pede colaboração das comunidades paroquiais
O diácono permanente José Carlos Costa, recentemente nomeado pelo Bispo de Aveiro como assistente espiritual do Estabelecimento Prisional de Aveiro, escreveu uma "carta aberta" às comunidades paroquiais pedindo colaboração na nova missão.
Porque "a Pastoral Penitenciária não começa nem acaba na prisão", "começa muito antes da reclusão e vai para além desta", o assistente espiritual alerta que "na prevenção do crime, todos nós devemos estar comprometidos". "A reintegração na família, na escola e na comunidade é, sem dúvida, a melhor pastoral de prevenção penitenciária. As comunidades têm de estar atentas a estes eventuais focos sociais de criminalidade", lê-se na carta. Neste sentido, refere que "há muito a fazer" na Pastoral Penitenciária. "Não é uma tarefa somente do assistente espiritual, mas de todos nós: Párocos, Diáconos e comunidade em geral", sublinha.
Por outro lado, a comunidade tem um papel igualmente importante na reinserção. "Para haver a integração destes cidadãos, que são iguais aos demais e detentores dos mesmos direitos e oportunidades, todos nós temos de colaborar e disponibilizar algum do nosso tempo para cooperar nesta tão nobre missão, de acolher, abraçar e fazer a festa (celebrar), por estes irmãos e irmãs terem estado "mortos" e terem voltado à vida. A eficácia desta reinserção/integração dependerá de todos nós também", escreve.
José Carlos Costa apela ainda à colaboração padres, diáconos, consagrados e leigos no "acolhimento e acompanhamento (humano e espiritual) das vítimas e das famílias, quer da pessoa que cometeu o ato ilícito (o recluso), quer da pessoa que foi vítima desse ato".
Nota: Publicado no "Correio do Vouga"

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