sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Com a Profissão de Fé, a luz que brilhava em mim aumentou

Catarina Tavares 
em entrevista ao Timoneiro


A Catarina Tavares tem 17 anos e integra o grupo de jovens “Loucos por Deus” animado pelos catequistas Patrick Ferreira e Vera Menezes. Nos seus horizontes de vida, está um curso de artes ligado à moda e têxteis. Fomos ao seu encontro para uma entrevista em tempo de Covid-19, no respeito absoluto pelo distanciamento, via e-mail, por sentirmos que é fundamental partilhar com a comunidade paroquial, mas não só, o que pensam e fazem os jovens. E disso damos conta neste espaço do Timoneiro. Texto de Fernando Martins e fotos de Patrick Ferreira.

A Catarina anda na Catequese desde criança por iniciativa dos pais, mas é a mãe quem a inscreve ano a ano, contando sempre “com o apoio deles, mas ainda das irmãs”. “Com todos posso falar de tudo, em especial do que vou aprendendo e desenvolvendo na fé cristã e na escola”, sublinhou. Presentemente pertence ao grupo “Loucos por Deus”, animado pelos catequistas Patrick Ferreira e Vera Menezes, ”amigos fantásticos e divertidos”, mas “sérios quando tem de ser”, que a têm ajudado “a crescer na fé e a abrir mais a sua concha”, referiu.
Considera que as pessoas precisam da religião e de Jesus em especial porque sabemos que “Ele nunca nos vai falhar nem deixar sós”. “Eu sinto, sempre que estamos com alguém, seja família, amigos ou desconhecidos, que temos quem nos guie pelo nosso caminho que muitas vezes é atribulado”, disse.
A Catarina reconhece que, quando terminar a catequese normal para a sua idade, estará “preparada para testemunhar a fé na vida, em geral, na sua futura profissão e na Igreja”, porque é preciso “chamar mais pessoal para Jesus”. Contudo, questionada sobre a hipótese de vir a ser catequista, admite que “não sabe
se foi talhada para tal, mas isso só o tempo o dirá”.
Entretanto, garantiu que aceitou o desafio de pertencer ao grupo de jovens porque sentiu que a sua caminhada não poderia acabar com a Catequese. Reconheceu, por isso, que é importante continuar e chamar outros jovens para testemunharem Jesus Cristo e ajudarem a comunidade no que for preciso.
Catarina Tavares confessa que sempre gostou de participar na Eucaristia com a família e lembrou que o seu chamamento veio muito cedo. “A partir do momento em que comecei a frequentar a Igreja, senti que era ali o meu lugar, que ali me sentia bem, que era ali que os meus problemas ficavam pequeninos; na minha Profissão de Fé, a luz que brilhava em mim aumentou; mais tarde, com a Vera e com o Patrick, essa luz ficou mais forte ainda”, disse.
Salientou que “a Mensagem de Jesus Cristo é para a vida a todos os níveis”, que é fundamental amar o próximo e que “é na Eucaristia que se encontra com Jesus Ressuscitado”. No entanto, sabe que, “por vezes, porque a nossa vida é tão intensa, vivemos só para nós”, ignorando “o que Jesus nos manda, ou seja, amar o meu próximo como a mim mesmo”. A nossa entrevistada procura estar atenta aos bons exemplos das pessoas mais próximas, tentando sempre fazer o seu melhor e reconhece que os cristãos, em especial, têm de fazer opções culturais, sociais e outras, em sintonia com a fé que professam, “sem pisar os outros”. Passa os tempos livres em família, fazendo jogos, falando sobre os problemas que tem e “muitas vezes rindo de coisas sem sentido”.

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