sexta-feira, 24 de maio de 2019

FESTA DO ENVIO: SEMEADORES DE ESPERANÇA









No passado dia 18 de maio, a comunidade da Paróquia da Gafanha da Nazaré recebeu o grupo de catequese do 10.º ano (cerca de 30 jovens) para celebrar a Festa do Envio. 
A festa foi precedida de uma caminhada, que teve início às 13h45 na Igreja da Cale da Vila, sob o lema “SEMEADORES DE ESPERANÇA”. 
Foi uma tarde diferente em que nos seis quilómetros percorridos (divididos em cinco estações), cada jovem teve a possibilidade, perante Deus, de refletir sobre  qual a sua missão neste mundo e de que forma iriam ser “ENVIADOS”. 
Perto da hora da festa, o grupo chegou à Igreja Matriz para celebrar a tão esperada Festa do Envio. Esta foi marcada pela emoção e pela responsabilidade assumida por cada jovem em ser “SEMEADORES DE ESPERANÇA”. Cada jovem recebeu, das mãos do Pe César, um saquinho com sementes e uma vela que lhes incumbe a responsabilidade de serem “anunciadores de paz e de amor”.
Os jovens do 10.º ano aceitaram a missão de serem “o fogo do amor de Cristo” na “vida dos que estão tristes e sem esperança”, em todas as “vidas sem respiração nem movimentos” e em toda “a luta pela vida nas suas casas”. 
Parabéns aos nossos jovens do 10.º ano e que esta vossa caminhada tenha sempre por lema esta mensagem do nosso Santo Padre, o Papa Francisco, “Sois semente que dará fruto”.

Patrick Ferreira 

É dando que se recebe

Vera Menezes


Entregar a vida cansa, magoa, dói. Eu paro e olhando ao meu redor no silêncio encontro Deus. Esta é a vida que eu escolhi. Cada um de nós, nos caminhos da nossa vida, encontra tantas pessoas, tantas oportunidades de dar amor, de partilhar sorrisos e distribuir abraços. Dar amor não é dar o que nos sobra. Dar amor é dar-nos, é dar a nossa vida, é dar tudo. Dar é das únicas coisas que ao dar se recebe em dobro. Então distribuamos amor e veremos que assim estaremos dando mais vida e cor à nossa vida. Dar acrescenta-nos vida. Pratiquemos o amor em cada dia. Procuremos em cada momento uma oportunidade de ser feliz, mas também de fazer alguém mais feliz. 
Muitas vezes escutamos que devemos todos deixar o mundo melhor do que o encontrámos. Então, o verdadeiro desafio é deixar a pessoa que encontrámos mais feliz, mais plena, mais alegre, mais cheia de amor e de paz, mais do que aquilo que a encontrei. Por isso, levo amor aonde quer que vá, deixo sorrisos nos caminhos que percorro e planto paz em cada conversa e em cada vida que encontro. 
A vida é importante demais para se levar a sério, importante demais para não nos rirmos de nós, das nossas dificuldades, defeitos e incapacidades. Haja sentido de humor e de amor. Haja a boa vontade de evoluir e ser a cada dia uma pessoa melhor. Cada dia, cada amanhecer é uma nova oportunidade de se ser feliz, de viver de amor e de paz. 
Pensemos assim: eu confio que descobri o segredo e por isso vivo dando amor. Por isso, vivo partilhando sorrisos, oferecendo abraços, distribuindo paz. É dando que se recebe, diz-nos São Francisco. Eu que tantas vezes rezei, hoje vivo. Hoje compreendo quão grande é o amor e o quanto se acrescenta em mim em amor sempre que o partilho, sempre que me dou. É uma conta de subtrair em que ganho sempre mais amor é desafio enorme em que é impossível não ganhar em amor. 

Vera Menezes

5.º Domingo da Páscoa 
– Ano C Pós-comunhão 
| 10.º ano 
18 de maio de 2019 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

CEP pede participação nas eleições com critérios da doutrina social da Igreja



Os bispos portugueses publicaram no dia 2 de maio uma carta pastoral que pretende dar critérios para as escolhas eleitorais dos católicos nos próximos atos eleitorais: eleições europeias já no próximo domingo e eleições legislativas em outubro. A carta intitula-se "Um olhar sobre Portugal e a Europa à luz da doutrina social da Igreja" e tem como pontos principais a defesa dos direitos humanos: em primeiro lugar o direito à vida, da conceção à morta natural; o direito à vida na sua componente económica; a luta contra a corrupção; o apoio aos migrantes; a unidade da Europa; o cuidar da casa comum; a distribuição de rendimentos para uma sociedade mais coesa; a conceção de um Estado que não seja centralizados nem mínimo, mas que garanta a liberdade de educação e da saúde, entre outros temas. 
"Com esta reflexão orientada pelos grandes princípios da doutrina social da Igreja, queremos contribuir para um melhor discernimento sobre as realidades do nosso País e da Europa, numa altura em que somos chamados a participar através do voto em eleições europeias e nacionais, visando a construção de uma sociedade mais justa e fraterna", concluem os bispos no documento que pode ser lido na íntegra no sítio da Conferência Episcopal Portuguesa (www.con-ferenciaepiscopal.pt). 
Na apresentação do documento à imprensa, no dia 2 de maio, no final da reunião plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, em Fátima, D. Manuel Clemente, reportando-se às eleições europeias, recordou que o atual projeto comunitário permitiu "oito décadas de paz" e disse que o mesmo representa "um valor demasiado alto para pormos em causa". 
Afirmou, na mesma linha, sentir alguma preocupação com o aumento dos movimentos nacionalistas na Europa. "Preocupados estamos sempre", disse o cardeal-patriarca, sublinhando que "os nacionalismos estão por aí, outra vez, por essa Europa fora, geralmente mal explicados, que fazem da história um pretexto para justificar opções presentes". 
Os bispos portugueses apelaram então à participação nas próximas eleições europeias a partir dos valores da "dignidade humana, do bem comum, da solidariedade e da subsidiariedade", presente nos princípios da doutrina social da Igreja (DSI). "Só intervimos como mobilizadores de consciência, somos cidadãos", afirmou D. Manuel Clemente.

J.P.F. com Ag. Ecclesia 

NOTA: Transcrito do "Correio  do Vouga"

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A IGREJA EM ÁFRICA, FERMENTO DE UNIDADE



«Neste mês de maio, o Papa Francisco faz um apelo muito especial aos cristãos de África, mobilizando também toda a Igreja na oração e proximidade com estes nossos irmãos e irmãs. A resposta do Evangelho ao mal e à destruição é o perdão, que deseja ultrapassar as feridas do passado, tendo em vista o bem de todos. As comunidades cristãs de África são chamadas, por isso, a serem as primeiras a dar passos concretos em favor da reconciliação e da paz, não apenas na aproximação e diálogo entre grupos antes divididos pela guerra, mas também com outras religiões que convivem lado a lado» 

Papa pede respeito pela vida «até à morte natural»



«O Papa apelou hoje ao respeito pela vida “até à morte natural”, num dia em que foi interrompida a alimentação e hidratação artificial a Vincent Lambert, francês de 42 anos que se encontra em estado vegetativo há dez anos.
“Rezemos por aqueles que vivem em estado de grave doença. Protejamos sempre a vida, dom de Deus, desde o início até à morte natural. Não cedamos à cultura do descarte”, escreveu Francisco, na sua conta da rede social Twitter.
O pontífice já tinha falado publicamente sobre este caso, em 2018, manifestando sempre a oposição da Igreja Católica a qualquer tentativa de introdução da eutanásia em França.
O procedimento para interromper a alimentação e a hidratação de Vincent Lambert, que foi hospitalizado em Reims em 2008, foi decidido após um processo judicial que contrapôs o hospital público universitário – apoiado pela esposa de Lambert e vários outros familiares – aos pais do doente tetraplégico.
Esta é a quarta vez em seis anos que o protocolo de fim de vida é iniciado, sendo posteriormente interrompido por recursos judiciais.»

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

José Tolentino Uma biblioteca é uma «farmácia da alma»



«D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, afirmou hoje, em Lisboa, que uma biblioteca é uma “farmácia da alma” e as palavras são “remédios” para a humanidade. 
“As mulheres e os homens vão sempre encontrar na palavra humana remédios que só encontram nesse lugar para a doença incurável que é a própria vida e a nossa humanidade”, afirmou o arcebispo madeirense no encerramento do curso de ‘Filosofia, Literatura, Espiritualidade’, promovido pela comunidade da Capela do Rato. 
Para D. José Tolentino Mendonça, o século XXI vai fazer ressurgir a centralidade das bibliotecas, hoje “olhadas mais como museus e depósitos do passado e não grandes centros de conhecimento”. 
“A palavra é o elemento capaz de explicar o humano, tem um poder curativo”, referiu o bibliotecário e arquivista da Santa Sé, acrescentando que “há discursos que curam as enfermidades”.»
 
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Cateques: Festa do envio



É já amanhã, sábado...
A FESTA DO ENVIO dos jovens do 10.º ano...
Estão todos convidados

Nota especial para os jovens do 10.º ano:
A vossa Festa do Envio será precedida de uma "Caminhada do Envio" que terá início às 13h45, na Igreja da Cale da Vila...  Para essa caminhada deverão trazer roupa e calçado confortável, algo para ir comendo ao longo da tarde, água, uma caneta e a sweat/t-shirt da Paróquia...

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Festa da Primeira Comunhão na Igreja Matriz





A comunhão é para nos unirmos mais a Jesus

“A comunhão é para nos unirmos mais a Jesus”, disse o nosso Prior, P. César Fernandes, sugerindo às 97 crianças, unidas à volta do altar, que dissessem aos seus pais que queriam receber mais vezes Jesus Sacramentado, na Eucaristia. A festa da Primeira Comunhão celebrou-se no domingo, 12 de maio, na Igreja Matriz da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, pelas 10h30, com o templo completamente cheio de familiares e amigos das crianças, que se apresentaram motivadas para acolher o “Jesus escondido” na hóstia consagrada.
Foi ao som do cântico “Somos as crianças de um mundo,/que necessita da nossa alegria,/ que necessita de corações abertos/e de um sorriso cheio de vida” que se iniciou a cerimónia, com tudo bem ensaiado, graças ao trabalho dedicado das catequistas do 3.º ano da Catequese, Dulce, Júlia, Luzia, Fátima e Rosa, mas ainda da Dânia, Cristina e Patrícia, sob a direção no nosso pároco. Os cânticos saíram  afinados, sendo de salientar a dedicação de Marlene Cirineu que os ensaiou.
Na introdução, a catequista Patrícia frisou que “Ao longo desta caminhada, com o apoio dos pais” e com o testemunho das catequistas, depois de terem “celebrado o sacramento da Reconciliação”, as crianças estavam preparadas para receber “Jesus vivo no sacramento da Eucaristia”.
O pai da catequista Dulce lembrou que ”a família é para a vida toda”, “com momentos bons” e outros “menos bons”, unindo todos os seus membros pelo perdão. E apelou aos presentes para que nos habitássemos  a pedir perdão “pelas vezes que não soubemos dar importância ao saber perdoar”.
À homilia, o nosso prior salientou que este domingo também era o Dia do Bom Pastor, razão para nos sentirmos chamados, “de forma muito especial, a servir os outros: homens, mulheres e crianças”. Afirmou que não podemos ser agressivos e que é importante acreditar que Deus nos chama para servir a Igreja, servindo os que mais precisam. Os sacramentos que recebemos também nos ajudam a perceber que Jesus nos chama para seguirmos as nossas vocações.
No momento da comunhão, a catequista Cristina esclareceu que, ao longo destes três anos de catequese, “demos a conhecer Jesus a estas crianças”, sentindo que “cresceu nelas um desejo muito grande de O receber”. E adiantou que “comungar é um ato de fé”, na esperança de que “essa fé cresça com amor e alegria nestes pequenos corações”.
No final da Eucaristia realizou-se a procissão em honra do Santíssimo Sacramento, acompanhada por orações e cânticos transmitidos por aparelhagem sonora e acompanhados pelas crianças, cada uma  levando uma flor branca, símbolo da alegria e da pureza de coração.

Fernando Martins

NOTA: Fotos de Gabriel Faneca

sábado, 11 de maio de 2019

Festa da Primeira Comunhão - Mensagem do nosso pároco

Amanhã, domingo, Eucaristia das 10h30


A minha mensagem dirige-se a todos os pais que têm filhos a fazer a primeira comunhão neste dia 12 de maio de 2019. Os vossos meninos e meninas que recebem Jesus no seu coração pela primeira vez são a grande alegria para os seus catequistas e para o sacerdote, que se emocionam com os seus olhos cintilantes, com a sua maravilhosa inocência e com os seus sorrisos irrequietos. Eles são também os prediletos de Jesus que disse: “Deixai vir a Mim as pequeninos! Não os impeçais”. 
Os vossos filhos, orientados pelos seus catequistas, prepararam-se para a primeira comunhão com muito empenho e diligência porque é o primeiro encontro que eles fazem com Jesus e, certamente, é um momento de intensa comoção e de profunda felicidade. É um dia que eles irão recordar sempre pelo seu grande fervor e puríssima alegria. 
Queridos pais, deixo-vos alguns pensamentos para que os possais ajudar a manter sempre límpida a sua fé e o seu amor ao “Jesus escondido” no Pão Eucarístico. Jesus está presente connosco. Jesus ressuscitou e subiu ao céu, mas quis ficar connosco e para nós em todos os lugares da terra. 
Antes de morrer na cruz, instituiu a Eucaristia, transformando o pão e o vinho na Sua mesma Pessoa e dando aos Apóstolos e Seus sucessores, Bispos e Sacerdotes, o poder de O tornarem presente na Santa Missa onde nos podemos unir intimamente a Ele pela Sagrada Comunhão. Assim, todos nós e os vossos filhos deveremos receber Jesus com frequência. Jesus é o seu maior amigo. É o nosso companheiro de caminho. Certamente, eles têm muitos amigos, mas que não podem estar sempre com eles e nem sempre os podem ajudar, ouvir e confortar. 
Jesus é o amigo que não os abandona, que os conhece pelo nome, que os segue, os acompanha e os conforta. E com Ele podem falar sempre e abrir-lhe o coração com afeto e confiança. Jesus espera-nos. A vida neste mundo é uma viagem para o Paraíso. É lá a nossa pátria, a nossa casa. Não temos aqui morada permanente. 
Receber Jesus com frequência é viver e saborear um pouco o Paraíso, é estarmos sempre a caminho da casa do Pai. Além destas dimensões da vida cristã, tenho a dizer-vos a vós, pais e familiares, amai os vossos meninos e meninas, edificai-os, sede dignos da sua inocência e do mistério encerrado na sua alma. Eles têm necessidade de amor, delicadeza, de bom exemplo e maturidade. Não os priveis desses valores. Lembrai-lhes também todas as crianças que sofrem, que são perseguidas e morrem por acreditarem N’Ele. 

P. César Fernandes 
Pároco da Gafanha da Nazaré

Informações Paroquiais


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Decreto do Papa sobre abusos sexuais: "Vós sois a Luz do Mundo"


O Papa Francisco publicou uma carta apostólica, sob a forma de motu proprio (decreto), pela qual estabelece que cada diocese tem de criar um organismo próprio para receber denúncias  de abusos sexuais que os clérigos terão de comunicar ao seu bispo. Depois disso, cada bispo será responsável pelo andamento do processo ou pelo encobrimento dos casos.

Logo a abrir a Carta Apostólica, o Papa Francisco diz que «Nosso Senhor Jesus Cristo chama cada fiel a ser exemplo luminoso de virtude, integridade e santidade. Com efeito, todos nós somos chamados a dar testemunho concreto da fé em Cristo na nossa vida e, de modo particular, na nossa relação com o próximo.» E acrescenta: «Os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis. Para que tais fenómenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja. Isto só se torna possível com a graça do Espírito Santo derramado nos corações, porque sempre nos devemos lembrar das palavras de Jesus: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Embora já muito se tenha feito, devemos continuar a aprender das lições amargas do passado a fim de olhar com esperança para o futuro.»


Ler a Carta Apostólica aqui