sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A mudança de época exige conversão

Papa Francisco 

Tudo isto se reveste duma valência particular no nosso tempo, porque estamos a viver, não simplesmente uma época de mudanças, mas uma mudança de época. Encontramo-nos, portanto, num daqueles momentos em que as mudanças já não são lineares, mas epocais; constituem opções que transformam rapidamente o modo de viver, de se relacionar, de comunicar e elaborar o pensamento, de comunicar entre as gerações humanas e de compreender e viver a fé e a ciência. 
Muitas vezes acontece viver a mudança limitando-se a envergar um vestido novo e, depois, permanecer como se era antes. Lembro-me da expressão enigmática que se lê num famoso romance italiano: «Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude» (“O leopardo”, de Giuseppe Tomasi de Lampedusa). 
A atitude sadia é, antes, deixar-se questionar pelos desafios do tempo presente, individuando-os com as virtudes do discernimento, da parresia e da hypomoné. Então a mudança assumiria um aspeto completamente diferente: de elemento complementar, de contexto ou de pretexto, de paisagem exterior, tornar-se-ia cada vez mais humana e também mais cristã. Continuaria a ser uma mudança externa, mas realizada a partir do próprio centro do homem, isto é, uma conversão antropológica.

Do discurso do Papa à Cúria Romana, 
na apresentação de votos natalícios, 
no dia 21 de dezembro de 2019

Publicado no TIMONEIRO de janeiro 

Jornadas Diocesanas da Infância Missionária

Em Ílhavo
25 de janeiro
9h30 

A paróquia de São Salvador de Ílhavo acolhe no dia 25 de janeiro, entre as 9h30 e as 17h00, as V Jornadas Diocesana da Infância Missionária e as III Jornadas das Famílias Missionárias. Durante a manhã e a tarde, numa iniciativa aberta a todas as crianças e famílias, haverá animação de rua, jogos, danças e também momentos de oração e a celebração da Eucaristia.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Sé de Aveiro acolhe celebração ecuménica nacional


A Sé de Aveiro acolhe no dia 18 de janeiro, pelas 21h00, a celebração ecuménica nacional que abre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A celebração será presidida por D. Manuel Felício, bispo da Guarda, enquanto responsável pela área do ecumenismo dentro da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização. Concelebram o Bispo de Aveiro e responsáveis da Igreja Lusitana do Porto, da Igreja Metodista e da Igreja Presbiteriana.
A celebração tem como tema "Eles nos demonstraram uma benevolência fora do comum" (At 28,2). A afirmação retirada dos Atos dos Apóstolos refere-se ao acolhimento que os nativos de Malta deram a Paulo e restantes náufragos, quando o Apóstolo era levado de barco para Roma, na última viagem, a "viagem de cativeiro". A tempestade faz o barco andar à deriva até acabar por encalhar num baixio à vista da ilha de Malta. Nos vários sentidos que pode ter, realça-se que "em tais viagens tempestuosas e encontros casuais, a vontade de Deus para a Igreja e para todas as pessoas será cumprida", como escrevem os cristãos atuais de Malta, que este ano elaboraram os subsídios para a celebração ecuménica.
Depois da celebração na Sé, no salão paroquial da Glória haverá um convívio à volta de um chá quente, como tem sido costume após as celebrações ecuménicas em Aveiro.
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos decorre de 18 (dia litúrgico da Cátedra de São Pedro) a 25 de janeiro (Conversão de São Paulo).

Fonte: "Correio do Vouga"

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

O Espírito Santo ilumina a Bíblia



O Espírito Santo cumpre a sua missão... Ilumina a Bíblia para a vermos melhor. Está à entrada da nossa Igreja Matriz, no lado direito de quem entra. Já viram bem este painel?

Cortejo dos Reis - Adoração dos Pastores e Reis Magos

O Menino Jesus atrai  toda a gente. E há sempre que fure o protocolo... 

A  expressão também dita a fé

No palácio de Herodes

Trajes

Cantoras sempre afinadas

Schoenstatt sempre presente

Na hora de descarregar as prendas 
Traje

Trajes


Traje


Um dos momentos mais enternecedores deste Cortejo de Reis da Gafanha da Nazaré é sempre o quadro do Presépio (o Menino, Maria, José e o Anjo) com a adoração dos Pastores na presença dos Reis Magos. Entoa-se o cântico: ”abram-se as portas da Igreja, querem os pastores entrar… entrai, entrai pastorinhos que as portas já estão abertas".
Este ano, o pároco, fazendo-se eco das palavras do Papa Francisco, alertou-nos para o acontecimento dos Magos que, apercebendo-se das intenções malévolas de Herodes em relação ao Menino, regressam às suas terras por outro caminho. Nós também, ao jeito dos Magos, quando nos deixamos guiar pela Estrela que nos leva a Jesus e quando o encontramos, também voltamos para a vida por outro caminho, voltamos renovados porque levamos dentro de nós o mistério daquele Menino-Deus. Essa Luz que é Jesus Cristo veio para todos os homens: pobres, simples, abandonados… e veio também para os sábios, para os homens da ciência e do saber como aqueles Magos. Todos ajoelharam diante DELE, O adoraram e Lhe ofereceram presentes. Também a comunidade cristã da Gafanha da Nazaré adorou o Menino Deus neste nosso templo que se transformou na tenda onde Jesus nasceu. Cada um procurou também desintoxicar o seu coração daquilo que é inútil e o anestesia fazendo com que esse mesmo coração seja o berço deste Deus-Menino.

Ler mais sobre o Cortejo dos Reis aqui

sábado, 11 de janeiro de 2020

Presépio da igreja matriz

2019 - 2020


No domingo, o presépio da igreja matriz vai recolher a um recanto das nossas memórias, depois do tradicional Cortejo dos Reis que se realizará amanhã, com a alegria de sempre. A visita e a adoração do Menino, feitas pelos  Reis Magos, símbolo dos povos da terra, encerram as festividades natalícias. No próximo ano, há mais...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Cortejo dos Reis – É já domingo










No próximo domingo, dia 12 de Janeiro, realiza-se o nosso tradicional Cortejo dos Reis. O início do Cortejo será na Remelha às 9:30 e o auto da Aparição do Anjo será feito junto à pastelaria Primavera seguindo o percurso habitual. O Palácio de Herodes será representado junto à Igreja Matriz por volta das 14:00 Horas, terminando com a adoração do Menino na Igreja Matriz. Às 16:00 Horas terá início o Leilão das ofertas do Cortejo no auditório Mãe do Redentor da Igreja Matriz. 
Quem puder, deve preparar-se a tempo, vestindo-se com trajes de outros tempos e das mais diversas profissões. Procure nas arcas dos avós e das avós. Não misture o antigo com o moderno… não casam bem. E invente um presente para oferecer ao Menino Jesus. Organizem grupos para cantar e dançar e viva a alegria com espírito de partilha…

NOTA: Fotos do Cortejo de 2019

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Igreja Matriz - Cantares ao Menino


O Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré vai apresentar, no próximo dia 25 de janeiro, logo depois da Eucaristia das 19 horas, na Igreja Matriz, o tradicional Encontro de Cantares ao Menino, para o qual convida toda a gente da nossa terra, e não só. E recorda que vivemos uma época especial de paz, amor e concórdia que vale a pena reanimar.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Informações Paroquiais de 5 a 12 janeiro 2020

1 – Informam-se os Associados do Sagrado Coração de Jesus que se encontram em pagamento os anuais junto das zeladoras.

2 – A Catequese da nossa Paróquia recomeça na segunda-feira, dia 06 de Janeiro.

3 – Reunião geral para todos os Catequistas, terça-feira, às 21:00 Horas, no Auditório Priores da Gafanha da Nazaré.

4 – Ensaio geral para preparar os autos do Cortejo dos Reis para cantores, músicos e figurantes, sexta-feira, às 21:00 Horas, no auditório Mãe do Redentor.

5 – No próximo domingo, dia 12 de Janeiro, realiza-se o nosso tradicional Cortejo dos Reis. O início do Cortejo será na Remelha às 9:30 e o auto da Aparição do Anjo será feito junto à pastelaria Primavera seguindo o percurso habitual. O Palácio de Herodes será representado junto à Igreja Matriz por volta das 14:00 Horas, terminando com a adoração do Menino na Igreja Matriz. Às 16:00 Horas terá início o Leilão das ofertas do Cortejo no auditório Mãe do Redentor da Igreja Matriz.

6 – No domingo, dia de Reis só haverá a Eucaristia das 8:00 Horas na Igreja Matriz e na Igreja da Cale da Vila às 8:30.

Cortejo dos Reis - 12 de Janeiro


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Gafanha da Nazaré - Rua Prior Guerra



O Prior Guerra era um homem bondoso e afável 

A rua Prior Guerra fica no centro da freguesia, na urbanização que circunda o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. Trata-se de uma justa homenagem ao segundo prior da nossa comunidade, sucedendo, por isso, ao Prior Sardo. Aliás, o Prior Sardo, decerto por dificuldades de saúde, continuou a viver entre o seu povo, como coadjutor, mostrando, por esta forma, uma enorme humildade. 
O Prior Guerra, de seu nome José Francisco Corujo, nasceu em 17 de Fevereiro de 1878, em Ílhavo, tendo sido ordenado presbítero em 12 de Julho de 1903. Assumiu a paroquialidade da Gafanha da Nazaré entre 5 de Outubro de 1922 e 1948, altura em que fixou residência na sua terra natal. Faleceu em 12 de Março de 1963. 
Sublinha-se na monografia da paróquia – "Gafanha: Nossa Senhora da Nazaré" – que durante o tempo em que esteve entre nós “deixou um rasto de simpatia”. Era uma pessoa bondosa, simples e afável. 
“Era rigoroso nas contas e cioso nos gastos. Não quis que se fizesse uma residência nova para não chocar os paroquianos… que, muitos, viviam em palheiros de tábuas…” – refere a monografia citada. 
Dele guardamos uma imagem e um sorriso de bondade que enternecia. Morava perto da escola da Ti Zefa, em casa que ainda existe, com uma criada idosa. Quando brincávamos no recreio da escola, que era a Av. José Estêvão de hoje, ele não deixava de mostrar a sua satisfação por nos ver, enquanto fumava os seus cigarros, feitos com mortalhas e com tabaco oferecido pelos pescadores do bacalhau. Também os ouvia em confissão, em sua própria casa, não perdendo a oportunidade de levar os homens do mar a reconciliarem-se com Deus e com as pessoas. 
Não recordamos muito as suas homilias, pregadas nas missas que eram celebradas em latim. Mas de alguns paroquianos mais velhos ouvimos, há anos, que acentuava nas suas prédicas os princípios de vida honrada e reta. 
Quando se retirou para Ílhavo, tinha por hábito andar junto à Câmara Municipal, Finanças e Registo Civil, para se encontrar com os gafanhões que iam a essas repartições pagar os seus impostos e resolver os mais diversos problemas. Testemunhámos esse seu hábito, quando um dia fomos com um familiar (julgo que fui requerer o Bilhete de Identidade com meu pai) tratar de um assunto ao Registo Civil. Foi então que o Prior Guerra afirmou que ali contactava, diariamente, com o povo da Gafanha da Nazaré. 

Fernando Martins 

Nota: Não sei se há pela Gafanha da Nazaré uma foto do Prior Guerra, com mais qualidade. Se houver, agradeço a disponibilidade para ma emprestarem, para publicação. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Papa Francisco: "Tu, na tua família, sabes comunicar?


O Papa assinalou a festa litúrgica da Sagrada Família, no domingo, 29 de dezembro, evocando todos os que tiveram de deixar a sua terra, como Jesus, Maria e José, na fuga para o Egito, relatada pelos Evangelhos. 
"A Santa Família solidariza-se assim com todas as famílias do mundo obrigadas ao exílio; é solidária com todo os que são obrigados a abandonar a sua própria terra por causa da repressão, da violência, da guerra", declarou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação dominical da oração do ângelus. 
No primeiro domingo depois do Natal, em que a Igreja Católica celebra a "Família de Nazaré", Francisco assinalou que Jesus, a Virgem Maria e São José "rezavam, trabalhavam, comunicavam entre si", para cumprir o "projeto de Deus". 
"Tu, na tua família, sabes comunicar? Ou és como os jovens, 
Missa da Noite de Natal, Francisco afirmou Jesus é o "maior dom da história" e desafiou à gratuidade no fazer o bem, amar a Igreja e servir os outros. "Assim no-lo mostra Jesus nesta noite: não mudou a História forçando alguém ou à força de palavras, mas com o dom da sua vida. Não esperou que nos tornássemos bons para nos amar, mas deu-Se gratuitamente a nós", afirmou. 
que à mesa, cada um no seu telemóvel, está no chat?", perguntou aos presentes. "Temos de recuperar a comunicação em família, os pais com os filhos, com os avós. Comunicar, os irmãos entre si. Esta é uma tarefa para fazer hoje, precisamente o dia da Sagrada Família", realçou. 
O Papa quis confiar à intercessão da Virgem Maria "todas as famílias do mundo, especialmente as que são provadas pelo sofrimento ou as dificuldades". "Dirijo uma saudação especial às famílias aqui presente e às que participam desde casa, através da televisão e da rádio. A família é um tesouro precioso: é preciso sempre apoiá-la e tutelá-la. Em frente!", disse. O encontro concluiu-se com votos de um "bom domingo e um final de ano sereno". "Acabemos o ano em paz, paz do coração, é o que desejo. Em família, comunicando uns com os outros", pediu Francisco. 

NOTA: Publicado no “Correio do Vouga”

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

A Paz como Caminho de Esperança: 
Diálogo, Reconciliação e Conversão Ecológica 




«Se às vezes uma má compreensão dos nossos princípios nos levou a justificar o abuso da natureza, ou o domínio despótico do ser humano sobre a criação, ou as guerras, a injustiça e a violência, nós, crentes, podemos reconhecer que então fomos infiéis ao tesouro de sabedoria que devíamos guardar»[9].
Vendo as consequências da nossa hostilidade contra os outros, da falta de respeito pela casa comum e da exploração abusiva dos recursos naturais – considerados como instrumentos úteis apenas para o lucro de hoje, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza –, precisamos duma conversão ecológica.
O Sínodo recente sobre a Amazónia impele-nos a dirigir, de forma renovada, o apelo em prol duma relação pacífica entre as comunidades e a terra, entre o presente e a memória, entre as experiências e as esperanças.
Este caminho de reconciliação inclui também escuta e contemplação do mundo que nos foi dado por Deus, para fazermos dele a nossa casa comum. De facto, os recursos naturais, as numerosas formas de vida e a própria Terra foram-nos confiados para ser «cultivados e guardados» (cf. Gn 2, 15) também para as gerações futuras, com a participação responsável e diligente de cada um. Além disso, temos necessidade duma mudança nas convicções e na perspetiva, que nos abra mais ao encontro com o outro e à receção do dom da criação, que reflete a beleza e a sabedoria do seu Artífice.
De modo particular brotam daqui motivações profundas e um novo modo de habitar na casa comum, de convivermos uns e outros com as próprias diversidades, de celebrar e respeitar a vida recebida e partilhada, de nos preocuparmos com condições e modelos de sociedade que favoreçam o desabrochar e a permanência da vida no futuro, de desenvolver o bem comum de toda a família humana.»

Ler toda a mensagem aqui 

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Somos chamados a ir ao encontro das outras pessoas



O Papa Francisco encerrou hoje o ano com a oração de Vésperas e “Te Deum”, no Vaticano, sublinhando a importância das periferias na vida de Jesus.  “É extraordinária esta escolha de Deus: não muda a história através de homens poderosos das instituições civis e religiosas, mas a partir de mulheres da periferia do império [Romano], como Maria”, referiu, na homilia da celebração, na Basílica de São Pedro. 
A intervenção alertou para a tentação de ligar a presença de Deus apenas “ao templo”, realçando que a vida de Jesus passou, sobretudo, “pela cidade pequena e a cidade desprezada”, ao lado “do povo dos pecadores e dos descartados”.  “Somos chamados a ir ao encontro das outras pessoas e a colocar-nos à escuta da sua existência, dos seus pedidos de ajuda. Ouvir já é um ato de amor”, convidou o pontífice. 
Francisco defendeu que ter tempo para os outros, “dialogando, reconhecendo com um olhar contemplativo a presença e a ação de Deus nas suas vidas, testemunhando a nova vida do Evangelho com obras e não com palavras”, é “um serviço de amor que muda a realidade”. 
“Ao fazê-lo, de facto, circula um novo ar na cidade e também na Igreja, o desejo de voltar à estrada, de superar a velha lógica da oposição e das cercas, para colaborar juntos, construindo uma cidade mais justa e fraterna”, acrescentou. 
Como bispo de Roma, o Papa Francisco deixou a habitual mensagem à população da cidade, no último dia do ano, encorajando-os a “trabalhar pela paz”.  “Roma não é apenas uma cidade complicada, com tantos problemas, desigualdades, corrupção e tensões sociais. Roma é uma cidade à qual Deus envia a sua Palavra”, declarou. 
O Papa elogiou as pessoas “corajosas”, crentes e não-crentes, que representam o coração da cidade. 
Na verdade, Deus nunca desistiu de mudar a história e o rosto da nossa cidade, através do povo dos pequenos e dos pobres que nela habitam. Escolhe-os, inspira-os, motiva-os para a ação, torna-os solidários, leva-os a para ativar redes, criar vínculos virtuosos, construir pontes e não muros”. 
A celebração contou com o tradicional “Te Deum” (nós te louvamos, Senhor), um dos mais antigos hinos litúrgicos que é cantado em celebrações solenes de ação de graças desde o século IV. 
O momento de oração terminou com o hino “Adeste Fideles”, cuja autoria tem sido atribuída ao rei D. João IV (1604-1656). 

NOTA: Texto da Agência Ecclesia 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

“VOZ SÉNIOR” – O futuro está aí a puxar por nós


O jornal “VOZ sénior” da US-GN saiu recentemente, em 4.ª edição, para elucidar os seus leitores sobre o que naquela universidade se faz e pensa. Tem por lema informar e partilhar saberes e no editorial, assinado pelo diretor e também nosso prior, Pe. César Fernandes, sublinha-se que a Universidade Sénior está a celebrar 10 anos de existência, seguindo o princípio “Celebrar a memória é construir o futuro”. 
César Fernandes, que é, também, Reitor da US, refere que “celebrar a memória histórica é sempre uma prova de vitalidade e energia, valores tão fundamentais para todas as idades”. E depois de evocar a fundação da US, na altura integrada na Fundação Prior Sardo, entretanto extinta e integrada no Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré, o diretor evoca a “Visão estratégica US 2016-2020: Por um projeto cultural estratégico”, do qual sobressaiu o I Encontro de US da Região de Aveiro, iniciativa que decorreu em maio de 2017. 
“Hoje já somos 100 membros da US”, destacou o Reitor, acrescentando que se trata de um número simbólico, estando a universidade ao “serviço da Vida e da Causa da Senioridade”. E quanto ao futuro, frisa que “Ele está aí a puxar por nós”. 
Sem pretender transcrever muito do essencial que o jornal contém, importa, contudo, chamar a atenção dos nossos seniores para procurarem o jornal, de distribuição gratuita, que pode e deve ser lido e meditado, na certeza de que encontrarão motivos para se inscreverem na US. Todavia, consideramos importante frisar que há temas de interesse geral relacionados com as alterações climáticas, uma entrevista feita ao Pe. César onde ele desvenda algumas curiosidades da sua vida, mas ainda há registos de ações e textos de professores e alunos, reflexões e notas sobre os 10 anos da US, entre outras informações. 

F. M.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Ruas da Gafanha da Nazaré - Alameda Prior Sardo

Alameda Prior Sardo

Figura preponderante
na construção da Gafanha da Nazaré



A Alameda Prior Sardo é uma justa homenagem ao primeiro gafanhão que concluiu um curso superior e que desempenhou, nesta sua e nossa terra, um papel relevante a nível religioso, social, cultural, administrativo e até político.
Uma alameda é, por definição, em resumo, uma rua ladeada de árvores. Mas, apesar de as árvores não serem assim tão expressivas, lá há de vir o tempo em que a Alameda Prior Sardo se apresente bem arborizada. 
Quem vai pela Av. José Estêvão, pode entrar na Alameda junto à Pastelaria Gafapão. No seu trajeto, que se estende até à rua Gago Coutinho, o viajante encontra o monumento dedicado ao Mestre Manuel Maria Bolais Mónica e a Escola EB 2,3. 
Não há dúvida de que o Prior Sardo foi figura preponderante na construção da Gafanha da Nazaré, pela sua intervenção multifacetada. Do seu empenho, nasceram a freguesia e a paróquia, em 1910, de que foi seu primeiro pároco. Antes, fora capelão, desde 1902. Lê-se na Monografia da Paróquia, “Gafanha – N.ª S.ª da Nazaré”, que o Prior Sardo “não era alto, mas era forte”. Dotado de “uma força física extraordinária”, era “muito ativo” e tinha muita “paciência”. Também se dizia que era muito “genicoso”, a par de grande pregador. “Num sermão, chorava mais do que uma criança”, acrescentava-se. 
Além disso, tinha uma empresa de bacalhau, de que era gerente, e foi político, exercendo o cargo de vice-presidente da Câmara de Ílhavo. Chegou, inclusive, a ser presidente interino, durante dois períodos, como adiante se especifica. E quem hoje circula pela estrada velha que ligava a capela da Chave [primeira matriz] à ponte de Ílhavo, na Gafanha de Aquém, atravessando a que é, presentemente, a Av. José Estêvão, talvez nem saiba que esse melhoramento se deve ao Prior Sardo, obra que reclamou muito antes de exercer o cargo de vice-presidente da autarquia. 
Foi durante o desempenho do cargo de Presidente da Câmara de Ílhavo, lugar que ocupou, interinamente, durante dois períodos (entre 27 de Março de 1909 e 2 de Janeiro de 1910; e entre 4 de Julho de 1910 e 4 de Setembro), que se procedeu ao pagamento das despesas da referida estrada. Depois, dinamizou o processo da construção da Igreja Matriz, que foi inaugurada em 1912, tendo falecido em 20 de Dezembro de 1925, com apenas 52 anos de idade. 
Entretanto, o Padre Vieira Rezende, referido noutros contextos, sublinha, na sua “Monografia da Gafanha”, o zelo com que o Prior Sardo desempenhou o seu múnus sacerdotal, transcrevendo uma lapidar informação do nosso primeiro prior: “O asseio que hoje já se nota nas habitações da Gafanha tem alguma coisa de instrutivo. É o resultado das persistentes insinuações da limpeza que eu sempre prego, quer nas homilias, quer no confessionário, e que é em parte complementar do asseio que desejo e quero nas almas.” 

Fernando Martins

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Festa de Natal da Catequese










No passado dia vinte de dezembro, pelas vinte e uma horas, realizou-se mais uma festa natalícia da nossa Paróquia. 
Foram momentos de boa disposição, onde a magia das nossas crianças, adolescentes e jovens abrilhantou a noite, apelando ao Amor, Amizade e Respeito pelo nosso Próximo e colocando em prática os ensinamentos que aprenderam nas sessões de Catequese. Mais uma vez o nosso Pároco, padre César, ficou orgulhoso da sua e nossa  comunidade catequética. 

A todos Um Feliz Natal e Um Próspero Ano Novo 2020! 

Catequista Fernanda Boia

Fotos: Alguns registos da festa

domingo, 22 de dezembro de 2019

O Papa não pode fazer tudo sozinho

Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO de hoje 

Bento Domingues

«O que Bergoglio não faz, nem deve procurar fazer, é substituir-se às comunidades cristãs. É a elas que pertence garantir, por actos, palavras e iniciativas, a expressão fiel da presença actuante do Espírito de Cristo na complexidade do mundo contemporâneo.»

1. O Papa fez, no passado dia 17, 83 anos. Não precisa nada dos meus parabéns. Sou eu, como membro da Igreja Católica, que preciso de lhe exprimir, publicamente, o agradecimento por ele estar a realizar, na linha de João XXIII e do Vaticano II, uma viragem, espantosa a muitos títulos, no pontificado romano. Tão admirável que eu nunca supus chegar a ver antes de morrer.
Há quem diga que os seus desejos de reformas nunca se concretizam, em modificações reais, quanto à orientação e às práticas efectivas no governo da Igreja Católica. Não partilho nada essa opinião. Não é só pelas muitas medidas, como agora esta da abolição do abominável “segredo pontifício” a que o PÚBLICO deu o devido destaque [1]. A sua intervenção destina-se a criar condições que tornem irreversível o próprio processo de reformas e não se extinga com o seu pontificado.
O que Bergoglio não faz, nem deve procurar fazer, é substituir-se às comunidades cristãs. É a elas que pertence garantir, por actos, palavras e iniciativas, a expressão fiel da presença actuante do Espírito de Cristo na complexidade do mundo contemporâneo.
Não se pode deixar tudo para o Papa como se ele não tivesse, desde o começo, recusado continuar um regime de monarquia absoluta! Mas, quem está disposto a participar na mobilização multifacetada de voluntárias e voluntários preocupados com a revitalização das comunidades cristãs, sobretudo quando parecem ressequidas ou estéreis? Sem convocatórias locais, é difícil criar movimentos que suscitem uma nova cultura de serviço que substitua as muitas artes de dominação económica, política e religiosa, cujas redes são cada vez mais abrangentes.
Se existem cegos que não reconhecem as inovações de Bergoglio, também não faltam os indignados poderosos por ele já ter ido longe demais. A verdade é que abriu uma grande clareira, destapou o horizonte e abriu um caminho à liberdade criadora, tantas vezes impedida, mesmo num passado recente.
Vários amigos, de diversas zonas do país, lamentaram que eu tivesse esquecido, na crónica do passado Domingo, a situação inquietante das lideranças locais de muitas paróquias e dioceses, que seriam responsáveis pelo afastamento crescente da população católica das próprias celebrações da fé cristã! Não esqueci. Sou testemunha dessa debandada, para a qual o próprio Papa alertou os bispos portugueses.
Dizer que se trata de um fenómeno irreversível das sociedades actuais não responde à questão mais pertinente: o que se pode fazer e não se faz para transformar o afastamento numa nova e activa aproximação?

2. Um inquérito, na diocese de Aveiro, revela que, desde 2001, a prática dominical caiu 44%, isto é, nos últimos 18 anos, quase 30 mil pessoas deixaram de ir à missa dominical.
O coordenador da pastoral da Diocese, Padre Licínio Cardoso, numa entrevista à Agência Ecclesia [2], para a qual remeto, deu a sua interpretação dos números que estariam, em parte, relacionados com a demografia, com a taxa de natalidade: é visível a existência de assembleias cada vez mais envelhecidas. Mas a quebra populacional não explica tudo e considera fundamental um trabalho de recuperação, a vários níveis, a começar pela formação cristã. Enumera um conjunto de medidas pastorais para alterar a situação.
A diocese de Aveiro está a viver, até 2021, um triénio dedicado à temática da vocação e o próximo ano pastoral será precisamente dedicado à vocação da família. A intenção é ter uma vida cristã menos centrada em doutrinas, em estruturas e tradições, mas uma vocação voltada para a descoberta de Jesus, querendo dedicar uma atenção redobrada a outras realidades que influenciam a vida das famílias cristãs na cultura actual.
Segundo o P. Licínio, hoje, a nossa linguagem sacramental não tem impacto nas pessoas, porque as pessoas desconhecem essa linguagem. Temos uma linguagem sacramental muito associada ao moralismo, de quem pode e quem não pode, de quem é regular ou de quem é irregular. Defende a importância de reinventar a linguagem pastoral, mas sem com isso pôr em causa o que é essencial, o sentido da fé, dos sacramentos e da liturgia.
São observações sensatas, mas, perante os dados do inquérito referido, não evitam a pergunta: que andaram a fazer os padres e colaboradores leigos, antes e depois de 2001?

sábado, 21 de dezembro de 2019

NATAL DO SILÊNCIO E ORAÇÃO

Mensagem de Natal do nosso Prior

Padre César Fernandes 
Na festa de Natal da catequese deste ano, as nossas crianças, adolescentes e jovens com as suas representações natalícias tão sugestivas e envolventes para as suas famílias e demais participantes, ensinaram-nos, em alinhamento com a palavra sempre esclarecida do Papa Francisco, a que, “como os pastores de Belém, acolhamos o convite para ir à gruta, para ver e reconhecer o sinal que Deus nos deu. Então o nosso coração ficará cheio de alegria e poderemos levá-la onde houver tristeza; estará cheio de esperança para ser partilhada com aqueles que a perderam”. Os mais pequeninos deliciaram-nos com os seus cânticos alusivos ao Natal e os mais velhos, com os seus” sketch” cheios de criatividade, fizeram-nos refletir sobre o sentido mais profunda da quadra natalícia. 
Também eu, como pároco, lanço um desafio de Natal idêntico para as famílias da nossa paróquia da Gafanha da Nazaré para que aprendamos a “captar o essencial” numa sociedade marcada por um ritmo “frenético” sem momentos de silêncio e oração. Aprendamos a parar em frente do presépio e a contemplar o mistério de amor que ele espelha. 
Um santo e feliz Natal

Padre César Fernandes
Pároco da Gafanha da Nazaré