Sejamos criativos! Liberdade, criatividade... Como é belo quando sabemos encontrar novos caminhos, modos e linguagens para anunciar o Evangelho! E podemos ajudar com a criatividade humana: esta possibilidade existe também em cada um de nós, mas o grande criativo é o Espírito Santo! É Ele que nos impele a ser criativos! Se com a nossa pregação e a nossa pastoral já não conseguimos entrar pelo caminho ordinário, procuremos abrir espaços diversos, experimentemos outros caminhos.
E aqui abro um parêntese. A pregação. Alguém me disse que, na Evangelii gaudium, me detive demasiado na homilia. Fi-lo, porque é um dos problemas deste tempo. É verdade que a homilia não é um sacramento, como pretendiam alguns protestantes, mas é um sacramental! Não é um sermão de Quaresma; é uma coisa diferente. Está no coração da Eucaristia.
E pensemos nos fiéis, que têm de ouvir homilias de 40 minutos, 50 minutos, sobre temas que não compreendem, que não os tocam… Por favor, padres e bispos, pensai bem como preparar a homilia, como fazê-la, para que haja um contacto com as pessoas e sejam inspiradas pelo texto bíblico.
Uma homilia, habitualmente, não deve ultrapassar os dez minutos, porque as pessoas, depois de oito minutos, perdem a atenção, a não ser que seja muito interessante. Mas o tempo deveria ser de 10 a 15 minutos; não mais.
Tive um professor de homilética que dizia que uma homilia deve possuir coerência interna: uma ideia, uma imagem e um afeto; que as pessoas saiam com uma ideia, uma imagem e algo que tocou no seu coração. Assim, simples, é o anúncio do Evangelho! Assim pregava Jesus, que tomava como exemplo os pássaros, os campos… coisas concretas, mas que as pessoas entendiam.
Desculpai por ter voltado a este tema, mas preocupa-me... [aplausos] Permiti-me uma observação maliciosa: os aplausos começaram pelas irmãs, que são vítimas das nossas homilias!
Encontro com bispos, padres, religiosas, seminaristas e catequistas, em Bratislava, no dia 13 de setembro
Nota: Publicado no Timoneiro

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