Quando nos surpreendemos com o nascimento de um bebé, é Natal.
Quando nos alegramos com a felicidade de uma família, partilhamos Natal.
Quando nos chocamos com o sofrimento de uma criança, queremos Natal.
Quando nos surpreendemos com a partilha de grupos de jovens, sentimos Natal.
Quando nos alegramos com uma mãe que encontrou emprego, é Natal.
Quando nos chocamos com os despedimentos de grávidas, queremos Natal.
Quando nos surpreendemos com as manifestações de solidariedade, partilhamos Natal.
Quando nos alegramos com os jovens voluntários que dão o seu tempo, sentimos Natal.
Quando nos chocamos com as condições de habitação de várias famílias, pedimos Natal.
Quando nos surpreendemos com a alegria de uma criança, é Natal.
Quando nos alegramos com uma vaga numa creche, partilhamos Natal.
Quando nos chocamos com a situação dos imigrantes em Portugal, pedimos Natal.
Quando nos surpreendemos com os sonhos de uma família, sentimos Natal.
Quando nos alegramos com o apoio social feito em rede, partilhamos Natal.
Quando nos chocamos com a renda praticada pelos senhorios, queremos Natal.
Quando nos surpreendemos com o nascimento de um bebé, é Natal.
Quando nos alegramos com a generosidade de tantos amigos, temos Natal.
Quando nos chocamos com a carestia de vida de tantas famílias, queremos Natal.
Quando nos surpreendemos com a prontidão do socorro de tantos da proteção civil, é Natal.
Quando nos alegramos com a atenção de tantos voluntários nos hospitais, temos Natal.
Quando nos chocamos com a falta de cuidados paliativos em Portugal, queremos Natal.
Quando nos alegramos com o nascimento de um bebé e com a vida de todos, em qualquer estádio, é Natal.
Teresa Correia
NOTA: Publicado no jornal Correio do Vouga, edição especial de Natal

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