terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove?

Presépio do Pedro, o nosso sacristão

Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado. Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. 
Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais. 
De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados. 

Excerto da Carta Apostólica “Admirabile signum” (“Sinal admirável”), 
sobre o presépio, publicada no dia 1 de dezembro

Nota: Editado no TIMONEIRO de dezembro

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

NATAL - Surpresa de Deus

Pe. César

«Natal é a vitória da humildade sobre a arrogância, da simplicidade sobre a abundância, do silêncio sobre o tumulto e o ruído»

Dentro de poucos dias será Natal. Surgem as árvores, as decorações e as luzes a lembrar-nos que este ano, mais uma vez, haverá festa. A máquina publicitária convida a trocar presentes sempre novos para fazer surpresas. Eu pergunto-me se será esta festa e estes presentes que agradam a Deus. 
Se olharmos para o primeiro Natal da História, ele ajuda-nos a descobrir os gestos e as surpresas de Deus. Começa com Maria, que era a esposa prometida de José: chega o anjo e muda-lhe a vida. Continua com José, chamado a ser pai de um filho sem o gerar, filho que chega no momento menos indicado, isto é, quando eram só esposos prometidos e, segundo a lei, não podiam morar juntos. 
Diante deste escândalo, o bom senso convida José a repudiar Maria e a salvar o seu bom nome, mas ele surpreende-nos: para não prejudicar Maria, pensa despedir-se dela em segredo, a custo de perder a própria reputação. Vem outra surpresa: Deus num sonho muda os seus planos e pede-lhe para receber Maria. Depois do nascimento de Jesus, quando fazia projetos para a família, é-lhe dito para fugir para o Egipto. Em resumo, o Natal leva a mudanças de vida inesperadas. E se queremos viver o Natal, a exemplo desta família de Nazaré, devemos abrir o coração 
Para estar dispostos às surpresas, isto é, a mudanças inesperadas de planos para a vida. Mas a grande surpresa é o Menino que chega e que é acolhido, não pelas autoridades, mas pelos simples pastores que, recebida a notícia, correm sem demora para celebrar um Deus inédito.

domingo, 15 de dezembro de 2019

No rosário das ave-marias, recobro sempre um novo alento



Pe. Manuel Armando 
OUVINDO O MEU SILÊNCIO

Ouço o silêncio da noite que, de mansinho,
Põe diante de mim a verdade do meu caminho.
Diz-me por onde andei e o que fiz,
Molesta-me se esqueci de ser feliz,
Arrastando sobre mim o meu irmão,
Se lhe fechei a minha mão
Ou dele me afastei.
Devo viver em favor dos outros, bem o sei,
Mas a minha humana e pesada fragilidade,
Aberta de par-em-par para a vacuidade,
Me diz que corro demais e deveras,
Na busca do vazio das quimeras.
Os longos dias, perdidos em desatino,
Impedem-me de esperar o Deus-Menino
E, pelo meu pecado - grande mal -,
Me esqueço de perceber o Natal.
Muito preciso de outro silêncio diferente,
Onde repouse serenamente
E recupere as energias da vontade
Para me afirmar na lealdade
Aos irmãos e, por eles, ao Senhor
Que me segreda, com Seu terno amor,
O quanto me zela e abraça
Com a Sua excelsa graça.
Oh, quão salutar e confortante
É pôr-me assim diante
Do silêncio deste momento!
Não há ruído nem correrias
E, no rosário das ave-marias,
Recobro sempre um novo alento.

Pe. Manuel Armando Marques (Dezembro 2019)

Notas:


1. Poema publicado no "Jornal da ADASA" (Antigos alunos do seminário de Aveiro);
2. O Pe. Manuel Armando foi coadjutor na nossa paróquia entre 13 de agosto de 1965 e 17 de setembro de 1966;
3. Presentemente, é pároco de Aguada de Baixo (Águeda) e de Avelãs de Caminho (Anadia);
4. Tem publicado livros de poesia.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Fraternidade e Paz


Uma catequista da nossa paróquia teve a gentileza de me enviar um texto ilustrado elaborado  por uma menina da Catequese Paroquial com base no que ouviu e sentiu neste Advento. A mensagem mostra que aprendeu o espírito do Advento, que é o sentido da quadra que antecede o Natal.

Já se ouvem cantos no céu


Este poema da nossa amiga Adelaide Calado foi publicado no jornal Timoneiro deste mês de dezembro. Temos muito gosto em o publicar, até porque desconhecíamos a sua veia poética. Os nosso parabéns à autora. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Informações Paroquiais de 15 a 22 de dezembro 2019

1 – Esta semana, haverá reconciliações de preparação para o Natal, quinta-feira, às 20:30, na Igreja Matriz.

2 – Ensaio para preparar os autos do Cortejo dos Reis, atores e figurantes, quinta-feira, às 21:00 Horas, no auditório Priores da Gafanha da Nazaré.

3 – A nossa Catequese irá organizar uma Festa de Natal, no dia 20 de Dezembro, sexta-feira, às 21:00 Horas, no Auditório Mãe do Redentor, na Igreja Matriz, destinada a todos os catequizandos, seus familiares e demais pessoas. Todos estamos convidados. Participemos com a nossa presença.

4 – No próximo Domingo, dia 22 de Dezembro, a nossa paróquia vai organizar a Bênção das Grávidas, na Eucaristia das 10:30. Assim, as grávidas que queiram participar nesta bênção deverão, tão rápido quanto possível, inscrever-se no Cartório Paroquial.

5 – Ao longo da última semana, os sacerdotes visitaram e confessaram os nossos doentes e idosos. Como nem todos estão referenciados, se alguma família desejar a visita do sacerdote para algum familiar doente, deve avisar no Cartório Paroquial.

6 – Com vista à participação nas comemorações da Nazaré, ainda estamos a receber inscrições no Cartório Paroquial para os últimos lugares do terceiro autocarro.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Talvez seja Natal e não Dezembro

Açores (rede global)
NATAL, E NÃO DEZEMBRO

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

Padre Américo a caminho dos altares

Estátua do Padre Américo, em Penafiel

«O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do Padre Américo, fundador da Obra da Rua, anunciou o Vaticano. 
Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como padre Américo, institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887 e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel. 
O reconhecimento das “virtudes heroicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão dos agora veneráveis. 
O processo de beatificação do Padre Américo foi introduzido em 1986.»

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Diocese de Aveiro faz hoje anos

Para recordar 

Papa Pio XI restaurou a Diocese de Aveiro
1 - A Diocese de Aveiro, sufragânea da Arquidiocese de Braga, foi criada pelo papa Clemente XIV, mediante o breve Militantis Ecclesiae gubernacula, de 12-04-1774, a pedido do monarca D. José I, abrangendo uma área destacada do território da Diocese de Coimbra; em 24-03-1775 deu-se execução ao documento pontifício. O rei ficou com o direito de padroado. A catedral foi instalada na igreja da Misericórdia e, mais tarde, em 1830, na igreja que fora do extinto Recolhimento de S. Bernardino. Nas suas primeiras seis décadas, teve apenas três bispos. 

2 - Em 01-04-1845, após alguns anos de certa confusão canónica no governo eclesiástico, o arcebispo de Braga foi também constituído no cargo de administrador apostólico da Diocese, para a qual nomeou sucessivamente vigários gerais ou governadores – o que aconteceu até à sua extinção pela bula do papa Leão XIII Gravissimum Christi Ecclesiam regendi et gubernandi munus, de 30-09-1881, executada em 04-09-1882. 

3 - Pela bula Omnium Ecclesiarum, de 24-08-1938, o papa Pio XI restaurou-a, dando-lhe novos limites, com oitenta e duas freguesias de dez concelhos, desmembrados das Dioceses de Coimbra (Águeda, Anadia, Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Vagos), do Porto (Albergaria-a-Velha, Estarreja e Murtosa) e de Viseu (Sever do Vouga); foi então elevada a catedral a secular igreja do extinto Convento de S. Domingos e matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Glória. 

4 - A sentença executória da restauração deu-se em 11-12-1938.

Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa



A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai escrever uma carta aos jovens, em jeito de lançamento da  peregrinação da cruz e do ícone das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que se inicia em abril de 2020, rumo à edição internacional de Lisboa, dois anos depois. Assim, “Haverá uma nota pastoral, um texto breve, uma mensagem, para iniciar o processo da entrega da cruz e do ícone, no domingo de Ramos, em Roma, pelo Papa Francisco”, anunciou o porta-voz do episcopado, padre Manuel Barbosa, como lemos na Agência Ecclesia. 
A mensagem, “simples”, quer “acompanhar este processo, em particular a peregrinação dos símbolos da JMJ “pelas várias dioceses de Portugal”, partes de Espanha e “possivelmente”, países lusófonos.

Foto e texto da Agência Ecclesia