quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os cristãos têm de fazer opções em sintonia com a fé

Ana Beatriz Lemos em entrevista ao Timoneiro


Ana Beatriz Lemos tem 17 anos e frequenta o 12.º ano. Faz parte do grupo de jovens LOUCOS POR DEUS animado pelos catequistas Patrick Ferreira e Vera Menezes. Ainda não sabe se vai seguir para a Universidade. Em tempo de pandemia, fomos ao seu encontro via e-mail, no respeito absoluto pelas regras do confinamento, contando com a colaboração dos seus catequistas. Esta entrevista insere-se no âmbito do espírito de partilha com a comunidade, que não deve divorciar-se do pensar e agir dos nossos jovens. Texto de Fernando Martins e fotos de Patrick Ferreira.

A Ana Beatriz é estudante e aos fins de semana ajuda a mãe e a avó nas tarefas domésticas e noutras. Gosta de frequentar a Catequese e fez questão de sublinhar que aprecia a forma cativante dos seus catequistas, que sabem mostrar que «a Catequese não é aquela coisa secante que muitos pensam que é». «Admiro também a forma positiva que eles têm de olhar para as coisas; se algo corre mal eles tentam ver um ponto positivo nisso, por mais difícil que seja», sublinhou.
No inicio achou que andava na Catequese porque a sua avó queria, mas entretanto tudo passou a ser diferente. «Ando porque gosto: gosto dos catequistas, da convivência dos colegas e do espírito que se cria, e por isso mesmo é que entrei e fui uma das fundadoras do grupo LOUCOS POR DEUS», referiu.
A Ana Beatriz afirma que a religião é importante para a sociedade, em geral, e para as pessoas, em particular, nomeadamente, «na escola, na família, no convívio com os amigos, no desporto e nas diversões», mas percebe que nem sempre «a utilizam». Sobre o futuro, pensa que ainda não está preparada para ser catequista, mas não descarta a hipótese: Porém, já percebeu que neste grupo incrível se prepara para «testemunhar a fé em várias situações».
Gosta das ações que nele se desenvolvem, do ótimo espírito de equipa e do desafio de «arriscar e experimentar». E deixou o apelo a cada um para vir ver as sessões: «Se gostar, fica e vai ser recebido de braços abertos.»
A nossa entrevistada acha que foi descobrindo ao longo do tempo a mensagem de Jesus Cristo, percebendo que «Ele é o nosso guia e o único que sabe tudo sobre nós». Por outro lado, vai sentindo que Jesus «tem ensinamentos para todas as idades, só é preciso ter fé». «Às vezes fica difícil ter fé porque temos de acreditar numa pessoa que não se vê, mas sente-se, o que é ainda mais importante». E adiantou: «O essencial é invisível aos olhos mas vê-se com o coração, que é o que acontece com Jesus.»
A Ana Beatriz participa na missa, «pois é lá que estamos com o Senhor». Sabendo que na vida erra em muitas circunstâncias, «como qualquer ser humano», garante que na Eucaristia fala com Deus, pedindo-lhe desculpa pelos erros que cometeu durante a semana e agradecendo-lhe tudo o que de bom vai recebendo no dia a dia. E frisou: «Tento sempre pôr as palavras de Jesus Cristo em prática, mas é muito difícil às vezes.»
A Ana Beatriz aceita o princípio de que os cristãos têm de fazer opções culturais, sociais e outras «em sintonia com a fé que professam», mas não tem o hábito de ler muito. Aprecia bons filmes, séries e telenovelas, mas as suas preferências vão para a música, em especial. Atualmente, estuda canto e dança só por diversão. E a finalizar a nossa conversa, sublinhou: «Gostava bastante de conseguir continuar como cantora, o que é difícil, mas não custa tentar!»

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