O direito à saúde foi colocado em causa
de modo absoluto e dramático por causa do Covid-19

Pedro Neto
Pedro Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal, disse em entrevista à Renascença e Ecclesia que a pobreza se “agravou” durante a pandemia e exige uma resposta dos responsáveis políticos. “A pobreza agravou-se e temos aqui um nível que já existia, mais uma vez, mas que agora é muito evidente: pessoas que trabalham a tempo inteiro, que têm um full-time job, mas que mesmo assim não conseguem sair da pobreza. Isto é dramático e exige uma reflexão muito grande”, indicou.
O responsável sublinhou que, durante a crise provocada pela Covid-19, o direito à saúde foi “colocado em causa de modo absoluto e dramático”.
O convidado da entrevista semanal conjunta, publicada e emitida ao domingo, sublinhou que os grupos mais vulneráveis “ficaram ainda mais para trás”.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elegeu a situação das pessoas sem-abrigo como uma das suas causas no seu primeiro mandato e o responsável da Amnistia Portugal espera que isso se repita, nos próximos meses. “O apelo que faço, se ele nos estiver a ouvir, é que essa causa volte de novo à sua agenda”, refere.
Texto publicado na Ecclesia
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