domingo, 21 de março de 2021

Agrupamento 588 sempre pronto para se adaptar às circunstâncias

Sede do Agrupamento 588

O Agrupamento 588 do CNE (Corpo Nacional de Escutas – Escutismo católico português), face à pandemia do Covid-19, também foi apanhado de surpresa, o que se tornou complicado, sobretudo por se tratar de uma associação que trabalha em equipa, o que exige proximidade, contacto físico e o afeto,  fundamentais em todas as ações, disse-nos o Chefe João Vilarinho. Face à situação, o agrupamento seguiu as diretrizes nacionais, o que implicou, a partir de março de 2020, a suspensão das atividades presenciais, isto é, o encerramento do ano escutista.
Contudo, adiantou-nos o Chefe, algumas secções mantiveram  ações online, destacando-se, neste caso, a IV secção, os Caminheiros. Realizaram um vídeo onde procuravam mostrar os cuidados básicos, que hoje, passado um ano, se tornaram parte do nosso quotidiano.
Entretanto, participaram na recolha de alimentos em dois supermercados, destinados a famílias carenciadas,  registando-se excelente recetividade por parte da população.
Mas se é verdade que as atividades escutistas estavam superiormente canceladas, não se podem olvidar as ações desenvolvidas pelos Caminheiros e Dirigentes, em atividades de serviço à Comunidade.

Todo o mundo sabe que o escutismo é ação permanente, na formação dos jovens das diversas secções, que se projetam na comunidade humana próxima ou mais alargada, mas os confinamentos e demais leis da pandemia, não perdoaram. E todos lamentaram a impossibilidade de levar à prática um projeto audaz, que era levar todo o Agrupamento a viver uma atividade aos Açores que seria o culminar das comemoração dos 40 anos do Agrupamento. Mas como a esperança mão pode morrer, talvez um dia, vencido o Covid-19, tudo possa ser retomado.
A Chefia, porém, não desanimou e deu prioridade ao estabelecimento de criar as condições de segurança necessários para regressar ao presencial logo que possível. Assim, juntamente com a CMI e a Delegação de Saúde de Ílhavo, foi homologada a sede do Agrupamento para se poderem realizar reuniões e pequenas atividades.
Esta situação, foi de certa forma facilitada pela nossa forma de funcionamento, com vida ao ar livre, pequenas equipas de trabalho e, ainda,  pelas condições que dispomos na nossa sede, que nos permitem ter desfasamento de horários, espaço interior e exterior para podermos manter o afastamento social necessário e continuar a trabalhar em equipa/patrulha, informou o Chefe João Vilarinho.

Fernando Martins

NOTA: Publicado no TIMONEIRO 

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