quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Há menos católicos nas missas - Qual será a razão?

Conselho Diocesano de Pastoral sugere 
que se pergunte às pessoas porque não vão à Missa

O Conselho Diocesano de Pastoral (CDP) refletiu sobre a queda da participação na Eucaristia dominical e considerou que agora é tempo de perguntar às pessoas as razões de terem deixado de ir à Missa. "É preciso um ministério da escuta. É preciso escutar as pessoas sem medo do que disserem. Há muita gente a precisar de ser ouvida", disse um dos conselheiros. A convicção foi partilhada pela assembleia e surgiu um primeiro lugar na enunciação dos pontos fortes no final da sessão que decorreu no Seminário de Aveiro, na noite de 18 de outubro. 
O CDP - órgão de aconselhamento do Bispo de Aveiro - considerou ainda que a queda das presenças significa que a catequese não está a cumprir a sua missão de iniciação cristã, que haverá "causas internas", como a desconsideração do sacramento da Confissão ou determinados tipos de pregação, que a Igreja não está a ser capaz de criar elites e líderes cristãos, que a ação da Igreja não está a ser "suficientemente audaz" ou que os agentes e as comunidades não são capazes de se aliarem nos mesmos objetivos de evangelização. 
De acordo com o programa pastoral, novembro é o mês em que os padres, com os seus conselhos pastorais paroquiais ou com outros colaboradores, devem refletir sobre as causas da queda da presença nas Missas. "Se os padres refletirem com os leigos, já é um avanço", disse um responsável diocesano. Em dezembro, a questão será abordada numa assembleia de clero. 
Segundo o recenseamento realizado em março de 2019, na Diocese de Aveiro, de 2001 para 2019, cerca de trinta mil pessoas deixaram de "ir à Missa". Em termos percentuais, em 2001 participavam 21,6 por cento dos resistentes, enquanto em 2019 a percentagem desceu para 12,3. 

J.P.F.

NOTA: Texto publicado no "Correio do Vouga" desta semana

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