TEMPO NOVO - Manuel Vilaça Ribeiro
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| Capela Árvore da Vida |
Distanciamento e isolamento são porventura as palavras mais usadas e que mais interiorizámos nos últimos tempos. Agora, confinados às nossas casas e, por isso, privados dos espaços e lugares que naturalmente faziam parte do nosso dia a dia, fomos confrontados com uma nova realidade que radicalmente nos obrigou a mudar a forma como vivemos, redescobrindo novas formas de existência e co-existência com as pessoas e os espaços.
Apesar do historial de sobrevivência e superação às mais diversas adversidades a que a Igreja Católica foi sujeita – recorde-se, a título de exemplo, os primeiros três séculos, onde os cristãos foram fortemente perseguidos e martirizados – o confinamento a que fomos subjugados originou a que, pela primeira vez na história da humanidade as igrejas fechassem portas, colocando em causa algo absolutamente vital na vivência da fé, que em dois mil anos de história nunca se tinha posto desta forma: a impossibilidade de instituição dos Sacramentos.
Esta altura de grande provação para a Igreja Católica, e em especial para os fiéis, que se viram impossibilitados de participar fisicamente nas celebrações, fez com que a Igreja tivesse de, uma vez mais, se reinventar, adaptando-se às necessidades de cada momento, procurando ser próxima, apesar de toda a distância física. O digital ocupou um lugar central neste processo de mudança, permitindo um não tão sofrido e desconectado distanciamento e isolamento.
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