sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Que espero de um semanário católico?

Texto publicado no "Correio do Vouga", 
mas que serve,  também,  para o "Timoneiro"


Cabeçalho antigo 


1.°: Uma escolha fundamentada (e em critérios publicados) de notícias e opiniões, que estimule e enriqueça o diálogo entre os católicos a que se dirige directamente, dos católicos com todos os cristãos, e dos cristãos com todos os que se revêem noutras formas religiosas, que procuram o sentido último (absoluto) de toda a realidade. Sinteticamente: DIÁLOGO ENTRE OS CRISTÃOS E ENTRE TODAS AS RELIGIÕES; APROFUNDAR O QUE É SER RELIGIOSO com particular atenção ao cristianismo.

2.º: Como «diocesano», privilegiar os acontecimentos religiosos locais, cobrindo todas as paróquias quanto possível, mas sem esquecer as outras posições religiosas ou contra a religião com impacto local. Escolhendo também «as notícias das terras» que ilustram ou mancham o profundo humanismo que deve animar todos os cristãos e lhes permite discernir o que é «progresso».

3.º: Confrontar a opinião de matriz cristã com a humanista, estudando criticamente a longa evolução cultural (em que os cristãos dão muitas vezes mau exemplo), apesar dos «tesouros espirituais e o património de mais de dois milénios».

4.º: Sem medo de dialogar a sério: «vestir a camisola católica» só é aceitável para expor honestamente a posição católica mais consensual; num diálogo de «grupo perfeito», ninguém vale pela sua camisola, mas pela capacidade de racional troca de argumentos. A «sintonia com Roma e o Papa» será um ideal presente na consciência crítica de ser cristão. Esclarecer como é que o fenómeno religioso faz parte da evolução da Humanidade.

5.º: Um jornal que provoque toda a gente - e sobretudo os católicos adormecidos - que não estão para pensar.

Manuel Alte da Veiga

Nota: Texto transcrito, com a devida vénia, do semanário "Correio do Vouga" da Diocese de Aveiro. 

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