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| Bispo de Aveiro entrega à Irmã Cristina a faca de cortar o bolo |
"Não se pode ser cristão sem um estilo de vida de oração", disse o Bispo de Aveiro aos cerca de dois milhares de pessoas que participaram na Missa dos 40 anos do Santuário de Schoenstatt, no domingo, 20 de outubro, na Gafanha da Nazaré.
Em Dia Mundial das Missões, D. António Moiteiro afirmou que a "oração está no âmago da missão" e realçou que a oração cristã é "estar diante de Deus", é "saber que Ele nos escuta e nos dá mais do que o que pedimos", é "dar glória pelo seu amor", mesmo que, como aconteceu com Jesus, surjam dificuldades.
D. António Moiteiro recordou as grandes datas do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Referiu 1914, quando o P.e Kentenich, na Alemanha, confiou os seminaristas à maternidade e educação de Maria, iniciando, a partir do santuário alemão - do qual o da Gafanha da Nazaré é cópia fiel -, um movimento que hoje está espalhado pelo mundo e que tem como elemento fundamental a "Aliança de Amor com Nossa Senhora, Mãe Três Vezes Admirável". Apontou 1960, quando o Movimento chegou à Diocese de Aveiro, e 1965, quando na igreja da Gafanha da Nazaré havia uma imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt, a "primeira da Península Ibérica". Em 1979, no dia 21 de outubro, também um "Dia Mundial das Missões", foi inaugurado o Santuário de Schoenstatt. Santuário, oração e missão estão juntos. "O coração que reza é missionário", disse D. António Moiteiro.
TESTEMUNHOS
Ana Maria Amarante
Eu já nasci em Schoenstatt. Os meus pais sempre foram do movimento e ajudaram a construir o santuário. Estou ligada à Juventude Feminina desde os seis anos. Pertencer a este movimento é ter a confiança de que Maria está na nossa vida. É estar na Igreja com uma família e sentirmo-nos família na grande família que é a Igreja. Maria liga tudo. Estudo Farmácia e dou testemunho do que aprendo e vivo aqui, ainda que por vezes ouça "ah... tu és católica...". Ser de Schoenstatt ajuda a agir no mundo.
Paulo Teixeira
Schoenstatt é uma maneira de viver na Igreja. Conheci o movimento quando era jovem, depois afastei-me, voltei depois do ano 2000, com a minha mulher, que já fazia parte do movimento. Estudei a vida o P.e Kentenich [fundador do movimento] e fiquei completamente "agarrado". Percebi que posso ser o "homem novo" e ajudar a criar a "nova comunidade". Para preparar o jubileu, visitamos várias paróquias. Em geral fomos bem acolhidos, mas houve paróquias que não nos quiseram receber. Mas todas receberam materiais sobre o santuário e foram muitas as pessoas que vieram conhecer o santuário e a sua espiritualidade durante este ano.
Fonte: Texto e foto do "Correio do Vouga" desta semana

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