Em sintonia com o Papa
Vemos como a comida deixa de ser um meio de subsistência e passa a ser um canal de destruição pessoal. Assim, em comparação com os 820 milhões de pessoas famintas, temos, do outro lado da escala, quase 700 milhões de pessoas com excesso de peso, vítimas de hábitos alimentares inadequados.
Já não são apenas emblemas da dieta dos «povos da opulência» (cf. Paulo VI, Enc. Populorum progressio, 3), mas começam a viver também nos países de baixa renda, onde as pessoas continuam a comer pouco e mal, copiando modelos alimentares das regiões desenvolvidas. Por causa da desnutrição, as patologias ligadas à opulência podem levar a um desequilíbrio por “excesso”, que muitas vezes resulta em diabetes, doenças cardiovasculares e outras formas de doenças degenerativas, e a um desequilíbrio por “defeito”, documentado pelo número crescente de mortes por anorexia e bulimia. É necessária, portanto, uma conversão do nosso modo de agir, e a nutrição é um importante ponto de partida.
Vivemos graças aos frutos da criação (cf. Sl 65, 10-14; 104, 27-28) e estes não podem ser reduzidos a um simples objeto de uso e domínio. Mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, centrada nos distúrbios alimentares.
Papa Francisco
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