domingo, 15 de dezembro de 2019

No rosário das ave-marias, recobro sempre um novo alento



Pe. Manuel Armando 
OUVINDO O MEU SILÊNCIO

Ouço o silêncio da noite que, de mansinho,
Põe diante de mim a verdade do meu caminho.
Diz-me por onde andei e o que fiz,
Molesta-me se esqueci de ser feliz,
Arrastando sobre mim o meu irmão,
Se lhe fechei a minha mão
Ou dele me afastei.
Devo viver em favor dos outros, bem o sei,
Mas a minha humana e pesada fragilidade,
Aberta de par-em-par para a vacuidade,
Me diz que corro demais e deveras,
Na busca do vazio das quimeras.
Os longos dias, perdidos em desatino,
Impedem-me de esperar o Deus-Menino
E, pelo meu pecado - grande mal -,
Me esqueço de perceber o Natal.
Muito preciso de outro silêncio diferente,
Onde repouse serenamente
E recupere as energias da vontade
Para me afirmar na lealdade
Aos irmãos e, por eles, ao Senhor
Que me segreda, com Seu terno amor,
O quanto me zela e abraça
Com a Sua excelsa graça.
Oh, quão salutar e confortante
É pôr-me assim diante
Do silêncio deste momento!
Não há ruído nem correrias
E, no rosário das ave-marias,
Recobro sempre um novo alento.

Pe. Manuel Armando Marques (Dezembro 2019)

Notas:


1. Poema publicado no "Jornal da ADASA" (Antigos alunos do seminário de Aveiro);
2. O Pe. Manuel Armando foi coadjutor na nossa paróquia entre 13 de agosto de 1965 e 17 de setembro de 1966;
3. Presentemente, é pároco de Aguada de Baixo (Águeda) e de Avelãs de Caminho (Anadia);
4. Tem publicado livros de poesia.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Fraternidade e Paz


Uma catequista da nossa paróquia teve a gentileza de me enviar um texto ilustrado elaborado  por uma menina da Catequese Paroquial com base no que ouviu e sentiu neste Advento. A mensagem mostra que aprendeu o espírito do Advento, que é o sentido da quadra que antecede o Natal.

Já se ouvem cantos no céu


Este poema da nossa amiga Adelaide Calado foi publicado no jornal Timoneiro deste mês de dezembro. Temos muito gosto em o publicar, até porque desconhecíamos a sua veia poética. Os nosso parabéns à autora. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Informações Paroquiais de 15 a 22 de dezembro 2019

1 – Esta semana, haverá reconciliações de preparação para o Natal, quinta-feira, às 20:30, na Igreja Matriz.

2 – Ensaio para preparar os autos do Cortejo dos Reis, atores e figurantes, quinta-feira, às 21:00 Horas, no auditório Priores da Gafanha da Nazaré.

3 – A nossa Catequese irá organizar uma Festa de Natal, no dia 20 de Dezembro, sexta-feira, às 21:00 Horas, no Auditório Mãe do Redentor, na Igreja Matriz, destinada a todos os catequizandos, seus familiares e demais pessoas. Todos estamos convidados. Participemos com a nossa presença.

4 – No próximo Domingo, dia 22 de Dezembro, a nossa paróquia vai organizar a Bênção das Grávidas, na Eucaristia das 10:30. Assim, as grávidas que queiram participar nesta bênção deverão, tão rápido quanto possível, inscrever-se no Cartório Paroquial.

5 – Ao longo da última semana, os sacerdotes visitaram e confessaram os nossos doentes e idosos. Como nem todos estão referenciados, se alguma família desejar a visita do sacerdote para algum familiar doente, deve avisar no Cartório Paroquial.

6 – Com vista à participação nas comemorações da Nazaré, ainda estamos a receber inscrições no Cartório Paroquial para os últimos lugares do terceiro autocarro.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Talvez seja Natal e não Dezembro

Açores (rede global)
NATAL, E NÃO DEZEMBRO

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido…
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave…
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
Talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

Padre Américo a caminho dos altares

Estátua do Padre Américo, em Penafiel

«O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do Padre Américo, fundador da Obra da Rua, anunciou o Vaticano. 
Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como padre Américo, institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887 e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel. 
O reconhecimento das “virtudes heroicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão dos agora veneráveis. 
O processo de beatificação do Padre Américo foi introduzido em 1986.»

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Diocese de Aveiro faz hoje anos

Para recordar 

Papa Pio XI restaurou a Diocese de Aveiro
1 - A Diocese de Aveiro, sufragânea da Arquidiocese de Braga, foi criada pelo papa Clemente XIV, mediante o breve Militantis Ecclesiae gubernacula, de 12-04-1774, a pedido do monarca D. José I, abrangendo uma área destacada do território da Diocese de Coimbra; em 24-03-1775 deu-se execução ao documento pontifício. O rei ficou com o direito de padroado. A catedral foi instalada na igreja da Misericórdia e, mais tarde, em 1830, na igreja que fora do extinto Recolhimento de S. Bernardino. Nas suas primeiras seis décadas, teve apenas três bispos. 

2 - Em 01-04-1845, após alguns anos de certa confusão canónica no governo eclesiástico, o arcebispo de Braga foi também constituído no cargo de administrador apostólico da Diocese, para a qual nomeou sucessivamente vigários gerais ou governadores – o que aconteceu até à sua extinção pela bula do papa Leão XIII Gravissimum Christi Ecclesiam regendi et gubernandi munus, de 30-09-1881, executada em 04-09-1882. 

3 - Pela bula Omnium Ecclesiarum, de 24-08-1938, o papa Pio XI restaurou-a, dando-lhe novos limites, com oitenta e duas freguesias de dez concelhos, desmembrados das Dioceses de Coimbra (Águeda, Anadia, Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Vagos), do Porto (Albergaria-a-Velha, Estarreja e Murtosa) e de Viseu (Sever do Vouga); foi então elevada a catedral a secular igreja do extinto Convento de S. Domingos e matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Glória. 

4 - A sentença executória da restauração deu-se em 11-12-1938.

Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa



A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai escrever uma carta aos jovens, em jeito de lançamento da  peregrinação da cruz e do ícone das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que se inicia em abril de 2020, rumo à edição internacional de Lisboa, dois anos depois. Assim, “Haverá uma nota pastoral, um texto breve, uma mensagem, para iniciar o processo da entrega da cruz e do ícone, no domingo de Ramos, em Roma, pelo Papa Francisco”, anunciou o porta-voz do episcopado, padre Manuel Barbosa, como lemos na Agência Ecclesia. 
A mensagem, “simples”, quer “acompanhar este processo, em particular a peregrinação dos símbolos da JMJ “pelas várias dioceses de Portugal”, partes de Espanha e “possivelmente”, países lusófonos.

Foto e texto da Agência Ecclesia 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

ADVENTO - Sabes esperar?


«Começou um novo ano litúrgico, que se abre com o tempo do Advento, tempo da Vinda (do latim “Adventus”) do Senhor nosso, Jesus Cristo. Os crentes cristãos professam a sua fé dizendo: «Jesus Cristo virá na glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim». O tempo do Advento é sobretudo a espera deste acontecimento, espera que habita sempre o coração do cristão, mas que nestas semanas se faz mais ardente. «Vem, Senhor Jesus, vem depressa» (cf. Apocalipse 22,17.20), é o grito da Igreja.
O Evangelho do primeiro domingo do Advento (Mateus 24,37-44) dá-nos a promessa desta vinda, deste acontecimento. Se a nossa fé não se abrisse a esta esperança, nós, cristãos, seríamos os seres humanos mais necessitados de compaixão (cf. 1 Coríntios 15,19)…
Mas será que ainda acreditamos? Ainda esperamos o Senhor Jesus?»

Ler mais aqui 

NOTA: Texto e foto da Pastoral da Cultura

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Festa da Imaculada Conceição - Seja feito o que Deus quer

Reflexão do Pe. Georgino Rocha para este dia 

Nossa S. da Conceição em procissão (foto de Humberto Rocha)

Deus quer salvar-nos fazendo-se um de nós, humanizando-se. Envia o Anjo Gabriel a Nazaré, aldeia da Galileia, a casa de Joaquim e de Ana, para falar com Maria e dar início ao processo. A cena é maravilhosamente descrita por Lucas no seu Evangelho, que pretende sobretudo fazer uma catequese sobre como tudo isto começa. Lc 1, 26-38. A Igreja rememora o facto e celebra a maravilha, canta e exulta de alegria, faz festa e convida-nos a imitar as atitudes de Maria que reorienta a vida para estar totalmente ao serviço de Jesus, que vai nascer. E institui a solenidade litúrgica da Imaculada Conceição que celebramos neste II Domingo do Advento. 
Vamos procurar meditar e contemplar alguns detalhes desta festa na perspectiva do Natal. 
A resposta de Maria ao convite/apelo que Deus lhe faz, por meio do enviado celeste, para ser a mãe de Seu filho, condensa-se no “seja feito o que Deus quer”. É resposta de entrega total, após diálogo esclarecedor que vence medos, dissipa dúvidas, gera certezas e rasga horizontes de felicidade. É resposta de sintonia perfeita e de inserção plena no projecto de salvação que, desde há muitos séculos, estava em curso. É resposta de confiança absoluta na fidelidade de Deus às promessas da aliança outrora celebrada. É resposta envolvente de quem, como Maria, se coloca nas mãos de Deus e quer servir, livre e generosamente, os agraciados e amados por Ele, a humanidade toda.