sábado, 30 de novembro de 2019

É na partilha que vivemos o Advento e o Natal

O Menino vem a caminho
Nesta caminhada de Advento, na certeza de que Jesus vem para nossa alegria, seria muito interessante que todos partilhássemos um pouco do que nos vai na alma nesta espera que nos conduz ao presépio do Menino-Deus. 
Gostaríamos, portanto, que os nossos leitores nos enviassem por e-mais (f.rocha.martins@gmail.com) frutos de meditação traduzidos em poemas, contos curtos, pensamentos, fotografias com legendas, comentários, reflexões, tradições… É na partilha que vivemos o Advento e o Natal. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Bem-nascido... Mal-nascido...


Informações Paroquiais de 1 a 8 de dezembro 2019

1 – Este fim-de-semana, tem início o tempo do Advento dedicado, este ano, à “Família, vocação do amor e caminho de santidade”. No sentido de nos ajudar a viver este tempo forte da liturgia, a paróquia disponibiliza para as catequeses um pequeno subsídio com uma leitura bíblica, uma meditação, uma oração e uma proposta de ação. Para as famílias distribuímos, no final da Eucaristia, o livro “Rezar no Advento”. Se pudermos ajudar a custear as despesas do livrinho, a paróquia agradece.

2 – Exposição do Santíssimo Sacramento, quinta-feira na Igreja Matriz, com início às 18:00 Horas, bênção e encerramento às 18:45.

3 – Reunião para Ministros Extraordinários da Comunhão e Visitadores de Doentes, sexta-feira, às 19:30, na Biblioteca da Igreja Matriz.

4 – Reunião de preparação para os Batismos, sexta-feira, às 21:00 Horas, na Igreja Matriz.

5 – Ensaio para preparar os autos do Cortejo dos Reis, atores e figurantes, sexta-feira, às 21:00 Horas, no auditório Priores da Gafanha da Nazaré.

6 – O Grupo do Espaço Convívio da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré vai realizar um espetáculo solidário de Natal no Auditório Mãe do Redentor, na Igreja Matriz, dia 8 de Dezembro, às 15:00 Horas. A entrada será um bem de higiene ou alimentar não perecível para ajudar a nossa Cáritas Paroquial. Colaboremos com a nossa participação.

7 – A Juventude Masculina de Schoenstatt vai organizar um Encontro de Natal para rapazes dos 10 aos 11 anos no dia 14 de Dezembro. Para mais informações consultar o placar da paróquia.

8 – A nossa paróquia vai organizar a Bênção das Grávidas, no dia 22 de Dezembro na Eucaristia das 10:30. As grávidas que queiram participar nesta bênção, deverão inscrever-se no Cartório Paroquial.

9 – O Município e paróquia da Nazaré pretendem elevar o culto e a devoção ao Milagre de Nossa Senhora da Nazaré a Património Imaterial da Humanidade. Para preparar esta candidatura, a nossa paróquia foi convidada a participar numa grande celebração Eucarística presidida pelo Senhor Patriarca de Lisboa a ter lugar na Nazaré, dia 26 de Janeiro, às 10:30. Assim os paroquianos que desejarem participar devem fazer a sua inscrição no cartório paroquial. A inscrição para o autocarro tem um custo de 10 Euros.

António Rego - Os mesmos pés


«Sem a intrepidez da procura nunca chegaremos nem aos pés chagados de Jesus»

Sem dar por isso, nasci numa ilha. Tive de a deixar cedo porque nela não existia o produto que eu procurava.
Foi a primeira grande lição que se me impôs: as coisas não vinham ter comigo, não nasciam debaixo dos pés. Tínhamos nós de as ir procurar, com paciência, coragem e dor, para revelar o que estava oculto, trazer o que parecia irremediavelmente sufocado num sepulcro tenebroso nunca tocado por um raio de luz.
A nossa primeira lição era expulsar essas sombras e revelar a luz do dia, fatigada de uma noite interminável e sem vislumbre de promessa.
É uma noite, uma treva. Nem um clarão (lembro o meu cantar de contralto já nas novenas do Natal: "Nem um clarão já nos reluz guiar-nos, vinde ó bom Jesus, à Pátria da eterna luz").
Não terminou o velho combate entre a luz e a treva. E a verdade é que não estamos a jogar com as palavras ou apenas a pintar de letras luminosas as nossas ridículas poesias de Natal.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Nossa Senhora da Nazaré candidata a Património Imaterial da Humanidade

Nossa Senhora da Nazaré na capela  da Memória 
Santuário

«O Município e paróquia da Nazaré pretendem elevar o culto e a devoção ao Milagre de Nossa Senhora da Nazaré a Património Imaterial da Humanidade. Para preparar esta candidatura, a nossa e outras paróquias que têm Nossa Senhora da Nazaré como padroeira, foram convidadas a participar numa grande celebração Eucarística presidida pelo Senhor Patriarca de Lisboa a ter lugar na Nazaré, dia 26 de Janeiro, às 10:30. A nossa paróquia pretende ter uma representação digna neste evento. Assim os paroquianos que desejarem participar devem fazer a sua inscrição no cartório paroquial. A inscrição para o autocarro tem um custo de 10 Euros.» 

A notícia supracitada levou-me até à Nazaré, terra de ondas gigantes onde se batem recordes de Surf. Famosa por isso, mas também pelo santuário localizado no Sítio, dedicado ao milagre que, segundo a crença popular, Nossa Senhora terá protegido D. Fuas Roupinho, em 1182, ao tempo alcaide-mor do Porto de Mós. Andando à caça «em dia de nevoeiro intenso» D. Fuas perseguia um veado e, de repente, «encontrando-se em frente de um precipício e prestes a despenhar-se, pediu a proteção da Virgem cuja imagem estava ao lado, na lapa. O cavalo estacou subitamente. D. Fuas Roupinho, agradecido por esta intercessão, mandou construir a capela que se denomina da Memória». Isto mesmo li no livro “O culto a Maria na Diocese de Aveiro” do nosso antigo prior, Pe. Domingos, meu saudoso amigo. 
Na nossa Diocese, Nossa Senhora da Nazaré é padroeira da nossa terra e orago das capelas de Verba (Nariz), Pedralva (S. Lourenço do Bairro), Chave (Gafanha da Nazaré), Cambra (Préstimo), Sobreiro (Albergaria-a-Velha) e Vale do Boi (Moita – Anadia). Em Vila Nova de Monsarros há uma imagem que referencia o episódio de D. Fuas Roupinho. 
Santuário Mariano, Tomo VII, publicado em 1721, refere-se a um santuário dedicado a Nossa Senhora da Nazaré em Macinhata do Vouga, no lugar do Beco de Baixo. Hoje nada se sabe a seu respeito. 
Notas incluídas no citado livro do Pe. Domingos. 

Fernando Martins

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

"Não podemos perder a tradição católica do culto dos santos"


O postulador geral dos dominicanos e o secretário, respetivamente Fr. Gianni Festa e Fr. Llewellyn Muscat, passaram por Aveiro, no dia 11 de novembro (no dia anterior estiveram em Braga, na Missa de ação de graças pela canonização de Fr. Bartolomeu dos Mártires), para conhecer o processo de canonização de Santa Joana, também ela dominicana. Antes de visitarem o túmulo da padroeira de Aveiro, no Museu, o Correio do Vouga colocou umas breves questões a Frei Gianni Festa.

Correio do Vouga - Que impacto tem na vida cristã um processo de canonização? 

Gianni Festa - Concluir um processo de canonização é reconhecer oficialmente a santidade de um irmão ou irmã nossa, alguém que se torna modelo universal da vida cristã e pode ser anunciado para interceder por nós. Todos somos chamados à santidade. Reconhecer em particular num irmão ou numa irmã a santidade de vida é um grande incentivo para todos.

O que os católicos podem fazer para apoiar uma causa de canonização?

Pregar os santos. Hoje, direi que o aspeto mais fundamental e importante é descobrir e não perder a tradição católica do culto dos santos. Podemos cultivar a amizade com eles e anunciá-los como intercessores. Podemos difundir a oração e o culto. E não temos de ter vergonha de lhes pedir algo.

Conhecia "Santa" Joana? Acha que ela pode ter a tal dimensão universal de que falava?

Conheço apenas algo do plano histórico. Sei que foi uma senhora de grande vida sobrenatural, que não se deslumbra com o poder real, mas escolhe viver na humildade, no serviço aos pobres e às outras monjas. É muito dominicano isto: viver no culto da vida interior e no serviço aos outros.

Sendo postulador geral dos dominicanos, quantos processos de beatificação e canonização acompanha?

[Responde com a ajuda de Fr. Muscat] Cerca de 120, sendo um deles da Teresa de Saldanha [fundadora das Irmãs de santa Catarina de Sena].

Nota: Entrevista publicada no "Correio do Vouga" desta semana. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Informações Paroquiais de 24 de novembro a 1 de dezembro 2019

1 – Domingo, dia 24, reunião do Apostolado da Oração, às 15:00 Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

2 – Domingo, dia 24, a Filarmónica Gafanhense comemora os 183 anos da sua existência, com um Concerto Musical na Fábrica das Ideias na Gafanha da Nazaré, às 16:00 Horas. Todos estamos convidados.

3 – Reunião para o Conselho Pastoral Paroquial, terça-feira, às 21:00 Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

4 – Os catequistas/formadores envolvidos no projeto “Say Yes – Aprender a dizer sim” em ordem à preparação da Jornada Mundial da Juventude de 2022 em Lisboa, terão uma reunião, quinta-feira às 21:15, no Salão Paroquial de Ílhavo.

5 – Vamos preparar o nosso tradicional Cortejo dos Reis, com uma primeira reunião para todas as pessoas interessadas e disponíveis em participar nos autos do cortejo, sexta-feira, às 21:00 Horas, na Biblioteca.

6 – O Município e paróquia da Nazaré pretendem elevar o culto e a devoção ao Milagre de Nossa Senhora da Nazaré a Património Imaterial da Humanidade. Para preparar esta candidatura, a nossa e outras paróquias que têm Nossa Senhora da Nazaré como padroeira, foram convidadas a participar numa grande celebração Eucarística presidida pelo Senhor Patriarca de Lisboa a ter lugar na Nazaré, dia 26 de Janeiro, às 10:30. A nossa paróquia pretende ter uma representação digna neste evento. Assim os paroquianos que desejarem participar devem fazer a sua inscrição no cartório paroquial. A inscrição para o autocarro tem um custo de 10 Euros.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Luciano Neves: "Pintar é o que eu mais gosto de fazer"

Luciano Neves no seu ateliê
Durante a vida profissional, dedicou-se à pintura de casas e barcos. Agora, na reforma, Luciano Marques Neves dedica-se à pintura artística, fazendo da sua casa, na Rua João XXIII, um imenso ateliê, se pensarmos nos espaços onde exerce a sua arte, ou uma imensa galeria, dado que encontramos quadros por todas as divisões. “Pintar é o que eu mais gosto de fazer”, afirma. 
Prestes a completar 84 anos (nasceu em dezembro de 1935), viúvo há 20, Luciano Neves começou a trabalhar com 12 anos, colaborando com o “mestre Catraio” na pintura de casas. Aos 19 anos, tirou a cédula e chegou a embarcar, mas rapidamente voltou às pinturas e aos arranjos, já não de casas, mas das embarcações do empresário Vilarinho. Em terra, tratava da pintura dos navios e botes, a par de coordenar cargas e descargas e diversos arranjos e arrumações. E ainda havia tempo para pintar a casa dos patrões. 
Com a chegada da reforma, veio a pintura artística a tempo inteiro. Por vezes, durante a nossa conversa, Luciano Neves desvaloriza a sua arte – “a minha chungaria” –, mas dos seus quadros, de cores vivas, brota uma grande força, uma grande vivacidade, num estilo que os peritos chamam de “naïf”. 
Luciano Neves pinta temas da sua própria iniciativa, como moliceiros, flores ou paisagens da região de Aveiro, sobre madeira, tela ou cerâmica, mas também gosta de imitar os grandes pintores. O seu preferido é o impressionista francês Renoir. 
A par com a pintura, o mestre Luciano gosta das histórias dos grandes artistas. Tem sempre consigo alguns livros, de onde retira dados e histórias de Ticiano, Rubens ou Miguel Ângelo. Gosta especialmente da história de Giotto, o pequeno pastor que vivia na Toscânia, Itália, e se tornou o maior pintor do final da Idade Média. Foi chamado ao Papa e desenhou com um só golpe de mão um círculo perfeito, tão perfeito que parecia impossível ter sido feito sem instrumentos mecânicos. 
Em termos de exposições, a arte de Luciano Neves esteve patente em coletivas de Aveiro e Ílhavo e integra diversas coleções particulares. Um dos seus quadros pode ser visto por toda a gente no Café Leão, no Mercado Municipal da Gafanha da Nazaré. Luciano Neves não é sportinguista, mas pintou o enorme leão que domina o interior do café. 

Jorge Pires Ferreira 

Publicado no jornal Timoneiro deste mês. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Biblioteca D. António Francisco disponibiliza 22 mil livros

Retrato de D. António Francisco feito pelo pintor António Bessa
A Biblioteca D. António Francisco dos Santos foi inaugurada na noite de 14 de novembro, no Seminário de Santa Joana Princesa, com bênção e descerramento da placa por D. António Moiteiro. Na ocasião, o Bispo de Aveiro referiu que o espaço renovado existe para que se dê o encontro com a Palavra, mais do que com as muitas palavras que os 22 mil livros disponíveis contêm. 
A biblioteca, repartida por meia dúzia de salas, além dos livros gerais, com destaque para a teologia, tem uma secção para jornais e revistas, outra para assuntos aveirenses e uma sala devidamente climatizada para livros antigos. Nesta última sala está o retrato de D. António Francisco feito pelo pintor António Bessa (presente na inauguração) e as insígnias episcopais daquele que esteve à frente da Diocese de Aveiro entre 2006 e 2014. Pode-se visitar a biblioteca e requisitar livros nos dias úteis das 9h30 às 16h30 (fecha ao almoço). 
Antes da inauguração, numa sessão do auditório do Seminário, apresentou-se o livro "Caminhando com D. António Francisco dos Santos", sobre o monumento que foi construído na sua terra natal, Tendais (concelho de Cinfães). Realçou-se que o livro é um sinal de gratidão a quem constantemente mostrava gratidão a Deus e aos homens. 
O reitor do Seminário de Aveiro, P.e João Santos, agradeceu às instituições e empresas que tornaram possível a nova biblioteca. D. António Moiteiro sublinhou a "obrigação de manter a memória e o exemplo" do seu antecessor "para enfrentar os desafios dos tempos de hoje". 

J. P. F. 

Publicado no "Correio do Vouga" desta semana

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Schoenstatt - 40 anos de um "Lugar de Graças"



“Não se pode ser cristão sem um estilo de vida de oração”, disse o Bispo de Aveiro aos cerca de dois milhares de pessoas que participaram na Missa dos 40 anos do Santuário de Schoenstatt, no domingo, 20 de outubro, na Gafanha da Nazaré. Em Dia Mundial das Missões, D. António Moiteiro afirmou que a “oração está no âmago da missão” e realçou que a oração cristã é “estar diante de Deus”, é “saber que Ele nos escuta e nos dá mais do que o que pedimos”, é “dar glória pelo seu amor”, mesmo que, como aconteceu com Jesus, surjam dificuldades. 
D. António Moiteiro recordou as grandes datas do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Referiu 1914, quando o P.e Kentenich, na Alemanha, confiou os seminaristas à maternidade e educação de Maria, iniciando, a partir do santuário alemão - do qual o da Gafanha da Nazaré é cópia fiel -, um movimento que hoje está espalhado pelo mundo e que tem como elemento fundamental a “Aliança de Amor com Nossa Senhora, Mãe Três Vezes Admirável”. Apontou 1960, quando o Movimento chegou à Diocese de Aveiro, e 1965, quando na igreja da Gafanha da Nazaré havia uma imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt, a “primeira da Península Ibérica”. Em 1979, no dia 21 de outubro, também um “Dia Mundial das Missões”, foi inaugurado o Santuário de Schoenstatt. Santuário, oração e missão estão juntos. “O coração que reza é missionário”, disse D. António Moiteiro.

Publicado no jornal TIMONEIRO. 

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