O postulador geral dos dominicanos e o secretário, respetivamente Fr. Gianni Festa e Fr. Llewellyn Muscat, passaram por Aveiro, no dia 11 de novembro (no dia anterior estiveram em Braga, na Missa de ação de graças pela canonização de Fr. Bartolomeu dos Mártires), para conhecer o processo de canonização de Santa Joana, também ela dominicana. Antes de visitarem o túmulo da padroeira de Aveiro, no Museu, o Correio do Vouga colocou umas breves questões a Frei Gianni Festa.
Correio do Vouga - Que impacto tem na vida cristã um processo de canonização?
Gianni Festa - Concluir um processo de canonização é reconhecer oficialmente a santidade de um irmão ou irmã nossa, alguém que se torna modelo universal da vida cristã e pode ser anunciado para interceder por nós. Todos somos chamados à santidade. Reconhecer em particular num irmão ou numa irmã a santidade de vida é um grande incentivo para todos.
O que os católicos podem fazer para apoiar uma causa de canonização?
Pregar os santos. Hoje, direi que o aspeto mais fundamental e importante é descobrir e não perder a tradição católica do culto dos santos. Podemos cultivar a amizade com eles e anunciá-los como intercessores. Podemos difundir a oração e o culto. E não temos de ter vergonha de lhes pedir algo.
Conhecia "Santa" Joana? Acha que ela pode ter a tal dimensão universal de que falava?
Conheço apenas algo do plano histórico. Sei que foi uma senhora de grande vida sobrenatural, que não se deslumbra com o poder real, mas escolhe viver na humildade, no serviço aos pobres e às outras monjas. É muito dominicano isto: viver no culto da vida interior e no serviço aos outros.
Sendo postulador geral dos dominicanos, quantos processos de beatificação e canonização acompanha?
[Responde com a ajuda de Fr. Muscat] Cerca de 120, sendo um deles da Teresa de Saldanha [fundadora das Irmãs de santa Catarina de Sena].
Nota: Entrevista publicada no "Correio do Vouga" desta semana.

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