quarta-feira, 31 de julho de 2019

Diocese de Aveiro - Nomeações para o ano pastoral de 2019-2020

Sé de Aveiro
D. António Moiteiro
Somos uma Igreja que peregrina em terras de Aveiro, com as suas luzes e sombras, mas que deseja cada dia ser fiel ao seu Senhor que, antes de subir para o Pai, traçou aos seus apóstolos todo um programa pastoral: «Ide, fazei discípulos todos os povos…, Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos tempos» (Mt 28,19-20). 
Somos conscientes de que vivemos tempos de mudança que despertam na nossa Igreja novos desafios, com os quais temos de nos confrontar. O último censo à prática dominical, realizado na Quaresma passada, é um exemplo claro disto mesmo. 
Ser Igreja significa ser povo de Deus e isto exige de todos os batizados serem fermento de Deus na nossa Diocese, lugar de misericórdia, onde todos se sintam acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo o Evangelho (cf. EG 114). 
As nomeações para o próximo ano pastoral foram as possíveis segundo as nossas capacidades de pessoas e meios, mas são também um desafio a que todos nos empenhemos na obra da evangelização. 
A vocação dos ministros ordenados (bispo, presbítero e diácono) é a do serviço na e para a comunidade à volta da Eucaristia, raiz e eixo de todas as comunidades cristãs. 

FÉRIAS – Contemplação para o equilíbrio espiritual

A imensidão do mar
"Procuremos esses momentos e esses espaços 
fazendo silêncio interior para contemplar a natureza, 
a imensidão do mar, as flores do jardim, 
o rosto daquele que está ao meu lado 
e teremos umas férias mais felizes."

Ao refletir sobre o conteúdo para uma breve mensagem de férias a enviar aos paroquianos da Gafanha da Nazaré, o meu pensamento é conduzido até à passagem bíblica das duas irmãs, Marta e Maria, que vivem em Betânia com o seu irmão Lázaro. Cristo era hóspede habitual desta família amiga onde repousava das canseiras da evangelização. Marta afadiga-se para dar conta do serviço, enquanto Maria está sentada aos pés do Senhor escutando a Sua Palavra. Perante a impaciência de Marta, o Senhor diz-lhe carinhosamente: Marta, estás inquieta e nervosa com muitas coisas; só uma é necessária e Maria escolheu a melhor parte. 
O Senhor, não desqualificando o trabalho de Marta, adverte-a do perigo da ansiedade e realça a oportunidade que a sua irmã Maria soube aproveitar: a escuta da Palavra de Deus. A intenção de Jesus não é colocar uma disjuntiva entre a ação de Marta e a contemplação de Maria. Não há oposição entre trabalho e contemplação; antes se completam; são as duas faces de uma mesma moeda; não pode estar uma sem a outra. Diz-se até que há duas maneiras de orar: com os olhos fechados e as mãos juntas (contemplação), ou com os olhos abertos e as mãos ocupadas (ação). É a fórmula síntese que S. Bento propôs aos seus monges (séc. VI): “ora et labora”, oração e trabalho. 
Iniciado mais um tempo de Verão, com as respetivas férias, depois de um ano de trabalho, com as preocupações da família, do presente e do futuro, a vida moderna e o seu ritmo vertiginoso, os problemas e as frustrações que a vida acarreta, cada um de nós sente necessidade de momentos e espaços de silêncio e contemplação para equilibrarmos o espírito, para revigorarmos a vida interior, para uma comunicação diferente, saudável e comprometida com os outros e com Deus. Procuremos esses momentos e esses espaços fazendo silêncio interior para contemplar a natureza, a imensidão do mar, as flores do jardim, o rosto daquele que está ao meu lado e teremos umas férias mais felizes.

Pe. César Fernandes
Pároco da Gafanha da Nazaré

terça-feira, 30 de julho de 2019

ACAREG - 2019 em Anadia



Com um abraço para todos, em particular para os da Gafanha da Nazaré. 

“VOZ SÉNIOR” - Um espelho que reflete vida





«Todos temos de vestir a camisola para fazermos tudo aquilo que está ao nosso alcance», no sentido de «cuidarmos da nossa casa comum», no dizer do Papa Francisco, numa perspetiva de «preservar o ambiente, missão de todos», afirmou o Pe. César Fernandes no lançamento da 3.ª edição do jornal “Voz Sénior”, órgão da Universidade Sénior (US) do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré (CSPNSN), no dia 17 de Julho, à tarde, no Salão Nobre da Junta de Freguesia.
O diretor, nosso pároco e presidente do CSPNSN, lembra, no Editorial, que as questões ambientais devem estar no «centro da vida das sociedades» e que a educação «será a chave da garantia do futuro». E nessa linha, felicitou as organizações da sociedade, autarquias e escolas que «entre nós zelam pelas questões ambientais de forma justa», bem como referiu que a «Universidade Sénior está atenta pela opção temática desta edição do jornal». Ainda sugeriu a leitura de “Laudato Si”, a “encíclica verde” do Papa Francisco.
O Pe. César, reitor da US, apontou três grandes desafios a ter em conta no próximo ano letivo, nomeadamente, a celebração dos 10 anos de vida da US; a meta dos 100 elementos, entre professores e alunos; e a utilização de um novo espaço pela US, no Centro de Recursos Mãe do Redentor, com abertura já marcada para o dia 23 de Setembro. Adiantou, entretanto, que importa criar condições para que a US seja «uma referência na área, não só do nosso município, mas também dos municípios vizinhos».
Carlos Rocha, presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, agradeceu o facto de a US ter escolhido o salão nobre da autarquia para se proceder ao lançamento do jornal “Voz Sénior”, referindo que os apoios que têm sido dados à instituição traduzem o reconhecimento do «grande trabalho que nela se faz». «A US é exemplo para muitos», adiantando que lhe agradou «ver o trabalho com qualidade sobre o ambiente», levado a cabo por professores e alunos. Afinal, trata-se de uma preocupação da autarquia, recentemente merecedora do galardão ‘Eco-Freguesia’, atribuído pela Associação Bandeira Azul Europa.
Por sua vez, Alexandre Cruz, diretor de serviços do CSPNSN e coordenador técnico da US, definiu esta universidade como «um projeto maravilhoso, de nível cultural, social e até de saúde, diria “interministerial”, sublinhando que «somos desafiados a crescer para chegarmos mais longe, por vários caminhos», abrindo portas aos mais idosos, no sentido de «saírem de casa». E afirmou que o jornal “Voz Sénior” «é um espelho do dia a dia da US; um espelho que reflete vida”.
O encontro saiu enriquecido pela atuação do  grupo coral com cavaquinhos da US.

Fernando Martins

segunda-feira, 29 de julho de 2019

FÉRIAS - Leituras, música, rádio, televisão e meditação

Ponha de lado o telemóvel 
o tempo que puder


A leitura, fonte de prazer e de cultura, não implica, necessariamente, a compra de livros. Quem há por aí que não tenha em casa alguns livros comprados há muito tempo, que nunca foram lidos? Prometa a si próprio que vai ler pelo menos um livro no mês de Agosto. Mas se não os tiver, procure visitar uma biblioteca, na Gafanha da Nazaré ou em Ílhavo, onde poderá requisitar uma ou mais obras, podendo ler também jornais e revistas. Não paga nada e pode habituar-se a estas visitas, sempre enriquecedoras. 
Se é assim para livros, também pode acontecer que haja em casa uns CD para voltar a ouvir, agora com mais calma. E ainda pode consultar a programação das rádios locais e nacionais, bem como das televisões, para na hora certa assistir a séries ou filmes da sua predileção, sem se tornar escravo das telenovelas, muitas delas sem sentido. Além disso, há programas científicos e reportagens que nos levam, seguramente, de forma virtual, nas asas da fantasia,  até paisagens de sonho e civilizações incríveis que persistem nos nossos dias. 
Já agora, permita-me que lhe sugira, como crente e católico, uns tempos de meditação. 
Boas férias… 

Fernando Martins 

quinta-feira, 25 de julho de 2019

FAZER COM ALEGRIA



«Aquilo que torna alegre a vida 
não é fazer as coisas que nos agradam, 
mas encontrar prazer nas coisas que temos de fazer.»


Ler mais aqui 

Com votos de boas férias para todos.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Museu de Santa Joana - Exposição ajuda a redescobrir símbolos do batismo

A exposição mostra principalmente vestes de crianças no dia do batismo e explica a simbologia da vela/luz, da água, dos óleos, da veste branca. Em português, francês, inglês e espanhol.



"Batismo, memórias e histórias" é o título da exposição organizada pela Paróquia de Nossa Senhora da Glória. Está patente numa sala do Museu de Aveiro | Santa Joana, até setembro.
A finalidade da exposição é avivar o batismo de cada visitante, que pode deixar escritas as suas impressões. Para a maioria das pessoas, o batismo aconteceu na infância, numa fase da vida de que não restam memórias. Mas há objetos e símbolos da cerimónia de entrada na Igreja, de celebração da filiação divina, de configuração com Cristo.
Além de algumas fotografias de celebrações na Sé de Aveiro, a exposição tem um gráfico que mostra a evolução do número de batismos na Paróquia da Glória: dos 1592 na década de 1940/49 aos 703 nos nove anos de 2010/18.
Em linha com a pastoral paroquial e diocesana de 2018/19, que apelam à redescoberta da condição batismal, a exposição é, no dizer do pároco da Glória, P.e Fausto Oliveira, uma atividade da paróquia com "dimensão de rua", como o são "mais três ou quatro" desenvolvidas todos os anos - o Cantar das Janeiras, as Festas de Verão no Parque e a Semana da Partilha.
A exposição foi preparada por uma equipa da Paróquia da Glória, coordenada por Teresa Correia, e contou com a colaboração do Museu / Câmara Municipal de Aveiro. Na Livraria Santa Joana e na loja Gato Malhado, duas montras convidam à visita da exposição que está bem perto do túmulo da padroeira de Aveiro.

NOTA: Texto e fotos publicados no semanário "Correio do Vouga", da Diocese de Aveiro.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Festa em Honra do Santo António da Coutada








 Ontem, dia 21 de julho de 2019, no lugar da Coutada, Freguesia de S. Salvador – Ílhavo realizou-se a Festa em Honra de Santo  António da Coutada. 
A procissão que se realizou pelas 17h contou com a presença de uma Fanfarra e de uma Banda Filarmónica.

sábado, 20 de julho de 2019

Santuário de Schoenstatt tem quatro décadas de vida

No dia 1 de maio de 1979, às 9 horas da manhã,
iniciaram-se os trabalhos da construção do Santuário
 (Foto de Vasco Lagarto)

Importa criar um homem novo 
para uma nova sociedade 

«No dia 6 de novembro de 1970, dava-se o facto, a meu ver muito importante. O “Símbolo do Pai”, vindo da Suíça, fazia pela primeira vez a sua entrada em Portugal — Lisboa. Para quem conhece o Movimento, sabe bem o que isso representa (…). Por isso mesmo, desabafei com o padre Domingos, dizendo: “Hoje cheira-me a grande caçada. Temos que descobrir a lebre. Ou eu me engano muito, ou este dia vai ficar gravado na história da Igreja e do Movimento em Portugal. E com esta fé, o padre Domingos e eu entrámos no meu carro — o Maresia. Demos uma grande volta, atravessámos a paróquia, sem esquecer a Barra. Já no final, o padre Domingos levou-me até aos terrenos da Colónia Agrícola.» (…) Junto da primeira casa abandonada, o padre Domingos e eu ajoelhámos e rezámos, e também sonhámos. E se conseguíssemos fazer daqui um grande Centro Espiritual, talvez mesmo um Santuário!...» E deste sonho, registado em carta que o saudoso padre Miguel nos enviou e que guardamos religiosamente, brotou o que todos conhecemos. 

O Santuário, onde se venera a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, está a caminho de celebrar as suas quatro décadas de vida entre nós, concretamente em 21 de outubro próximo. Entretanto, foram-se multiplicando iniciativas de formação e vivências que perduram ainda na memória de muitos, quais sementes que fizeram germinar correntes de espiritualidade marcantes, que irradiaram para outras paróquias e dioceses.
O Nicho foi inaugurado em 21 de maio de 1978 e a 25 de março de 1979 foi inaugurada a casa da Irmãs e dada a primeira pazada do futuro Santuário, pelo nosso Bispo, D. Manuel de Almeida Trindade. No dia 1 de maio iniciaram-se as obras de construção do Santuário de Schoenstatt. No dia 20 de mesmo mês foi benzida a pedra angular, trazida de Roma com a bênção do Papa João Paulo II. Tem encrustada na face frontal uma outra pedra do túmulo de São Pedro, que tem gravada a inscrição “Tabor Matriz Ecclesiae”. 
Como curiosidade, ocorre-nos frisar que Margarida Lencastre, irmã do padre Miguel, foi quem pegou na Pedra Angular para que o Papa a abençoasse. Não satisfeita com a bênção geral do Santo Padre, pega na Pedra e espera que o Papa passe no papamóvel a caminho dos seus aposentos. Iludindo a vigilância, corre para o Papa e aproxima a Pedra do Santo Padre, que a abençoa, agora de forma singular. 
O Santuário de Schoenstatt foi declarado Santuário Diocesano por D. António Marcelino em 21 de setembro de 1993, congregando à sua volta pessoas de todas as idades e condições sociais, procurando testemunhar que ali é bom estar. É oportuno frisar que os grandes impulsionadores da construção do santuário foram a Irmã Custódia, os padres Miguel Lencastre e António Borges e, ainda, Vasco Lagarto, sem esquecer muitos outros que deram o seu esforço e o seu entusiasmo, de muitas e variadas formas. 
É justo salientar que a espiritualidade de Schoenstatt se apoia em três pilares fundamentais: a devoção a Nossa Senhora, Mãe Admirável; os ensinamentos do padre José Kentenich, que fundou o Movimento em 18 de outubro de 1914; e o Santuário, lugar de graças, cujas réplicas estão espalhadas pelos quatro cantos do mundo, como ponto de chegada para o encontro, a oração e meditação, e ponto de partida para a missão. Tudo numa perspetiva de criar um homem novo para uma nova sociedade. 

Fernando Martins 

NOTA: Texto e foto publicados no "Timoneiro" de julho de 2019.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Papa: Os migrantes são o símbolo dos descartados


Papa Francisco em Lampedusa - 2013

O Papa Francisco disse no dia 8 de julho, numa Eucaristia com 250 pessoas migrantes e refugiadas, na Basílica de São Pedro, que os migrantes são o símbolo dos descartados do mundo atual. "Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada", disse na homilia. 
Na Missa que assinalou o 6.° aniversário da viagem à Ilha italiana de Lampedusa, o Papa explicou que pensa nos "últimos" que diariamente "clamam ao Senhor, pedindo para serem libertados dos males que os afligem", desenvolveu. 
Com Francisco estiveram cerca de 250 pessoas que foram convidadas pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral. 
"São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias", destacou, repetindo que 'não se trata apenas de migrantes!', o tema do 105.° Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que a Igreja Católica vai assinalar a 29 de setembro. 

NOTA: Texto publicado no “Correio do Vouga”