Patrick Ferreira em entrevista ao Timoneiro
Patrick Ferreira, de seu nome completo Patrício Costa Ferreira, nasceu em França, filho de pai caramulano e de mãe tomarense, casado com Vera Menezes e pai da Matilde, vive presentemente na Gafanha da Nazaré, assumindo, na paróquia, a missão de catequista, tarefa que desempenha com dinamismo e espírito inovadores, de parceria com a esposa.
Em entrevista que nos concedeu, afirmou que é bom trabalhar com jovens de 14/15 anos, sendo fundamental “dedicação e preparação dos encontros semanais”. “No dia em que eu me queixar da falta de motivação dos jovens, considero que a culpa é minha”, referiu.
Patrick garante que “a catequese não é uma hora por semana, mas diária”, sobretudo “no envolvimento pessoal, na preparação e no contacto com os jovens, que deve ser tão frequente quanto possível”. Nessa linha, adiantou que usam muito, tanto ele como a esposa, as redes sociais, em especial o Facebook, onde trocam impressões uns com os outros. “No caso de falta à catequese, por diversos motivos, “há sempre a informação no momento, numa base da confiança e da responsabilidade».
O primeiro contacto com a paróquia, na altura do batizado da Matilde, aconteceu o encontro com o nosso prior, Padre César. Depois de uma troca de impressões, surgiu o convite. “A Vera diz que foi obra de Deus e eu concordo; A Vera, bibliotecária, gosta muito de crianças e eu muito mais da juventude”, sublinhou. Aliás, esses gostos pessoais justificam a paixão do casal pela catequese, tendo já desempenhado tal missão em Águeda e na Vera Cruz, Aveiro.
O nosso entrevistado falou da importância do envolvimento dos pais na catequese dos seus filhos, que não pode passar, apenas, por duas ou três reuniões anuais. Importa, frisou, que a participação deles tem de partir da iniciativa dos catequistas. Lembra que no último encontro, em outubro, os pais se associaram a um almoço-partilha, muito proveitoso. E ainda valorizou a realização de um retiro em que participaram alguns pais, considerando que se revelou “muito positivo, especialmente para os filhos, porque sentiram o interesse dos pais”.
O nosso entrevistado, que fala com entusiasmo da sua entrega ao serviço da Igreja, agora na paróquia da Gafanha da Nazaré, garante que aprecia, de forma especial, a comunidade católica da Gafanha da Nazaré, salientando a “disponibilidade por parte das pessoas, mas também a humildade e a dedicação ao trabalho”. E referiu: “Sempre gostei de gestos de afeto; por isso, procuramos, eu e a Vera, transmitir e levar aos outros o abraço na Eucaristia; o abraço é o corolário da pós-comunhão.” Trata-se, sublinha o Patrick, de “um Abraço da Paz que foge ao tradicional, com texto introspetivo, na introdução, tornando-o mais sentido e expressivo”.
“Jovens em Movimento – Gafanha da Nazaré” e “A Alegria de Crer – Gafanha da Nazaré” são páginas do Facebook animadas pelo casal. Pretendem, com elas, “cultivar o sentido de partilha, no espírito de abertura aos outros”, no pressuposto da importância de marcar presença no mundo do ciberespaço. “As redes sociais fazem parte dos nossos dias; evitá-las ou fugir delas é fugir dos jovens e do mundo”, sublinha, com ênfase, o Patrick.
Contudo, o nosso interlocutor fez questão de esclarecer que as redes sociais “não são o único meio de comunicar; mas elas são uma opção fundamental, no diálogo e na partilha entre jovens de todas as idades”. Porém, frisou que as redes sociais, que aproximam as pessoas, não podem fechar e isolar outras pessoas, “afastando-as dos seus próximos”. Daí que “o contacto pessoal seja fundamental nas relações humanas”.
Fernando Martins
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