quinta-feira, 24 de agosto de 2017

António Guterres destaca «espírito humanista» do escutismo


«O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem aos 40 mil participantes da conferência da Organização Mundial do Movimento Escutista, que decorreu em Baku, no Azerbeijão, tendo sublinhado que "apenas juntos, podemos traçar um caminho comum para um planeta mais sustentável, tolerante, igual e pacífico para as gerações actuais e futuras." Referiu ainda que “Os escuteiros contribuem para a nossa comunidade, protegem o nosso ambiente e ajudam as pessoas em necessidade. E o escutismo ensina a compaixão e torna a sociedade melhor para todos”»

ler mais aqui 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Revistas “além-mar” e “AUDÁCIA” foram apresentadas na paróquia

Centro de acolhimento num dos bairros centrais da cidade do Maputo
Ir. Alfredo do Rosário

No passado domingo, 20 de agosto, o Ir. Alfredo do Rosário Durão, dos Missionários Combonianos, participou na Eucaristia das 10h30 para falar da congregação a que pertence, mas ainda para divulgar duas revistas — “além-mar” e “AUDÁCIA” —, a primeira destinada aos adultos e a segunda às crianças. No final da missa, falou um pouco da ação missionária dos Combonianos, um pouco por todo o mundo, numa perspetiva de levar a Boa Nova de Jesus Cristo a todos os povos, junto dos quais exercem a sua intervenção religiosa e de promoção humana.
Da curta conversa que mantivemos com o Ir. Alfredo do Rosário, registámos que a Igreja precisa mesmo dos missionários para a ação direta junto das pessoas carentes de tudo. E a revista “além-mar” está imbuída desses propósitos para «dar a voz e a vez aos povos e Igrejas dos países emergentes, merecendo, por isso, a nossa atenção e colaboração, dentro das possibilidades de cada um.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Segredo arquitetónico em Aveiro

Texto e fotos 
do Semanário Ecclesia 


Com as atenções dos turistas centradas nos passeios de moliceiro pelos canais urbanos da Ria de Aveiro e, em menor grau, em espaços como o Museu de Santa Joana, onde está sepultada a filha de D. Afonso V, que é apenas beata, mas é venerada como “santa” por concessão do Papa Paulo VI, as igrejas de Santo António e São Francisco passam despercebidas. São como que um segredo arquitetónico escondido num canto da cidade. Mas valem bem uma visita demorada.
São conhecidas por “igrejas” ou “capelas” de Santo António e São Francisco. O nome correto é Igreja do Convento de Santo António e Capela da Ordem Terceira de São Francisco. Os dois templos, que são geminados, mais as salas anexas e a Casa do Despacho formam um conjunto arquitetónico singular. Por fora, são de linhas simples e diretas. Por dentro, apresentam ricos painéis de azulejos, talha dourada e pintura do século XVII e inícios do seguinte.

domingo, 20 de agosto de 2017

A igreja devia ficar no centro da freguesia

Para memória futura

A igreja antiga

João Catraio
«Alguns dias antes da inauguração e por ordem da comissão e do senhor Prior Sardo fui à missa à capela que se situava na Chave acompanhado de alguns homens, com a missão de transportar as imagens para a nova igreja que ainda nem sequer estava concluída.
Era dia de semana e a missa terminou por volta das 7 horas da manhã. Era ainda noite, portanto, e, talvez por isso, não houve oposição dos vizinhos da capela que, segundo se dizia, não deixariam tirar as imagens nem os objectos de culto. Num outro dia trouxemos os altares, dos quais só se aproveitaram dois porque os outros eram de canto.
Nem desta vez houve barulho como se esperava e alguns vizinhos da capela ainda nos ajudaram a carregar os altares e nos emprestaram cordas. E repare que nesse dia apareceu muita gente.
Trouxemos também o sino que é o pequeno da nossa actual igreja, mas a pedra de ara só veio no próprio dia da inauguração.
Como em tudo, há sempre quem não concorde. Foi o que aconteceu também nessa altura. Os da Chave queriam lá a igreja, os da Cale da Vila queriam-na no seu lugar, mas a verdade é que para servir a todos ela devia ficar no centro da freguesia e ficou mesmo.»

João Catraio, 
em entrevista que me concedeu para ao Timoneiro.
Maio de 1971

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Avança quem descansa



«Como vai passar as suas férias? É a pergunta de economia doméstica e ninguém gasta o que não tem direito. A cada Direito preside um Dever. Divergências em férias avulsas e convergências em trabalhos diários. Tempo de férias quem inventou «isso»? As palavras que cruzamos significam que descansar é querer Servir Melhor. Avança quem descansa. As necessidades básicas têm de ser atendidas com Liberdade.»

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tolentino Mendonça — Um poema para este tempo


Oração pelas férias

Dá-nos, Senhor,
depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.

Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos
de novo a graça do canto,
do assobio que imita
a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos
se dissipe.

Faz-nos
peregrinos que no visível
escutam a melodia secreta
do invisível.

José Tolentino Mendonça

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Segundo Prior da Gafanha da Nazaré: Padre José Francisco Corujo

Para memória futura 

Era rigoroso nas contas 
e cioso nos gastos

O Prior Guerra, de seu nome José Francisco Corujo, nasceu em 17 de fevereiro de 1878, em Ílhavo, tendo sido ordenado presbítero em 12 de julho de 1903. Assumiu a paroquialidade da Gafanha da Nazaré entre 5 de outubro de 1922 e 1948, altura em que fixou residência na sua terra natal. Faleceu em 12 de março de 1963.
Sublinha-se na monografia da paróquia – “Gafanha: Nossa Senhora da Nazaré” – que durante o tempo em que esteve entre nós «deixou um rasto de simpatia». Era uma pessoa bondosa, simples e afável.
«Era rigoroso nas contas e cioso nos gastos. Não quis que se fizesse uma residência nova para não chocar os paroquianos… que, muitos, viviam em palheiros de tábuas…», lê-se na referida monografia.

Laurinda Alves — O stress das férias


«Cada um sabe de si e a casuística de férias é um mundo fascinante, mas há clássicos eternos que podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados se as prioridades forem bem geridas em férias. Nomeadamente se formos capazes de desligar telemóveis e computadores, valorizando acima de tudo a qualidade do tempo que passamos com quem gostamos. Este tipo de prioridades também encaixa no planeamento inicial, pois implica uma conciliação estratégica que pode exigir uma conversa prévia com o chefe, na empresa onde trabalhamos. Passa por assumir que em férias não vamos trabalhar ou, no caso imperativo de haver prazos e afins, por estabelecer um par de horas por dia em que ficamos disponíveis para atender telefonemas e responder a mails. Mas não mais que um par de horas.»

Ler a crónica aqui

IX Convívio de Crismados no Jardim Oudinot


35 anos após a celebração, o grupo de crismados da Paróquia da Gafanha da Nazaré voltou a reunir-se no seu Convívio Anual.
O encontro foi no dia 30 de julho e o local escolhido foi o Jardim Oudinot, como habitual, por ser a grande sala de visitas de verão da Gafanha da Nazaré.
Para além das presenças habituais, este ano contámos com Adélia Alves, há vários anos emigrada em França. Os catequistas Fátima Dolores e Hélder Rocha, casal que orientou a caminhada de fé do grupo, também responderam à chamada. 
Foi mais um dia de boas e gratas recordações, num contributo para reunir em fraterno convívio amigos de longos trajetos de formação pessoal e social.
Revigorados pelo convívio, prometemos novo encontro no próximo ano. 

Texto de Hélder Ramos
Foto de Adélia Alves

NB: Guardado nos meus arquivos por motivos de férias.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Escuteiros da Gafanha da Nazaré precisam do nosso apoio


Como é do conhecimento geral, a Paróquia está a construir a nova sede para o nosso Agrupamento de Escuteiros no terreno adquirido para esta finalidade, na travessa do Margaça. Pela sua natureza e pela vontade do seu fundador, Baden-Powell, este movimento é um movimento nacional, internacional e universal que tem como objetivo dotar o mundo de jovens, física, moral e espiritualmente fortes.

Nacional, porque pretende dotar cada nação de cidadãos uteis e válidos.

Internacional, porque a boa relação entre escuteiros não tem fronteiras.

Universal, porque procura incutir o sentimento de fraternidade aos jovens de todas as nações, classes e crenças.

Informações Paroquiais


Semana de 13 a 20 de Agosto de 2017

1 – No dia 15 de Agosto, terça-feira, celebra-se a Solenidade de Nossa Senhora da Assunção. Como é dia Santo, as missas serão como aos Domingos. Na segunda-feira haverá missa vespertina na Igreja da Chave às 17:00 Horas e na Igreja Matriz às 19:00 Horas.

2. – A Câmara Municipal de Ílhavo vai realizar de 11 a 17 de Setembro a Semana da Maior Idade, destinada aos Séniores do Município de Ílhavo. As inscrições para as visitas culturais são na Junta de Freguesia até ao dia 17 de Agosto.

sábado, 5 de agosto de 2017

Informações Paroquiais

Semana de 6 a 13 de agosto



1. – Domingo, reunião do Apostolado da Oração, às 16:00 Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

2. – A Câmara Municipal de Ílhavo vai realizar de 11 a 17 de Setembro a Semana da Maior Idade, destinada aos Seniores do Município de Ílhavo. As inscrições para as visitas culturais serão na Junta de Freguesia de 10 a 17 de Agosto.

3. – O Bispo de Aveiro publicou esta semana no jornal Correio do Vouga, as novas nomeações sacerdotais para o ano 2017/2018. As nomeações encontram-se afixadas no placar da Igreja. O Padre Pedro deixará de ser Pároco da Gafanha da Encarnação, da Gafanha do Carmo e Vigário Paroquial da Gafanha da Nazaré e irá ser Pároco da Mamarrosa e Bustos e Vigário Paroquial da Palhaça e Oliveira do Bairro. Tenhamo-lo presente nas nossas orações para que seja sempre fiel nesta nova missão de serviço a essas comunidades.

Ver nomeações aqui

Padre Pedro José - Sobre as mudanças dos padres



Pe. Pedro José

COMUNICADO PAROQUIAL: “Sobre as mudanças dos padres”

1. D. António Moiteiro olhando às necessidades da Diocese tornou públicas as diversas nomeações para o ano pastoral de 2017-18. No arciprestado de Ílhavo, vai haver alterações principalmente nas paróquias da Gafanha da Encarnação e Gafanha do Carmo e, indiretamente, na Gafanha da Nazaré. A primeira passará a ter como pároco o Pe Gustavo Fernandes (ordenado, em julho de 2016). A segunda, o Pe Ângelo Silva, que acumulará com a paroquialidade da Praia da Barra e da Costa Nova (este ano completei 20 anos de ordenação juntamente com o Pe. Ângelo e o Pe. Torrão, fomos ordenados juntos em 13-07-1997).

2. Na condição de pároco da Gafanha do Carmo (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2013) e da Gafanha da Encarnação (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2010) e vigário paroquial da Gafanha da Nazaré (desde 2010), comunico que irei ser pároco das paróquias de Bustos e Mamarrosa (onde trabalhara o Pe Gustavo Fernandes), fazendo a transição até aos fins de Setembro, o que será oportunamente anunciado. Serei ainda vigário paroquial de Oliveira do Bairro e Palhaça, estas paróquias terão como pároco o Pe Francisco Melo, regressado dos estudos em Roma.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Bispo de Aveiro procedeu a nomeações para 2017-2018

Bispo de Aveiro

Ao longo do ano pastoral que se aproxima e para o qual vão ser feitas as nomeações na nossa diocese de Aveiro, pretendemos promover a caridade pastoral como critério identificador do ser e da missão dos respetivos agentes, particularmente dos ministros ordenados, que expressam desse modo o ser e o agir de Jesus, Bom Pastor, que se fez próximo de todos, nomeadamente dos mais fragilizados, e sejam testemunhas do Evangelho da alegria na Igreja em saída missionária.
Os bispos recebem, tal como ensina o concílio Vaticano II, o encargo de servir a comunidade cristã, juntamente com os sacerdotes e os diáconos, e presidir em nome de Deus às comunidades de que são responsáveis, a fim de a missão confiada por Jesus aos seus apóstolos seja continuada pelos pastores que são colocados à frente da sua Igreja (cf. LG 20).

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Atividade de verão dos exploradores do Agrupamento 588



A Expedição 17 do nosso agrupamento de escuteiros terminou o ano escutista com a realização da sua atividade de verão no Campo Permanente do Bonito, no Entroncamento, de 7 a 12 do corrente mês.
Mochilas às costas e lá fomos nós. Éramos 27 mais quatro Chefes. Dois foram na carrinha que o Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Nazaré nos cedeu para levarmos todo o material de campo (tendas, grelhas e botijas de gás, panelas, bacias, toldos, enxada e ancinho e ainda material de corte como, por exemplo, serrotes, martelos etc.) e nós, alegres e contentes, depois de nos despedirmos dos pais na estação em Aveiro, partimos no comboio das 20h31.
Chegados ao Entroncamento e convencidos que teríamos de carregar com as pesadas mochilas (cheias com os pertences pessoais, ceia e pequeno almoço do dia seguinte e ainda muito “contrabando”, nomeadamente, doces e afins para roermos e partilharmos dentro das tendas às escondidas. Os Chefinhos pediram aos chefes do agrupamento de Oliveirinha a carrinha de caixa aberta e foram buscar as nossas mochilas. Isto estava a começar altamente.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré

Para memória futura 


Os mais jovens, que estudam, trabalham e se divertem, têm o tempo tão cheio que nem podem refletir sobre o viver dos seus e nossos antepassados. Por isso, julgo saber bem conhecer algo sobre a nossa terra e suas gentes, recuando algumas décadas. É o que fazemos hoje, com votos de que o conhecimento do passado nos estimule na construção do presente e do futuro.

Decreto de D. João Evangelista de Lima Vidal, Arcebispo-Bispo de Aveiro

“D. João Evangelista de Lima Vidal, 
por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, 
Arcebispo-Bispo de Aveiro, 
Assistente ao Sólio Pontifício.

Atendendo ao incremento populacional e social que tem tomado nestes últimos tempos a Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, dispersa presentemente pelas três freguesias de Ílhavo, Gafanha da Nazaré e da Gafanha da Encarnação, e considerando que esta Colónia tem, e convém que tenha, um aspecto unitário e não se divida em três partes com prejuízo da sua vida comum, de acordo com os Reverendos Párocos das freguesias a que actualmente pertence a Colónia, não havendo motivos de interesses ou sentimentos locais que possam obstar à realização do intento:

HAVEMOS POR BEM decretar o seguinte:

1 – Toda a Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, como ela se encontra constituída, ficará pertencendo, desta data em diante, à freguesia de Ílhavo;

2 – Encarregamos o Reverendo Arcipreste do Distrito Eclesiástico de dar execução a este decreto, nas formas estabelecidas.

Publique-se no órgão oficial da Diocese e arquive-se.

Dado em Aveiro, aos 10 de Dezembro de 1956.

João Evangelista
Arcebispo-Bispo de Aveiro”:


terça-feira, 25 de julho de 2017

Dia Mundial dos Avós na Biblioteca de Ílhavo



Na Biblioteca Municipal de Ílhavo, vai ser celebrado amanhã, 26 de julho, pelas 14h30, o Dia dos Avós, numa perspetiva de reconhecer a experiência e o valor da sabedoria. Para isso, importa muito a participação dos avós e dos seus netos, estando garantida uma atividade que tem por título “Adoro os meus Avós e eles adoram-me”. Também estão programados a Hora do Conto e um Ateliê de Expressão Plástica para Avós e Netos.

Informações paroquiais

Semana de 23 a 30 de julho 


1. – Na próxima quarta-feira, dia 26, a Igreja celebra na Liturgia a memória obrigatória de São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem Santa Maria. Na intenção da Eucaristia rezamos pelo dia dos Avós.

2. – No próximo sábado, dia 29 de Julho, celebramos a Solenidade de Nossa Senhora dos Aflitos, padroeira do lugar da Chave, com Missa solene às 17:00 Horas, na Igreja da Chave.

3. – Ainda faltam pessoas para levar e enfeitar os andores na Procissão de Nossa Senhora da Nazaré. Os interessados podem dar o nome no Cartório Paroquial.

4. – A Escola de Música da Filarmónica Gafanhense tem as inscrições abertas para o ano lectivo 2017/2018 com a oferta formativa disponível para aulas de formação musical e aulas de instrumentos.

5. – Lembramos os paroquianos que se encontra em pagamento a Coleta Paroquial. Os envelopes poderão ser entregues nos ofertórios das missas, ou no Cartório Paroquial. Agradecemos a partilha e generosidade de todos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Divorciados recasados — A Igreja em Movimento de Ajuda


“Vamos levar connosco a «Alegria do Amor» para, em férias, revisitarmos toda a exortação do Papa Francisco que, durante o ano, andámos a ler com um grupo de casais amigos”. E adiantam que “não se pode deixar passar, sem especial cuidado, mensagem tão importante.” Agradecia-lhes a informação, felicitei-os pela decisão tomada e anunciei-lhes que também eu a estava a reler e a tomar notas que, de vez em quando, dava a conhecer. Algumas dessas notas versam sobre os divorciados recasados que, sendo cristãos praticantes, querem viver a comunhão possível na Igreja.

“Não é a «Amoris laetitia» que põe a família em crise. É a crise da família que põe a Igreja em movimento.” Esta afirmação pertence ao cardeal José Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. E constitui uma chave de leitura que ajuda a ver com atenção o que vem a público sobre a recepção da “Alegria do Amor”, sobre a relação entre a família e a Igreja, sobre a clara opção estratégica pastoral do Papa Francisco para a tão desejada saída missionária, a conversão, a compreensão da Igreja a partir “de baixo” onde o Espírito Santo lança continuamente as sementes do Reino de Deus. De facto, a alegria da família é o júbilo da Igreja. E a inversa também se pode afirmar. A reciprocidade é clara e interpelante. Por isso, a resposta à vocação da família é única e insubstituível, tanto para a Igreja como para a sociedade (AL 88).

As pessoas existem dentro de restrições, observa o cardeal Schonborn ao falar nas sessões preparatórias do Encontro Mundial das Famílias a realizar na Irlanda em 2018. E lembra que o Papa Francisco “frequentemente volta ao que disse na “A Alegria do Evangelho” em que um pequeno passo em direção ao bem feito sob circunstâncias difíceis pode ser mais valioso do que uma vida moral sólida sob circunstâncias confortáveis”.
Define assim os três pólos a ter em conta na atenção às famílias: A beleza do amor conjugal heterossexual, vivido em situações concretas e os passos a dar numa caminhada a realizar em casal. De permeio, como elemento aglutinador, está o discernimento espiritual e o acompanhamento pessoal e conjugal ou familiar. E a convicção forte de que um pequeno passo na direcção certa tem um valor enorme, pois condensa a realização possível do ideal apontado doutrinalmente.
“A Igreja deve estar de pé e em caminho, escutando as preocupações da gente e sempre na alegria”, exorta o Papa Francisco numa das suas homilias na Casa Santa Marta. E indica o exemplo do diácono Filipe (Act Ap 8) salientando os passos a dar: Prepara-te e vai; aproxima-te desse carro e acompanha-o; ouve as inquietações das pessoas; anuncia a Boa Nova desejada; vive a alegria de ser cristão. Passos que podem servir de referência para um agir pastoral solícito respeitoso.
A situação do novo casal, depois da experiência dolorosa do fracasso matrimonial, será semelhante, em metáfora, à de um precioso vaso de porcelana, cheio de fissuras cobertas pela finura do artista que sabe juntar em harmonia os pedaços partidos, aplicar-lhes a cola adequada e recobri-los com a tinta correspondente, fazendo brilhar o oiro sobre um atraente azul-escuro. Apreciar e valorar esta nova situação constitui um sólido ponto de partida para o desejado processo de integração eclesial.
Seguem-se outros passos como a revisitação da experiência anterior, a verificação das relações com as pessoas envolvidas, designadamente os filhos (se os há), o ex-cônjuge e os pais, a consistência da nova situação e propósito de caminhar gradualmente no rumo certo.
“A casa se desmoronará um dia se não se vigiar o vigamento.” Esta advertência é feita pelo Padre Henri Caffarel aos casais das Equipas de Nossa Senhor, em 1945 e destaca a necessidade do «dever de sentar» ou seja de namorar a relação e a vida, de dialogar com simplicidade e franqueza.
O casal em nova situação é sempre o protagonista da caminhada a que se propõe. Ajudado, sem dúvida, mas nunca substituído na sua consciência. Por amigos experientes e aceites. Pelo padre acompanhante por missão ou por escolha. Por grupos que se organizem nesse sentido. As possibilidades são muitas quando a criatividade faz brilhar a caridade que nos impulsiona.
E surgem iniciativas e projectos que testemunham a coragem de quem avança e sonha com uma Igreja em movimento. A título de referência, mencionam-se alguns, apenas: O recente encontro do Papa Francisco com mulheres divorciadas pertencentes ao grupo Santa Teresa, na diocese de Toledo; o serviço de Reliance organizado pela diocese de Lille e implementado pelas Equipas de Nossa Senhora; a integração de iniciativas várias em planos de pastoral a nível diocesano, como Santarém, e em catequeses familiares em paróquias; a divulgação de critérios de orientação pastoral elaborados por Bispos, como os da região pastoral de Buenos Aires que inspiram muitos outros, designadamente o documento dos Bispos do Centro de Portugal; os grupos de informação e sensibilização sobre a problemática que comporta a situação canónica dos cristãos divorciados recasados na Igreja.
“Não se deve deixar de acompanhar e educar a comunidade para que cresça no espírito de compreensão e de acolhimento… A comunidade é instrumento da «misericórdia que é imerecida, incondicional e gratuita» refere o mencionado documento dos nossos Bispos, apoiando-se na “Alegria do Amor”.

Georgino Rocha 

sábado, 22 de julho de 2017

Permanecer em paz



Permanecer em paz
que é a harmonia dos poderes
para lá (certamente) do turbilhão
para lá da abstenção serena
para lá do abandono voluntário dos heróis
na harmonia dos poderes
coincidindo com a mais humilde humildade
isto, na mediocridade dos dias
sem altivez, sem saber e algumas vezes sem graça.

Maurice Bellet
In Cahiers pour croire aujourd'hui, 
Novembro 1993

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os nossos emigrantes e as suas raízes



Muitos dos nossos conterrâneos que rumaram a outros países, procurando melhorar as suas condições de vida e das suas famílias, estão agora de regresso à sua amada Gafanha da Nazaré, para gozarem um período de merecidas férias pelas quais ansiaram ao longo de todo o ano. Só Deus sabe o quanto lhes foi penoso procurarem integrar-se noutros povos, noutras culturas e noutros costumes, carregando tantas vezes com a dificuldade da comunicação linguística e vivendo, todos os dias, essa saudade que lhes consome a alma e que é tão típica do povo português.
Eles aí estão para revisitarem familiares e amigos, para batizarem os filhos, para contraírem matrimónio na sua bonita igreja paroquial, para participarem nas festas religiosas, matando assim as saudades acumuladas. Sendo pároco de todos, desejo-lhes um bom regresso às suas raízes e uma reconfortante estadia que passa sempre tão rápido.
Formulo o voto de não se esquecerem de passar pela vossa igreja paroquial e, se possível, participarem na missa dominical porque, como todos sabem, para Deus que vos ama, protege e enche de bênçãos, não há férias. Gostava de dialogar um pouco com os que se dispuserem a tal numa vossa passagem, ainda que breve, pelo cartório paroquial. Cá vos espero para nos conhecermos melhor, partilharmos a alegria do encontro e inteirar-me da vossa vida e família, com a certeza de que somos irmãos em Cristo e temos um Pai comum que é Deus. Sede bem-vindos.

Padre César, pároco

terça-feira, 18 de julho de 2017

Férias ao sabor da maré

Parque Infante D. Pedro em Aveiro

As férias, à partida, estão ao alcance de todos. Não podem ser, nem são, necessariamente, sinónimo de despesas. E podem ser gozadas, procuradas e vividas quando nós quisermos, ao sabor da maré. 
Quando falamos de férias, estamos apenas a lembrar que elas correspondem a descanso, suspensão das tarefas profissionais de acordo com as leis oficiais que as regulam, paragens profissionais ou outras para retemperarmos o corpo e o espírito, fuga ao stresse desgastante, hora de reorganização da vida, busca de novos e mais estimulantes desafios, tempo para acertarmos o passo com familiares e amigos, estando garantido que depois delas poderemos encetar no dia a dia equilíbrios que nos rejuvenesçam. 
As férias, se quisermos, podem e devem ter momentos contemplativos face à natureza que nos envolve, com os ares puros das florestas, da ria e do mar a alimentarem a nossa alegria de viver e de estar com os outros, tendo por pano de fundo familiares e amigos, mormente os mais idosos, os doentes, os que vivem sós e esquecidos. 
Olhando para nós próprios, as férias podem permitir-nos realizar o que tantas vezes adiámos: ler livros que nos enriqueçam o espírito; ouvir a música que nos embala a alma e nos eleva, quantas vezes, até ao divino; ver ou rever um bom filme, que os há para todos os gostos. E o jardim não estará à nossa espera para novos ensaios? E a rega diária não estará a fazer falta? E a recolha de flores para os enfeites sempre agradáveis? E os festivais que pululam por todo o lado não serão desafios oportunos para novos estados de alma? E uns mergulhos no mar ou na ria não agitarão a modorra que o calor nos traz? E com a nossa capacidade criativa não poderemos inventar formas e estilos de vida mais saudáveis? E não estará nas nossas mãos repudiar ódios e raivas, procurando antes cultivar a esperança e levar à prática a fraternidade? 
Boas férias para todos.

Fernando Martins

Nota: Texto publicado no jornal TIMONEIRO

Padre Rocha é o novo Vigário Geral da Diocese

Vigário Geral da Diocese


«O vigário não tem agenda própria, mas a do seu bispo.» Esta terá sido a primeira reação do padre Manuel Joaquim Rocha, pároco da Vera Cruz, ao saber da sua nomeação para o cargo de Vigário Geral da Diocese, substituindo Mons. João Gaspar que ocupou tal missão durante cerca de 30 anos, e o padre Georgino Rocha, pró-vigário-geral.
A tomada de posse teve lugar no passado dia 7 de julho, sexta-feira, na Eucaristia de encerramento do retiro dos presbíteros, que se realizou na Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha. Presente parte do presbitério de Aveiro e vários amigos do padre Rocha, que quiseram associar-se ao momento da assunção de responsabilidade de um sacerdote, que passa a ser o mais próximo colaborador do Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro. O prelado aveirense fez questão de informar que a nomeação do novo Vigário Geral da Diocese surgiu na sequência de consulta aos padres que exercem o seu múnus sacerdotal na Igreja Aveirense.
«Confio que o Deus de Jesus Cristo me vai ajudar nesta nova missão e que Nossa Senhora do Socorro ou da Apresentação me continuarão, de braços abertos, a oferecer o Filho ou a acolher o peregrino, e que os meus pais, lá do alto, continuarão a velar por mim», frisou o já Vigário Geral. E sublinhou que confia «na ajuda de todos: padres, diáconos, consagrados e leigos, mas, em especial, «na ajuda e incentivo dos meus irmãos padres». «Sois – somos – uma peça fundamental em todo este trabalho. Mais velhos ou mais novos, doentes ou com saúde, conto muito convosco», adiantou. 
Além de pároco da Vera Cruz, com todas as tarefas que lhe são inerentes, o padre Rocha é juiz do Tribunal Diocesano.
Suplicamos a Deus as maiores bênçãos para que o novo Vigário Geral da Diocese de Aveiro possa desempenhar a sua missão em consonância com o nosso Bispo, D. António Moiteiro, para bem da igreja e da sociedade aveirense.

F. M. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Informações Paroquiais — 16 a 23 de julho



1. – Os Caminheiros e alguns chefes do nosso Agrupamento de Escuteiros em colaboração com a organização “Médicos do Mundo” irão ajudar na reconstrução das habitações ardidas nos últimos incêndios na zona de Castanheira de Pera. Desejam levar consigo para distribuir, alguns bens de higiene e bens alimentares não perecíveis, como massas, arroz, conservas, leite, etc. Assim, à entrada das Eucaristias do próximo fim-de-semana receberão as nossas dádivas. Sejamos generosos.

2. – Como este ano não há Comissão para organizar a Festa de Nossa Senhora da Nazaré, a Irmandade assumiu esta tarefa de organizar a festa religiosa. Por isso, hoje à saída das Eucaristias, elementos da Irmandade, devidamente identificados, estarão a receber as nossas ofertas para fazermos uma festa religiosa digna. Colaboremos dentro das nossas possibilidades.

3. – As dádivas monetárias da nossa Paróquia para as vítimas dos incêndios de Pedrogão e concelhos vizinhos, totalizaram dois mil quatrocentos e sessenta e cinco euros e setenta e cinco cêntimos. Uma palavra de profunda gratidão pela vossa generosidade.