domingo, 22 de julho de 2018

Onde está a sua caixa de brinquedos?



“É nesta caixa que estão as histórias disparatadas e sábias que contamos vida fora; é aqui que se conservam os odores, as palavras de uma canção que cantamos muitas vezes numa viagem de família; o silêncio da intimidade na casa, os passeios pela praia, as conversas à janela voltados para a noite; é nela que se encontram os símbolos, as brincadeiras, os risos distendidos, as férias, os jogos intermináveis à volta da mesa, a contemplação carinhosa sem outra finalidade”

D. José Tolentino, 
no encontro das Equipas de Nossa Senhora,
em Fátima

sábado, 21 de julho de 2018

Boas férias para todos


«Tempo durante o qual não funcionam 
aulas, tribunais, etc.
Interrupção relativamente longa de trabalho,
destinada ao descanso dos trabalhadores.»

Dos dicionários

Partindo da definição de férias que nos é dada pelos dicionários, na sua síntese mais conhecida entre nós, podemos concluir que, para quem trabalha ou estuda, elas serão uma fruição acessível a todos. Alunos e trabalhadores, sem aulas e sem trabalho, poderiam estar, à partida, em férias. Nem sempre, porém, é assim, já que a disposição interior não será favorável à busca de férias divertidas. Mas quem estuda e trabalha precisa realmente do lazer, sob as mais variadíssimas formas. 
Muitos dos que falam de férias pensam logo em viagens, em diversões, em simples passeios e em estadas longe dos seus quotidianos. Mas férias podem ter outras vertentes que permitam a descontração, o descanso, a cultura, a espiritualidade e a alegria partilhada em grupos, numa ânsia desejada de renovar o corpo e a mente para mais um ano de trabalho e de luta.
Todos sabemos, contudo, que o desânimo domina as sociedades contemporâneas. O mundo, comandado até ao absurdo e quase exclusivamente pela economia e finanças, caiu num descalabro sem precedentes, cujos contornos ainda não têm cabal análise e muito menos soluções à vista. Fala-se muito, mas do falar ao resolver os problemas do povo vai uma grande distância. Desempregos em massa, redução de salários impensáveis há uns anos, regalias cortadas abruptamente, falências em crescimento nunca visto, famílias inteiras sem qualquer rendimento, fome e desesperos, enfim, uma economia em queda ao jeito dominó. 
Falar de férias num ambiente destes é terrivelmente doloroso para bastantes famílias. Porém, que ao menos possamos aproveitar esta época para descobrir coragem e força que nos ajudem a descortinar formas de sobrevivência dignas, com perspetivas de futuro, na certeza de que, depois da tempestade vem a bonança. Assim esperamos.

Fernando Martins

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Evangelho para este fim de semana



EVANGELHO – Mc 6,30-34

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
os Apóstolos voltaram para junto de Jesus
e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
Então Jesus disse-lhes:
«Vinde comigo para um lugar isolado
e descansai um pouco».
De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir
que eles nem tinham tempo de comer.
Partiram, então, de barco
para um lugar isolado, sem mais ninguém.
Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam;
e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar
e chegaram lá primeiro que eles.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e compadeceu-Se de toda aquela gente,
que eram como ovelhas sem pastor.
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

Ler reflexão aqui 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Coleta Paroquial não pode cair no esquecimento

Sacrário da Igreja Matriz


«A Coleta Paroquial é uma das receitas fundamentais para o funcionamento normal da nossa Paróquia. Para isso, está a ser colocado nas caixas do correio de todas as casas, um envelope onde os paroquianos poderão colocar a sua oferta e entrega-lo nos ofertórios das missas, ou no Cartório Paroquial. Agradecemos desde já a partilha e generosidade de todos.»



O aviso em epígrafe, publicado neste blogue e apresentado nas Eucaristias do fim de semana, deve ser lido com atenção e com espírito aberto e consciente, para ser tomado a sério. Há pessoas, pelo que sei, que assumem a sua condição de paroquianos, com tudo o que isso implica, nomeadamente no que diz respeito às despesas inerentes à vida da comunidade paroquial, com três centros de culto (Matriz, Chave e Cale da Vila). Mas também há outras que pensam que uma comunidade vive do ar que respira, olhando para o lado na hora de contribuírem para as múltiplas despesas que toda gente de bom senso admite serem uma realidade. 
Realmente, todos têm a obrigação de participar com realismo, contribuindo, de acordo com as suas possibilidades, para que os serviços funcionem dentro da normalidade. Há obras de manutenção, há empregados que desempenham funções necessárias, há padres que se encarregam dos cultos, do apoio a doentes e idosos, e ainda do atendimento espiritual, e não só. Também estão atentos às situações familiares, dando conselhos pertinentes e indicando pistas para a resolução de problemas inadiáveis. 
Seria muito bom que todos colaborássemos. Adiar os contributos pode conduzir a esquecimentos. 

Fernando Martins

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Santa Sé agradece a Aveiro partilha quaresmal de 2017



A Santa Sé agradeceu em carta datada de 6 de junho de 2018 a partilha da Diocese de Aveiro na Quaresma de 2017, que se destinou em parte às crianças pobres do Sudão do Sul (a outra parte destinou- -se à formação cristã na Diocese de Aveiro). A carta é assinada pelo cardeal Peter Turkson, responsável do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, um organismo criado pelo Papa Francisco em 2016 para "promover o desenvolvimento integral do homem à luz do Evangelho".

Fonte: "Correio do Vouga"

terça-feira, 17 de julho de 2018

Papa faz «surpresa» a noivos ao celebrar o seu matrimónio

Ele é membro da Guarda Suíça, ela trabalha no Museu da Santa Sé


«O Papa surpreendeu no Vaticano, ao celebrar de forma inesperada o matrimónio de um casal de noivos, um membro da guarda-suíça e uma jovem brasileira.
Segundo avança hoje o portal Vatican News, o episódio aconteceu no último sábado, dia 14 de julho, com “Francisco a aparecer de forma não anunciada para abençoar esta união”.
O padre Renato dos Santos, um dos sacerdotes que estava presente na cerimónia que teve lugar numa igreja nos arredores da Cidade do Vaticano, salienta que “nenhum dos noivos ou dos convidados contava com esta surpresa”.
Ao entrar na sacristia para preparar a celebração, o padre brasileiro deparou-se “com um Papa sorridente, sentado à sua espera”.»

Ler mais na Ecclesia 

sábado, 14 de julho de 2018

Informações Paroquiais de 15 a 22 de julho de 2018



1 – As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma) devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá uma duração de um ano. 

2 – As pessoas interessadas em levar ou enfeitar os andores na Procissão de Nossa Senhora da Nazaré podem dar o nome no Cartório Paroquial. 

3 – A nossa paróquia irá participar na Peregrinação Diocesana a Fátima no dia 29 de Setembro de 2018. Cada paróquia alugará os autocarros necessários para os seus peregrinos. As pessoas que desejarem participar, deverão, tão breve quanto possível, fazer a sua inscrição no Cartório Paroquial. Cada bilhete terá o custo de 15€. 

4 – A Coleta Paroquial é uma das receitas fundamentais para o funcionamento normal da nossa Paróquia. Para isso, está a ser colocado nas caixas do correio de todas as casas, um envelope onde os paroquianos poderão colocar a sua oferta e entrega-lo nos ofertórios das missas, ou no Cartório Paroquial. Agradecemos desde já a partilha e generosidade de todos.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Jovens vivem num contexto de precariedade e medo

Muitos jovens vivem no trabalho 
um contexto de «precariedade, pressão e medo»



«Um estudo da Juventude Operária Católica (JOC), a nível nacional, mostra uma realidade marcada pela “precariedade, pressão e medo”, sobretudo na transição da escola para o mercado de trabalho.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, a presidente deste movimento católico juvenil frisa que hoje, devido às dificuldades que encontram, as novas gerações “não se sentem parte da classe trabalhadora”.
Ao mesmo tempo não conseguem “dar voz” aos “casos de pressão que vivem nos seus locais de trabalho” nem “àquilo que os preocupa”, e por isso “cada vez mais estão a refugiar-se em si mesmos”, alerta Solange Pereira.»

Ler mais aqui 

Jesus enviou os apóstolos dois a dois



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Marcos


Naquele tempo,
Jesus chamou os doze Apóstolos
e começou a enviá-los dois a dois.
Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho,
a não ser o bastão:
nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias,
e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também:
«Quando entrardes em alguma casa,
ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade,
se os habitantes não vos ouvirem,
ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés
como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios,
ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

Mc 6,7-13


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Férias: Santuário de Schoenstt

Um lugar onde é bom estar 

Santuário com jardim

A nossa região tem o privilégio de acolher no seu seio um Santuário Mariano dedicado à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, onde é bom estar, como se diz entre os schoenstattianos, e não só. Esta verdade, incontestável, pode ser experimentada por quem estiver disposto a passar por lá, respirando uma serenidade que é enriquecida pelo silêncio, pelos jardins floridos segundo cada época do ano, pelo asseio que se verifica em todos os cantos, pelos sorrisos das Irmãs de Maria, ao jeito natural de quem sabe que o acolhimento é chave importante para entrar na espiritualidade, que um dia o Padre José kentenich sonhou com um grupo de jovens seminaristas e que hoje está nos quatro cantos do mundo. 
Assente em três grandes pilares, Santuário, Nossa Senhora e Fundador, abertos a uma Aliança de Amor com a Mãe de Jesus, que há de conduzir ao Deus Trino, Schoenstatt aposta na transformação do mundo, dinamizando ações direcionadas para gentes de todas as faixas etárias e de diversos estratos sociais. 
O Santuário Diocesano de Aveiro nasceu e criou raízes na Colónia Agrícola, tendo a paróquia da Gafanha da Nazaré como matriz fundamental, no acolhimento que prestou, nas obras que dinamizou, na espiritualidade que muitos assumiram desde a primeira hora, no testemunho que promoveu.

Boas Férias para todos

terça-feira, 10 de julho de 2018

A guerra é filha do poder e da pobreza




Papa Francisco 

Diocese de Aveiro vai ter um centro de formação para leigos


Bispo de Aveiro com novos diáconos 

«O bispo de Aveiro anunciou a criação do ‘Centro de Formação D. António Marcelino’, uma Escola de Leigos que tem em “vista a formação de líderes paroquiais ou de movimentos”.
A informação foi adiantada no da celebração de ordenações diaconais, que decorreu este domingo, na Sé de Aveiro.
D. António Moiteiro precisou que a escola arranca já no próximo ano pastoral para “formar agentes” capazes de desempenhar “atividades pastorais e aprofundar os elementos fundamentais da fé cristã”.
O novo centro evoca o falecido D. António Marcelino, que foi nomeado coadjutor da diocese em 1980, tendo sido bispo de Aveiro de 20 de janeiro de 1988 a 21 de setembro de 2006.
D. António Moiteiro revelou ainda que a diocese vai iniciar um novo ciclo de formação para diáconos permanentes, apresentando como qualidades fundamentais dos eventuais candidatos que sejam “cristãos empenhados na paróquia” e que a comunidade cristã “os tenha como tal”.
O diácono permanente, acrescentou, deve ser capaz de criar “comunhão” e de “liderar” a comunidade cristã.»

Ler mais na Agência Ecclesia

domingo, 8 de julho de 2018

Desejar, desejar desesperadamente

Ter muita sede
Desejar, desejar desesperadamente
desejar até à dor e à angústia
até ao grande vazio amargo
desejar que seja de outro jeito
desejar o fim das crueldades
das loucuras, da estupidez, do abjecto,
desejar a satisfação, a luz, a ternura
ter muita fome, ter muita sede
do mundo diferente
e de si-mesmo diferente.

Maurice Bellet
In Cahiers pour croire aujourd'hui, 
Novembro 1993

sábado, 7 de julho de 2018

Ouves Deus bater à porta?


«Se o homem se fecha no silêncio, se a sua mente é livre, Deus lentamente, tenuemente, começa a bater à sua porta.»

São as escassas palavras de um dos muitos "pensamentos" que o italiano Ernesto Olivero, testemunha do compromisso cristão pela paz e o amor, recolheu no volume "Deus dirige o meu coração".
Trata-se de uma obra que, ao tempo, foi apresentada por nada mais nada menos que o falecido Norberto Bobbio, filósofo, historiador do pensamento político, escritor e senador vitalício italiano.
Sentindo-se interpelado pelo pensamento acima citado, comentou-o assim: «Nunca encontrarás Deus no meio do barulho dos apregoadores. Encontrá-lo-ás no silencioso curvar-te sobre ti mesmo».
Trata-se de uma consideração felicíssima, porque para ouvir Deus que bate à tua porta não deves ter o som da televisão alto, não deves estar mergulhado em falatório e rumorosidade.
É fácil reevocar um dos mais belos passos do Apocalipse, em que Cristo diz ao fiel: «Olha que Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo» (3, 20).
É sugestiva a interseção entre o primado da graça (é Cristo que vem até nós, enclausurados na nossa pequena história e no nosso espaço limitado) e a necessária reação da liberade humana (somos nós que temos de lhe abrir a porta). A meta é a da intimidade e da comunhão, simbolicamente representada pela ceia comum.
A atmosfera necessária é, em todo o caso, a do silêncio, da escuta, da intuição, do coração que ouve os passos do Esperado. Escreve ainda Olivero: «Eu corri o mundo. Mas Tu e eu estávamos sempre face a face e a distância nunca me afastou da minha consciência e de ti».

P. (Card.) Gianfranco Ravasi 
In Avvenire 
Trad.: SNPC 
Imagem: UNUSUAL111/Bigstock.com 
Publicado em 07.06.2018

Li aqui 

Informações Paroquiais de 8 a 15 de julho 2018


1 – Hoje (dia 7), O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré irá realizar o Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré, às 21 horas no Jardim 31 de Agosto. Todos estamos convidados.

2 – Breve reunião extraordinária do Conselho Pastoral Paroquial, quarta-feira às 19:30 Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

3 – As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma) devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá uma duração de um ano.

4 – As pessoas interessadas em levar ou enfeitar os andores na Procissão de Nossa Senhora da Nazaré podem dar o nome no Cartório Paroquial.

5 – A nossa paróquia irá participar na Peregrinação Diocesana a Fátima no dia 29 de Setembro de 2018. Cada paróquia alugará os autocarros necessários para os seus peregrinos. As pessoas que desejarem participar, deverão, tão breve quanto possível, fazer a sua inscrição no Cartório Paroquial. Cada bilhete terá o custo de 15€.

6 – A Coleta Paroquial é uma das receitas fundamentais para o funcionamento normal da nossa Paróquia. Para isso, está a ser colocado nas caixas do correio de todas as casas, um envelope onde os paroquianos poderão colocar a sua oferta e entregá-lo nos ofertórios das missas, ou no Cartório Paroquial. Agradecemos desde já a partilha e generosidade de todos.