sábado, 22 de dezembro de 2018

Jean-Paul Sartre e Natal

 
Jean-Paul Sartre, o filósofo ateu, enviou do seu cativeiro aos padres que admirava uma meditação sobre a pintura que gostaria de fazer do Natal.  Aqui fica a minha imperfeita tradução:

"A Virgem está pálida e olha para o menino. O que seria necessário pintar neste rosto é um encantamento ansioso que não apareceu senão uma vez sobre uma figura humana. Porque Cristo é o seu menino: a carne da sua carne, o fruto das suas entranhas. Cresceu nela durante nove meses e dar-lhe-á o seu seio (...) e, por momentos, a tentação é tão forte que ela esquece que ele é Deus. Aperta-o nos seus braços e diz: 'Meu pequenino.’
 
Tradução e divulgação de Frei Bento Domingues - Natal de 2004

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