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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Schoenstatt - 40 anos de um "Lugar de Graças"



“Não se pode ser cristão sem um estilo de vida de oração”, disse o Bispo de Aveiro aos cerca de dois milhares de pessoas que participaram na Missa dos 40 anos do Santuário de Schoenstatt, no domingo, 20 de outubro, na Gafanha da Nazaré. Em Dia Mundial das Missões, D. António Moiteiro afirmou que a “oração está no âmago da missão” e realçou que a oração cristã é “estar diante de Deus”, é “saber que Ele nos escuta e nos dá mais do que o que pedimos”, é “dar glória pelo seu amor”, mesmo que, como aconteceu com Jesus, surjam dificuldades. 
D. António Moiteiro recordou as grandes datas do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Referiu 1914, quando o P.e Kentenich, na Alemanha, confiou os seminaristas à maternidade e educação de Maria, iniciando, a partir do santuário alemão - do qual o da Gafanha da Nazaré é cópia fiel -, um movimento que hoje está espalhado pelo mundo e que tem como elemento fundamental a “Aliança de Amor com Nossa Senhora, Mãe Três Vezes Admirável”. Apontou 1960, quando o Movimento chegou à Diocese de Aveiro, e 1965, quando na igreja da Gafanha da Nazaré havia uma imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt, a “primeira da Península Ibérica”. Em 1979, no dia 21 de outubro, também um “Dia Mundial das Missões”, foi inaugurado o Santuário de Schoenstatt. Santuário, oração e missão estão juntos. “O coração que reza é missionário”, disse D. António Moiteiro.

Publicado no jornal TIMONEIRO. 

Ler mais na edição em papel 

sábado, 20 de julho de 2019

Santuário de Schoenstatt tem quatro décadas de vida

No dia 1 de maio de 1979, às 9 horas da manhã,
iniciaram-se os trabalhos da construção do Santuário
 (Foto de Vasco Lagarto)

Importa criar um homem novo 
para uma nova sociedade 

«No dia 6 de novembro de 1970, dava-se o facto, a meu ver muito importante. O “Símbolo do Pai”, vindo da Suíça, fazia pela primeira vez a sua entrada em Portugal — Lisboa. Para quem conhece o Movimento, sabe bem o que isso representa (…). Por isso mesmo, desabafei com o padre Domingos, dizendo: “Hoje cheira-me a grande caçada. Temos que descobrir a lebre. Ou eu me engano muito, ou este dia vai ficar gravado na história da Igreja e do Movimento em Portugal. E com esta fé, o padre Domingos e eu entrámos no meu carro — o Maresia. Demos uma grande volta, atravessámos a paróquia, sem esquecer a Barra. Já no final, o padre Domingos levou-me até aos terrenos da Colónia Agrícola.» (…) Junto da primeira casa abandonada, o padre Domingos e eu ajoelhámos e rezámos, e também sonhámos. E se conseguíssemos fazer daqui um grande Centro Espiritual, talvez mesmo um Santuário!...» E deste sonho, registado em carta que o saudoso padre Miguel nos enviou e que guardamos religiosamente, brotou o que todos conhecemos. 

O Santuário, onde se venera a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, está a caminho de celebrar as suas quatro décadas de vida entre nós, concretamente em 21 de outubro próximo. Entretanto, foram-se multiplicando iniciativas de formação e vivências que perduram ainda na memória de muitos, quais sementes que fizeram germinar correntes de espiritualidade marcantes, que irradiaram para outras paróquias e dioceses.
O Nicho foi inaugurado em 21 de maio de 1978 e a 25 de março de 1979 foi inaugurada a casa da Irmãs e dada a primeira pazada do futuro Santuário, pelo nosso Bispo, D. Manuel de Almeida Trindade. No dia 1 de maio iniciaram-se as obras de construção do Santuário de Schoenstatt. No dia 20 de mesmo mês foi benzida a pedra angular, trazida de Roma com a bênção do Papa João Paulo II. Tem encrustada na face frontal uma outra pedra do túmulo de São Pedro, que tem gravada a inscrição “Tabor Matriz Ecclesiae”. 
Como curiosidade, ocorre-nos frisar que Margarida Lencastre, irmã do padre Miguel, foi quem pegou na Pedra Angular para que o Papa a abençoasse. Não satisfeita com a bênção geral do Santo Padre, pega na Pedra e espera que o Papa passe no papamóvel a caminho dos seus aposentos. Iludindo a vigilância, corre para o Papa e aproxima a Pedra do Santo Padre, que a abençoa, agora de forma singular. 
O Santuário de Schoenstatt foi declarado Santuário Diocesano por D. António Marcelino em 21 de setembro de 1993, congregando à sua volta pessoas de todas as idades e condições sociais, procurando testemunhar que ali é bom estar. É oportuno frisar que os grandes impulsionadores da construção do santuário foram a Irmã Custódia, os padres Miguel Lencastre e António Borges e, ainda, Vasco Lagarto, sem esquecer muitos outros que deram o seu esforço e o seu entusiasmo, de muitas e variadas formas. 
É justo salientar que a espiritualidade de Schoenstatt se apoia em três pilares fundamentais: a devoção a Nossa Senhora, Mãe Admirável; os ensinamentos do padre José Kentenich, que fundou o Movimento em 18 de outubro de 1914; e o Santuário, lugar de graças, cujas réplicas estão espalhadas pelos quatro cantos do mundo, como ponto de chegada para o encontro, a oração e meditação, e ponto de partida para a missão. Tudo numa perspetiva de criar um homem novo para uma nova sociedade. 

Fernando Martins 

NOTA: Texto e foto publicados no "Timoneiro" de julho de 2019.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Schoenstatt: 40 anos de um Lugar de Graças

Na próxima segunda-feira, às 21h,
iniciam-se as novenas para preparar a celebração dos 40 anos


O Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora, Três Vezes Admirável de Schoenstatt da Diocese de Aveiro celebra este ano o jubileu dos 40 anos da sua bênção que se realizou a 21 de outubro de 1979. A partir dessa data, tornou-se realidade o que o Padre José Kentenich, fundador do Moimento Apostólico de Schoenstatt, disse a 18 de outubro de 1914 no ato fundacional do Santuário Original, na Alemanha, ao revelar aos jovens do Seminário de Schoenstatt: "Não seria possível que agora a capelinha da nossa Congregação se tornasse também o nosso Tabor, no qual se revela a glória de Maria? Não podemos, sem dúvida, realizar uma acção apostólica maior, não podemos legar aos nossos sucessores unia herança mais valiosa, do que mover Nossa Senhora e Rainha a estabelecer aqui, de maneira especial, o seu trono, a distribuir os seus tesouros e a operar milagres da graça." Em 1979, estas mesmas palavras tornaram-se realidade no pequeno pedacinho de terra, na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, em Portugal, transformando a capela construída com amor e suor pelas mãos dos próprios membros da Família de Schoenstatt, em lugar de graças, em Santuário.
Em 1993, o Bispo diocesano de então, D. António Marcelino, declarou o Santuário de Schoenstatt "Santuário Diocesano".
Ao longo dos próximos meses, de modo especial, através da nossa oração e ação missionária, queremos dar a conhecer o grande tesouro que nos é confiado e pedir a Nossa Senhora que faça jorrar as graças do seu Santuário em todas as Paróquias da nossa Diocese.
Nestes nove meses de preparação para a celebração dos 40 anos do Santuário de Aveiro, todos os dias 21 (às 21 horas) de eada mês vamos ter uma novena no Santuário, em que todos podem participar.
Por isso, neste tempo de preparação, renovemos em nós a consciência de que a raiz do nosso Santuário e da Família de Schoenstatt é a Aliança de Amor com Maria. Esse ato de fé silencioso do Padre José Kentenich e de um pequeno grupo de jovens permanece vivo em nós com toda a sua força- original. A fonte da nossa fecundidade e a forma concreta de viver o nosso seguimento a Cristo é a profunda fé na realidade da Aliança de Amor com Maria, que deu origem ao Santuário. É o que queremos celebrar no jubileu em outubro de 2019.

Publicado no Correio do Vouga desta semana

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Férias: Santuário de Schoenstt

Um lugar onde é bom estar 

Santuário com jardim

A nossa região tem o privilégio de acolher no seu seio um Santuário Mariano dedicado à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, onde é bom estar, como se diz entre os schoenstattianos, e não só. Esta verdade, incontestável, pode ser experimentada por quem estiver disposto a passar por lá, respirando uma serenidade que é enriquecida pelo silêncio, pelos jardins floridos segundo cada época do ano, pelo asseio que se verifica em todos os cantos, pelos sorrisos das Irmãs de Maria, ao jeito natural de quem sabe que o acolhimento é chave importante para entrar na espiritualidade, que um dia o Padre José kentenich sonhou com um grupo de jovens seminaristas e que hoje está nos quatro cantos do mundo. 
Assente em três grandes pilares, Santuário, Nossa Senhora e Fundador, abertos a uma Aliança de Amor com a Mãe de Jesus, que há de conduzir ao Deus Trino, Schoenstatt aposta na transformação do mundo, dinamizando ações direcionadas para gentes de todas as faixas etárias e de diversos estratos sociais. 
O Santuário Diocesano de Aveiro nasceu e criou raízes na Colónia Agrícola, tendo a paróquia da Gafanha da Nazaré como matriz fundamental, no acolhimento que prestou, nas obras que dinamizou, na espiritualidade que muitos assumiram desde a primeira hora, no testemunho que promoveu.

Boas Férias para todos

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Igreja Diocesana que vive a caridade na alegria da misericórdia

Da homilia do Bispo de Aveiro 
no dia da Igreja Diocesana 
celebrado em Schoenstatt



«O Programa do próximo ano pastoral, há pouco apresentado e cuja elaboração foi fruto do esforço de muita gente, propõe que demos atenção ao mandamento novo do amor, condição essencial do nosso ser cristão. O episódio do lava-pés, ícone do programa do próximo ano, convida-nos a viver numa atitude de serviço, ajuda e acompanhamento dos mais pobres e fragilizados. Ao longo deste ano tornemos operativo o objetivo geral do nosso Programa Pastoral: promover uma Igreja diocesana que vive a caridade na alegria da misericórdia, consciente de que o exercício da caridade é próprio do ser da Igreja e está alicerçado no seguimento de Jesus. A celebração do Congresso Eucarístico Diocesano, no final desta caminhada de três anos de programação pastoral, deverá ser um momento de fortalecimento da fé pelo exercício da caridade, assumindo as «esperanças que inspiram as atividades dos homens, as purifica e as ordena para o Reino dos céus. A esperança protege contra o desânimo, sustenta no abatimento, dilata o coração na expetativa da bem-aventurança eterna. O ânimo que a esperança dá preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade» (CCE 1818).»

Ler toda a homilia aqui 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DIA DA IGREJA DIOCESANA EM SCHOENSTATT


Este ano, o dia da Igreja Diocesana será celebrado no arciprestado de Ílhavo pelo facto de aqui se ter realizado a visita pastoral pelo nosso Bispo, D. António Moiteiro. Terá lugar no Santuário de Schoenstatt, na tarde do dia 25 de junho. Do programa consta o acolhimento às 14 horas; apresentação do Programa de Pastoral de 2017/2018, pelas 14.30 horas; tomada de posse do Tribunal Diocesano do Processo para a Canonização de “Santa” Joana Princesa, às 15.30 horas; e Eucaristia às 16.30 horas.
O Santuário de Schoenstatt foi elevado a “Santuário Diocesano” pelo Bispo D. António Marcelino. Como sabemos, é um lugar aprazível e de grande significado para os crentes da Gafanha da Nazaré e de outras terras da Diocese de Aveiro, mas não só. Aí, sob o olhar materno de Maria, temos oportunidade de nos reunirmos como Igreja Diocesana, na totalidade das suas 101 paróquias. 
A centralidade, proximidade e ligação do Santuário às gentes da nossa terra são razões importantes para suscitar nos agentes de pastoral e nos crentes da Gafanha da Nazaré a vontade de participar, demonstrando assim profunda unidade com a Igreja Diocesana.

Padre César

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Dia da Igreja Diocesana — 25 de junho


“somos Igreja, somos família… diocesana!”, é o mote para mais um Dia da Igreja Diocesana, no próximo dia 25 de junho no Santuário de Schoenstatt. Num dia onde será apresentado o plano pastoral para 2016/17 e que concluirá com Eucaristia presidida pelo bispo diocesano, 

D. António Moiteiro

Quando? — 25 junho
Onde? — Santuário de Schoenstatt

Programa:

14h00 – Acolhimento
14h30 – Apresentação do Programa pastoral 2017/2018
15h30 – Tomada de posse do tribunal do processo de canonização de «Santa» Joana
16h30 – Celebração de Eucaristia presidida por D. António Moiteiro