sábado, 24 de outubro de 2020

Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para o Cardeal José Tolentino

O cardeal Tolentino Mendonça recebeu hoje [ontem] em Lisboa o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2020, defendendo a necessidade de preservar a centralidade simbólica e quotidiana do livro. “Protejamos o património cultural que os livros representam. Eles são mapas para decifrar de onde viemos, mas são também telescópios e sondas apontadas ao futuro”, referiu, no seu discurso, o bibliotecário e arquivista do Vaticano.
A entrega da distinção decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, onde o cardeal e poeta madeirense falou do fim da “era do livro”, ao considerar que este deixou de representar “o principal foco de energia” da civilização”, sendo substituído pelos ecrãs. “Cada um de nós passa hoje mais tempo diante de um ecrã do que de um livro”, assinalou o autor.
D. José Tolentino Mendonça destacou o impacto da “revolução digital” e a interferência cada vez maior da tecnologia na comunicação humana, num momento em que “o livro já não é a grande metáfora”.
A intervenção, com transmissão online, questionou quem vê no livro um “vestígio arcaico”.
 “Não podemos abordar a identidade europeia e os seus valores matriciais sem conectar com o mundo dos livros, que a ajudaram, em cada tempo, a superar o monolitismo ideológico”, apontou.

NOTA: Transcrição da Agência Ecclesia. Pode ler todo o texto aqui 

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