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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Natividade da Virgem Maria


Quem Vos escolheu,
Rainha dos Céus,
Foi o mesmo Deus
Que de Vós nasceu:
De Vós procedeu
Vossa eterna vida,
Virgem escolhida.

Muito alcançastes,
Muito merecestes,
Porque muito amastes,
Muito padecestes:
Virgem que nos destes
O Autor da vida,
Virgem escolhida.

Os vossos louvores
Não podem ser ditos,
Que são infinitos,
Cada vez maiores:
Destes fruto e flores,
Destes-nos a vida,
Virgem escolhida.

O Sol, as estrelas,
Os lírios, as rosas,
Sendo mais formosas,
Vós o sois mais que elas:
Das coisas mais belas
Fostes escolhida
Para nos dar vida.

Da Liturgia das Horas 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem


Gonçalo Almeida Garrett
No domingo, 18 de novembro, no final da missa das 10h30, foi apresentado o livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luís Maria Grignion de Montfort, editado por Caminhos Romanos. Trata-se de um conjunto de reflexões, devoções e referências bíblicas que «nos ajudam a perceber melhor como deve ser vivida esta devoção a Nossa Senhora», no pressuposto de que, «se Jesus veio ao mundo pela Virgem Maria, uma maneira de chegar a Jesus também passa por Nossa Senhora», no dizer de Gonçalo Almeida Garrett, curiosamente, penta neto do célebre escritor dos mesmos apelidos. 
Em conversa com Gonçalo Almeida Garrett, ficámos a saber que a associação a que pertence não foi reconhecida pelo direito canónico, porque «ainda não nascemos assim há tanto tempo», mas aposta na chamada Boa Imprensa, aquela que nos ajuda a enfrentar a «informação muitas vezes fútil, desconstrutiva, sem nos apercebermos que nos afasta dos caminhos que acreditamos serem os mais justos». 
O nosso interlocutor lembrou que João Paulo II tirou desta obra o lema do seu pontificado “Totus Tuus” e recordou o que se pode ler na contracapa, da lavra daquele Papa: «A leitura deste livro marcou na minha vida uma reviravolta decisiva (…) a devoção da minha infância e também da minha adolescência para com a Mãe de Cristo foi substituída por um novo comportamento, uma devoção surgida do mais profundo da minha fé, como do próprio coração da realidade trinitária e cristológica.» 

FM

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O MENINO E SUA MÃE

Nossa Senhora e o Menino de Masaccio,
pintor italiano, séc.XV

O MENINO E SUA MÃE 


Vi há tempos um quadro feito por mão inspirada:
Os traços eram perfeitos
do Menino Jesus e sua Mãe.
Causava enlevo, fazia ternura,
o olhar que se desprendia de Nossa Senhora,
Que tinha seguro nos braços o seu Menino.

Este deixava ver bem
Seu grande afecto, Sua divina paixão
por Aquela que tão estreito
o trazia ao peito:
A cabecita de encontro, bem encostada,
entre a face e o ombro de Sua Mãe
e a carita de criança voltada para nós…

Mais que tudo, porém, impressionou-me o ar,
o ar de desafio, cheio de divina meiguice
um ar (Deus me perdoe!) quase gaiato
que parecia dizer a quantos o quisessem entender:
“É minha, só minha a Virgem Maria!”
De tão estreito e apertado que cingia com os bracitos
Nossa Senhora…

Confesso que estranhei,
por me ver quase defraudado por esta divina avareza.
Mas no olhar sorridente da Virgem bondosa
li logo a resposta, a bonança que me vinha:
“Deixa-O, meu filho, são primeiros tempos
que goza a novidade de ter… Mãe:
Eterno que é, só isto Lhe faltava, no céu…

Não tarda que no Calvário te dê a Sua vida
(pouca coisa para Ele!) e o que é mais ainda:
que te dê Sua Mãe, tua Santa Maria”.

In “Livro de Ritmos” de Cardeal Alexandre do Nascimento