| Bispo de Aveiro |
Quando se sai de uma crise não se fica igual”, disse D. António Moiteiro na Missa Crismal e repetiu na tertúlia online que decorreu no dia 7 de abril, com mais de cem pessoas a assistir.
O Bispo de Aveiro referiu que há mudanças para melhor e pior, quer na Igreja, quer na sociedade. Se por um lado se nota mais “solidariedade”, por outro, já se notam dificuldades sociais e económicas. “Os pobres estão mais pobres”, disse.
D. António Moiteiro mostrou-se admirado pela capacidade de comunicação das paróquias e comunidades, que em pouco tempo passaram para o online as principais celebrações e catequeses. Há limitações, mas também há potencialidades. O prelado deu como exemplo as cinco catequeses quaresmais que ele próprio deu nos canais digitais da Diocese de Aveiro, com mais de mil assistências cada uma. “Nenhuma sala em Aveiro poderia comportar mil pessoas”, rematou.
D. António Moiteiro considerou que a pandemia veio reforçar na Igreja algo que já se verificava: que as comunidades de cristãos vão ser mais pequenas, mas provavelmente mais comprometidas. Neste sentido, realçou que as prioridades pastorais neste tempo têm de ser, por um lado, “reforçar a vida comunitária” e, por outro, aumentar “a formação cristã”.
A tertúlia sobre a Igreja no pós-pandemia foi uma iniciativa da Comissão Diocesana da Cultura e contou com intervenções de uma professora universitária, uma gestora de recursos humanos, um jornalista e uma dirigente social, que falaram das mudanças nos vários setores da sociedade e da Igreja.
Nota: Publicado no TIMONEIRO
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