João Santos fala ao Timoneiro
sobre as Jornadas Mundiais da Juventude
O João Santos integra o Grupo de Jovens da nossa paróquia que iniciou há pouco tempo uma formação, tendo no horizonte as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que se realizarão no nosso país em 2023, sob o tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente”. O grupo é orientado por três formadoras, «guias e amigas», Mariana, Dulce e Patrícia, que nos «ajudam a ultrapassar qualquer obstáculo», frisou, durante a entrevista que nos concedeu por e-mail, no cumprimento das regras decretadas pela pandemia.
A formação começou em 2019 através do projeto Fátima Jovem e no Dia Mundial da Juventude, e para os próximos dois anos teremos ações para «consolidar a nossa fé», que passam por caminhadas espirituais e visitas a igrejas, capelas e monumentos religiosos, mas ainda pelo apoio às populações, como tem sido feito no envolvimento do grupo nas tarefas da Cáritas Paroquial, direcionadas para as pessoas que mais precisam de apoio.
Garante-nos o João Santos que estão interessados em «ajudar no que for preciso», até porque todos queremos auxiliar os nossos conterrâneos «sem pretendermos receber nada, apenas sorrisos». E adiantou: «Achamos que, ao ajudarmos, acabamos por nos ajudar a nós também, porque a satisfação que sentimos é muito mais importante do que qualquer coisa física que possamos receber.»
O nosso entrevistado salientou que a fé do grupo «vai ser posta à prova, assim como a nossa capacidade de fazer o bem». E sublinhou: «Não me canso de frisar que, ao ajudarmos os outros, acabamos por nos ajudar a nós», acrescentando que «todos crescemos de forma mais humana e grata». Disse, ainda, que «tudo o que adquirirmos durante estes dois anos serão experiências que levaremos para a vida e que, certamente, não acabarão por aí».
O João Santos considera o Papa Francisco «uma das maiores figuras da Igreja Católica», referindo que se trata de um Papa “moderno”, «que tem vindo a desmistificar muitos tabus e a esclarecer muitas dúvidas sobre a nossa religião». «É, sem dúvida, uma inspiração e um exemplo a seguir», disse.
Por outro lado, o João gostou muito de um tema de reflexão, “rise up”, que significa levanta-te, um dos motes para as JMJ, que suscitou vários sentimentos, frisando que todos ficaram «bastante empolgados». E acrescentou: O cardeal D. José Tolentino também encorajou os jovens portugueses quando lhes recomendou: “Em vez de ter medo, tenham sonhos.”
Na perspetiva do João Santos, todo o trabalho preparatório das JMJ exige responsabilidade, mas daí tiraremos proveito para o nosso futuro. «Esta caminhada vai fazer sobressair o nosso melhor lado e tornar-nos pessoas cada vez mais humildes e gratas», garantiu. E no regresso das JMJ, reconheceremos que «nunca será o fim», adiantou-nos. «O fim de uma coisa é o início de outra qualquer», frisou. «E quando voltarmos à nossa paróquia outras ideias e projetos hão de surgir; as jornadas não acabarão, haverá sempre mais; o importante é nunca parar e continuar sempre a sonhar sem medos», afiançou.
Fernando Martins


Sem comentários:
Enviar um comentário