Quando vires [...] Senhora e Mãe, pobres da nossa Cidade, gente sem pão e sem abrigo, sem mesa e sem lar na nossa terra... faz nosso o Teu olhar. Para que as nossas portas se abram, as nossas mãos se estendam e o nosso pão se reparta [...].
Quando encontrares, Senhora e Mãe, multidões sem rumo e sem rosto, jovens sem horizonte e sem projeto, braços sem trabalho e sem emprego... faz nossos os Teus passos. Para que as nossas ruas ganhem sentido, o nosso futuro recupere encanto e o chão que pisamos ofereça firmeza e segurança.
Quando sentires, Senhora e Mãe, lágrimas tristes e magoadas de crianças sem terra, sem família e sem escola ou de idosos, irmãos gémeos da solidão, do desânimo e do abandono… faz nosso o Teu coração. Para que na nossa Cidade a vida seja defendida e respeitada, como direito sagrado e inviolável, cresça em liberdade e em paz, e os mais velhos recebam em presença, afeto e respeito o que nos dão em sabedoria, em exemplo e bênção.
Quando souberes, Senhora e Mãe, que há calvários levantados em lugares de gente abandonada e inocente, cruzes de dor erguidas em holocaustos de sofrimento e corações rasgados em momentos de mágoa e de morte... faz nossas as Tuas Dores. [...]
Quando ouvires, Senhora e Mãe, cânticos de louvor e orações de súplica e de gratidão, com hossanas e aleluias de Páscoa, em comunidades vivas de entusiasmo de fé e de comunhão... ensina-nos a ser membros vivos da Igreja viva, una e santa, católica e apostólica. (Festa de Nossa Senhora das Dores em Braga, no dia 7 de abril de 2006)
(Festa de Nossa Senhora das Dores em Braga, no dia 7 de abril de 2006)
Publicada no Correio do Vouga por Querubim Silva
Sem comentários:
Enviar um comentário