se apresentarão todos identificados. Para além disso, vão ser programados eventos diversos, no Centro Mãe do Redentor e noutros locais, nomeadamente, almoços, passatempos, magustos e excursões, entre outros. 

Fernando Martins

MORDOMIA
2018/2019

Vítor José da Silva Lourenço (Juiz)
Eliana Maria Fidalgo Mouta Machado (Secretária)
Domingos Manuel Filipe Vareta (Tesoureiro)
José Carlos Lourenço Casqueira (Vise-tesoureiro)
Susana Maria Louro Cirineu
João Caçoilo Cirineu
Jorge Alberto Vieira Fernandes Grego
Maria de Lurdes Sardo Simões
Hermínio José Gandarinho Ferreira
Manuel Gomes Jesus
José Retinto Ferreira
Maria Isalinda Filipe Vareta Jesus
Joaquim António Pereira Félix
Carlos Daniel Matos Neves
Pedro Manuel Filipe Ferreira
Maria da Piedade Cerqueira Alves Loureiro

domingo, 4 de novembro de 2018

Calendário Escutista já à venda

ESCUTISMO: 
A maior organização 
infantojuvenil do mundo




Um dia destes, os nossos escuteiros do CNE (Corpo Nacional de Escutas) dedicaram-se à venda de calendários para o próximo ano. Quem o adquiriu, ficou apto a confirmar o dia ou os dias dos seus compromissos. Mas também ficou com umas dicas sobre a importância do Movimento Escutista na formação de crianças e jovens do mundo. Digo do mundo, porque o Escutismo é, realmente, a maior organização infantojuvenil à face da terra. 
Neste calendário, que já compulsei, fiquei mais alertado para os seus projetos educativos, porque  o escutismo constrói comunidade, aprendendo também com ela. O escutismo ainda ilumina, aproxima, une, dá cor e, no fundo, contribui para uma melhor comunidade. 
Vamos, pois, comprar o calendário, na certeza de que estaremos a ajudar  uma grande causa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A alegria de viver feliz com Jesus

Uma reflexão do Pe. Georgino Rocha 
para a festa  de Todos os Santos 


Jesus, animado pela novidade de que é portador, faz o discurso do Reino, o conhecido sermão da montanha (Mt 5, 1-12). Proclama o código da felicidade, a experimentar já na história e a viver no futuro definitivo, a eternidade nos braços da família de Deus. E deixa-nos o convite a mantermos bem seguro no coração a chave de entrada. Que impacto terá provocado nos discípulos e demais ouvintes! Certamente como nos provoca a nós, se quisermos assumi-las como regra de vida.
O Papa Francisco publicou a 19 de Março de 2018 uma exortação apostólica intitulada “Alegrai-vos e Exultai”, título tirado da última bem-aventurança. Quer apresentar aos cristãos a nova visão de Jesus sobre a felicidade e consegue-o num estilo muito actual e apelativo. Vamos transcrever alguns pontos.
“As bem-aventuranças são como que o bilhete de identidade do cristão. Assim, se um de nós se questionar sobre «como fazer para chegar a ser um bom cristão», a resposta é simples: é necessário fazer – cada qual a seu modo – aquilo que Jesus disse no sermão das bem-aventuranças. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia-a-dia da nossa vida”.

1. «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu»

O Evangelho convida-nos a reconhecer a verdade do nosso coração, para ver onde colocamos a segurança da nossa vida. Normalmente, o rico sente-se seguro com as suas riquezas e, quando estas estão em risco, pensa que se desmorona todo o sentido da sua vida na terra. O próprio Jesus no-lo disse na parábola do rico insensato, falando daquele homem seguro de si, que – como um insensato – não pensava que poderia morrer naquele mesmo dia (cf. Lc 12, 16-21). Ser pobre no coração: isto é santidade

2. «Felizes os mansos, porque possuirão a terra»

Jesus diz-nos: “Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito” (Mt 11, 29). Se vivemos tensos, arrogantes diante dos outros, acabamos cansados e exaustos. Mas, quando olhamos os seus limites e defeitos com ternura e mansidão, sem nos sentirmos superiores, podemos dar-lhes uma mão e evitamos de gastar energias em lamentações inúteis. Para Santa Teresa de Lisieux, “a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas”. Reagir com humilde mansidão: isto é santidade.