mais de 150 milhões de menores, em todo o mundo
O Papa evocou no domingo, no Vaticano, a celebração do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho), denunciando uma “tragédia” que atinge mais de 150 milhões de menores, em todo o mundo. “Não é possível fechar os olhos perante à exploração das crianças, privadas do direito de brincar, de estudar e de sonhar”, referiu, após a recitação da oração do ângelus, perante centenas de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Francisco mostrou-se particularmente impressionado com o número de crianças exploradas no mundo laboral. “É uma tragédia. 150 milhões. Mais ou menos como todos os habitantes da Espanha, França e Itália, todos juntos”, indicou. “Isto acontece hoje, tantas crianças que sofrem com isto, explorados no trabalho infantil”, acrescentou o Papa.
A intervenção apelou a um renovado compromisso internacional para “eliminar esta escravatura” do mundo contemporâneo. Já este sábado, Francisco tinha alertado para o problema do trabalho infantil, através de um texto divulgado na rede social Twitter: “As crianças são o futuro da família humana: cabe a todos nós promover o seu crescimento, saúde e serenidade!”.
As agências da ONU para o trabalho e para a infância alertaram para o aumento do trabalho infantil, em 2020, por causa da pandemia e do fecho das escolas. “Com o encerramento de escolas, dificuldades económicas e orçamentos nacionais reduzidos em todo o mundo, as famílias estão a ser forçadas a fazer escolhas dolorosas. Pedimos aos governos e aos bancos internacionais de desenvolvimento que priorizem investimentos em programas que possam tirar as crianças da força laboral e voltar à escola”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, numa intervenção divulgada pelo portal do Vaticano.
O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002.
Fonte: Semanário Diocesano "Correio do Vouga"

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