Tenho tentado viver de acordo
com os ensinamentos de Jesus
Para o Timoneiro de novembro, voltámos a procurar o grupo de jovens “Loucos por Deus” para mais uma tentativa de dar a conhecer o viver, o pensar e o agir da nossa juventude. Usámos a mesma técnica de aproveitar as novas tecnologias (e-mail), no respeito pelo distanciamento imposto pela pandemia. Desta feita, conversámos com Ana Magalhães, jovem de 17 anos, já com o 12.º ano e à espreita de entrar na universidade para se formar numa área relacionada com gestão, por sentir ser essa a sua vocação. Texto de Fernando Martins.
Ana Magalhães gosta de frequentar a catequese e de participar ativamente no grupo “Loucos por Deus”, sob a orientação dos catequistas Patrick Ferreira e Vera Menezes, um casal com uma filha e com uma dinâmica própria de ser e estar na vida e na igreja. “Aprecio a forma como eles abordam diversos assuntos religiosos e até do quotidiano, tentando ao máximo criar uma dinâmica de interação entre os membros do grupo”, disse-nos a Ana.
Entrou na Catequese por iniciativa dos pais, recordando que “passava muito tempo a pedir-lhes que a inscrevessem”. E com os pais, frisa que costuma conversar muito com eles sobre o dia a dia, “talvez por eles serem mais velhos e terem um leque maior de experiências e lições de vida”. Acrescentou, entretanto, que também gosta de falar com os amigos, numa tentativa de perceber a opinião deles sobre os temas do quotidiano, para “melhorar as minhas atitudes”, referiu.
Ana Magalhães considera que a religião é importante para as pessoas, enquanto estabelece padrões e estruturas que enriquecem os comportamentos que as levam a “dar sentido às suas vidas”. Nessa linha, diz a Ana, “tenho tentado viver de acordo com os ensinamentos de Jesus”, referindo ainda que, por muito que custe, “devemos sempre amar o inimigo”.
A nossa entrevistada adiantou que, depois da frequência da Catequese, pretende levar a fé para o seu quotidiano, “testemunhando-a na profissão e no dia a dia”, mas a ideia de ser catequista ainda não está nos seus horizontes, pois tem de se empenhar nas futuras atividades profissionais. Evocando a sua adesão ao grupo “Loucos por Deus”, que ajudou a criar com alguns companheiros e com os formadores, a Ana Magalhães lembra que estava e está nos seus projetos “continuar a servir a sociedade através de ações e de gestos carinhosos”.
No decorrer da entrevista, frisou que a mensagem de Jesus Cristo “vai sendo descoberta diariamente quando somos confrontados por variadas formas de pensar e de viver”. Garantiu-nos que ela deve estar em toda a nossa vida, tanto a nível cultural, social e profissional. E sublinhou: “Devemos sempre tentar viver o nosso presente e planear o nosso futuro com base nos ensinamentos de Jesus e naquilo que certamente Ele espera de nós.”
Ana Magalhães referiu que os cristãos não devem viver sem a Eucaristia, “pois é nela que se encontram mais próximos de Jesus”, até pelo “contacto físico através da comunhão”. “Por vezes, sei que as minhas atitudes não refletem o que recebo na Eucaristia dominical, mas cabe-me a mim melhorar e corrigir numa próxima vez”, sintetizou.
A Ana ocupa o seu tempo no estudo e nos afazeres familiares, mas também aproveita os momentos de lazer para estar com os amigos. Contudo, afiançou-nos que “conversa com Jesus”, agradecendo-Lhe o dia que passou. “Esta conversa é mais num período noturno e de maior sossego”, disse.
Tenta sempre arranjar espaço no meu dia a dia para o desporto porque o considera “essencial para nos mantermos saudáveis e ativos”. E até já praticou Karaté durante vários anos. A leitura, porém, nunca foi bem a sua área favorita.


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