sábado, 6 de fevereiro de 2021

Padre Rubens Severino

 Os nossos párocos

O Padre Rubens, de seu nome Rubens António Severino, nasceu no Brasil (Rio Pedras) a 7 de agosto de 1942, filho de João Severino e Ângela Padovezi.
Em 1963 concluiu o curso de Formação para Professores Primários na Escola Normal Rural Professor José de Melo Morães. Continua a estudar e obtém a Licenciatura em Psicologia, Pedagogia e Sociologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Entretanto especializa-se em Administração Escolar na Faculdade de Filosofia de Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas.
Toma contacto com o Movimento de Schoenstatt numa residência de estudantes de São Paulo e, mais tarde, parte para Schoenstatt, na Alemanha, onde ingressa no Noviciado do Instituto dos Padres de Schoenstatt, prosseguindo estudos universitários na Faculdade de Teologia de Münster.
Antes de regressar ao Brasil, passa pela Gafanha da Nazaré onde trabalham outros padres do Instituto, como o Padre Miguel Lencastre.
É ordenado Presbítero a 12 de agosto de 1978, sendo nomeado Coadjutor da Paróquia da Gafanha da Nazaré em 1979, para em 1982 assumir os destinos da Paróquia.
Na sua passagem pela Gafanha da Nazaré, inicia o processo da construção do Lar da Nossa Senhora da Nazaré e a Casa José Engling, que inaugura em 1985 (junto ao Santuário Schoenstatt).
Pároco muito próximo das populações vemo-lo em 1982 à frente do Agrupamento n.º 588 do Corpo Nacional de Escutas e a incrementar veementemente o apoio domiciliário da Obra da Providência.
Após doença grave, vem a falecer, no Brasil, a 21 de março de 1990, estando sepultado junto ao Santuário de Jaraguá, em São Paulo.


Informação Memorial sobre o Topónimo

O Professor Fernando Martins, sobre este pároco de Schoenstatt, refere no seu blog Galafanha que “na altura da sua morte, escrevi [...] que «o seu exemplo de homem humilde e dedicado à Igreja permanecerá connosco, para nos iluminar uma vida mais desprendida e mais voltada para os outros». E acrescentei: «Falar do Padre Rubens, da sua vivência entre nós, da sua total disponibilidade, da sua humildade em tantos gestos manifestada, e do seu espírito de pobreza, é deveras difícil. E é difícil porque sentimos a perda de um amigo com tudo quanto de bom sabia dar-nos no dia-a-dia do nosso viver comunitário e das nossas preocupações e anseios individuais. É difícil e doloroso porque sentimos como poucos quanto tinha ainda para nos transmitir numa doação não muito frequente nos tempos que correm, numa entrega enraizada numa fé toda ela impregnada duma simplicidade que cativava e sensibilizava.»”

NOTAS:

1.  Trabalho elaborado  pelo CDI (Centro de Documentação de Ílhavo) da Câmara Municipal e integrado no projeto "Se esta rua fosse minha"; 
2. Na Gafanha da Nazaré, perto da Igreja Matriz, encontra-se um topónimo proposto pela Junta de Freguesia e aprovado pela Ata da Câmara nº 22/1990 de 18 de junho de 1990.

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