quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Papa pede “cultura do encontro”

Importa que a Igreja “ouse ser fronteira do presente e do futuro”

Papa Francisco e Cardeal Tolentino

O Papa Francisco inaugurou no dia 5 de novembro um novo espaço de exposição permanente na Biblioteca Apostólica do Vaticano, e afirmou que o mundo precisa de novos mapas para descobrir “o significado da fraternidade, da amizade social e do bem comum”. 
“Nesta mudança de época que a pandemia acelerou, a humanidade precisa de novos mapas para descobrir o significado da fraternidade, da amizade social e do bem comum. A lógica dos blocos fechados é estéril e cheia de mal-entendidos. Precisamos de uma nova beleza, que não é mais o reflexo usual do poder de alguns, mas o mosaico corajoso da diversidade de todos. Que não seja o espelho de um antropocentrismo despótico, mas um novo cântico de criaturas, onde uma ecologia integral se concretize efetivamente”, afirmou o Papa durante o encontro de inauguração.
A mostra ‘TUTTI. Humanidade a caminho. A inauguração do novo espaço expositivo’ foi apresentada pela Biblioteca Apostólica, dirigida pelo cardeal português D. José Tolentino Mendonça, como “um novo capítulo na história centenária da missão de conservação e divulgação” da instituição. 
O Papa agradeceu a “aposta no diálogo” e sublinhou que a vida “é a arte do encontro”. “As culturas adoecem quando se tornam autorreferenciais, quando perdem a curiosidade e a abertura para os outros. Quando eles excluem em vez de integrar. Que vantagem temos em tornar-nos guardas de fronteira em vez de guardiães de nossos irmãos?”, questionou. Francisco fez notar que quis marcar o seu pontificado com a cultura do encontro e, indicou que o mesmo “é válido para a Biblioteca”.

NOTA: Publicado no semanário "Correio do Vouga" da Diocese de Aveiro

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