quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Acreditas? Conversas sobre Deus e a religião



(Clicar nas imagens para ver melhor)

Andava hoje na lufa-lufa de descobrir onde para um livro que li há décadas sobre a etnografia da região de Lafões, do arqueólogo Mário Cardoso (que ainda não encontrei), quando dou de caras com outro que me havia deixado boa impressão — “acreditas? Conversas sobre Deus e a religião”, de Antonio Monda. Interroguei-me, então, sobre o seu teor. Procurei nos meus blogues e achei o que pretendia. No dia 3 de agosto de 2007 escrevi sobre este livro que se lê num fôlego. Diversas personalidades pronunciaram-se sobre Deus e a religião. Podem ler o que escrevi aqui. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Plano Pastoral - Família, vocação de amor e caminho de santidade


«A família cristã é a primeira e mais básica comunidade eclesial. Nela se vivem e se transmitem os valores fundamentais da vida cristã. Ela é Igreja Doméstica. Aí, os pais desempenham o papel de primeiros transmissores da fé aos seus filhos, ensinando-lhes através do exemplo e da palavra, a serem verdadeiros discípulos missionários. Ao mesmo tempo, quando essa experiência de discipulado missionário é autêntica, uma família torna-se evangelizadora de muitas outras famílias e do ambiente em que vive. A família vive a sua espiritualidade própria, sendo ao mesmo tempo uma igreja doméstica e uma célula viva para transformar o mundo. (DA 204). “A beleza do dom recíproco e gratuito, a alegria pela vida que nasce e a amorosa solicitude de todos os seus membros, desde os pequeninos aos idosos, são apenas alguns dos frutos que tornam única e insubstituível a resposta à vocação da família, tanto para a Igreja como para a sociedade inteira.”»

Ler todo o plano em Diocese de Aveiro 

O clima precisa de vontade política e honestidade

Clima precisa de “vontade política, honestidade, 
responsabilidade e valentia”, diz o Papa Francisco


O Papa Francisco questiona “se há uma verdadeira vontade política para destinar maiores recursos humanos, financeiros e tecnológicos para mitigar os efeitos negativos da mudança climática e ajudar as populações mais pobres e vulneráveis, que são as que mais sofrem”.
Numa mensagem em vídeo dirigida aos participantes da Cimeira de Acção Climática, que decorre até quinta-feira, 26, o Papa afirma que quatro anos depois do Acordo de Paris, que traduziu a vontade de uma “resposta colectiva” ao problema, os compromissos “ainda estão muito frouxos e longe de alcançar os objectivos previstos”.

Ler mais em 7Margens 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Professor Manuel Assunção preocupado com a falsa ciência

Abertura do ano académico 
na Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré 


O professor Manuel Assunção fez uma defesa do valor do conhecimento científico ao longo da vida e na sociedade em geral. Dirigindo-se aos alunos da Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré, o antigo reitor da Universidade de Aveiro afirmou que aprender é importante “para um envelhecimento ativo e uma cidadania por inteiro”. Reportando-se a Gandhi, afirmou que é preciso viver com toda a intensidade, como se não houvesse amanhã, e é preciso aprender “como se fôssemos viver para sempre”. 
Na abertura do ano, realizada na tarde de 23 de setembro, no Centro de Recursos Mãe do Redentor, que agora é a sede da Universidade Sénior, na Gafanha da Nazaré, Manuel Assunção denunciou, por outro lado, a apropriação fraudulenta da cultura científica. Em determinadas situações, “usam-se termos científicos sonantes, arranja-se um ator que veste uma bata branca” e determinados produtos passam por cientificamente comprovados ou como que possuindo certos poderes. E deu vários exemplos, dos iogurtes supostamente com poderes fantásticos à homeopatia, da “medicina quântica” ao movimento antivacinas. “Proliferam movimentos anticientíficos”, disse. 
Manuel Assunção, que fez um notável percurso académico na área da física quântica, até ser reitor da principal academia da região, revelou, naquela que foi a sua primeira intervenção pública após deixar a reitoria, que atualmente está muito interessado na relação das ciências duras com as ciências sociais e humanas e até com as artes. Considera, aliás, que os problemas que a humanidade enfrenta, como a questão ambiental e as vagas de refugiados e migrantes, exigem a colaboração de todas as formas de conhecimento. 
A Universidade Sénior da Gafanha da Nazaré surgiu há 10 anos e leciona 19 disciplinas. Entre professores e alunos, espera envolver neste ano que agora começa mais de cem pessoas. 

J.P.F.

NOTA: Texto publicado no "Correio do Vouga"

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Ano Pastoral centrado na vocação da família


Para abertura do ano pastoral e lançamento do programa diocesano, realiza-se no dia 28 de setembro uma assembleia no Seminário de Santa Joana, com início às 9h30 e conclusão depois das 16h00. Estão convidados a participar todos os padres e diáconos, um delegado por instituto religioso, um casal por paróquia e representantes de cada secretariado, movimento e associação católica. 
Como tem sido amplamente anunciado, no ano pastoral que agora se inicia, que é o segundo ano do triénio (2018-2021) dedicado à vocação à santidade, a Diocese de Aveiro refletirá sobre a vocação da família. 
A assembleia do dia 28 terá o seguinte horário: 09h30 - Acolhimento e Oração Inicial; 10h00 Leitura Pastoral de Lc 2, 41-52 (45'); 11h15 - Apresentação do projeto "Catecumenado Familiar (45'); 12h15 - Programa Diocesano de Pastoral - versão final (30'); 13h00 - Tempo de Almoço; 14h30 - Painel: movimentos e projetos de pastoral familiar; 16h00 - Fim dos trabalhos. 
A Leitura Pastoral do trecho do evangelho de São Lucas que fala da perda de Jesus no tempo de Jerusalém estará a cargo de José Carlos Carvalho, leigo, casado, doutorado Teologia Bíblica, professor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no polo do Porto.

NOTA: Publicado no "Correio do Vouga"

Oração Franciscana pela Paz



O irmão franciscano que foi reconhecido no início de 2019 como "o melhor professor do mundo", Peter Tabichi, abriu a sessão do Congresso dos Estados Unidos com a oração franciscana pela paz. 
"Foi um grande privilégio e uma honra abrir o Congresso dos Estados Unidos com a oração franciscana pela paz no Capitólio, Washington D.C. Que grande dia! Deus nos abençoe a todos", escreveu o professor de matemática e física, de 37 anos, no Quénia, na sua conta da rede social Twitter. 

Lemos no “Correio do Vouga”

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Comunicação é "uma missão" para a Igreja Católica, diz o Papa


O Papa Francisco sustentou que a comunicação é uma "missão" para a Igreja Católica, que exige investimento e "coragem". "Para a Igreja, a comunicação é uma missão. Nenhum investimento é demasiado alto para espalhar a Palavra de Deus. Ao mesmo tempo, todo o talento deve ser bem empregue, feito para dar frutos", referiu na segunda-feira, no discurso que entregou aos responsáveis da Secretaria para a Comunicação (Santa Sé), incluindo D. Nuno Brás, bispo do Funchal. 
Francisco deixou de lado o texto que tinha preparado, confiando-o a Paolo Rufhni, o primeiro leigo a desempenhar o papel de prefeito de um Dicastério da Santa Sé. Já na sua intervenção improvisada, o Papa pediu uma comunicação "austera, mas bonita", que transmita a mensagem como "testemunho" e através de "substantivos", sem adjetivar as pessoas. "Comunicação como mártires, isto é, como testemunhas de Cristo: como mártires", precisou. 
O Papa observou que, na Igreja  Católica, comunicar não é um trabalho de "publicidade", mas uma imitação do "ser de Deus", que não pode ficar sozinho, pelo que se deve transmitir "o verdadeiro, o certo, o bom e o belo". A intervenção alertou para a tentação de "resignação" perante a falta de meios, observando que os "poucos" têm a missão de ser como o "fermento, como o sal". 
A Assembleia Plenária da Secretaria para a Comunicação decorre até hoje, no Vaticano. 
Ainda na manhã do dia 23, o Papa recebeu uma delegação da União Católica de Imprensa Italiana, a quem pediu que sejam "a voz da consciência de um jornalismo capaz de distinguir o bem do mal, as escolhas humanas das desumanas". 
"O jornalista - que é o cronista da história - é chamado a reconstruir a memória dos factos, a trabalhar pela coesão social, a dizer a verdade a todo o custo: também há uma parrésia, isto é, uma coragem do jornalista, mas sempre respeitoso, nunca arrogante", apontou. 

Nota: Publicado no “Correio do Vouga” desta semana

Uma reflexão de Tolentino Mendonça para este tempo


E o outono vai-se instalando. A princípio nem parece uma estação. É quase um estado de alma, este tempo assim um pouco vago, em declive delicado, com a chuva ainda rala (mesmo se em alguns dias chega por aí aos tropeções) e o vento que parece um miúdo a aprender a assobiar. Olhamos com íntima estranheza para a brevidade destes primeiros dias, dos quais já não nos lembrávamos. Nas árvores, as folhas tremeluzem, indecisas e iluminadas, transmutadas em incríveis tonalidades. Os frutos têm perfume e sabores densos, tão diferentes daqueles que se saboreiam no verão. 
Lembro-me de um poema de Miguel Torga, que gosto de pôr a tocar como uma pequena sonata de outono:

O que é bonito neste mundo e anima,
é ver que na vindima
de cada sonho
fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
se transfigura
numa doçura
muito mais pura
e muito mais nova


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