Igreja da Chave



O desenvolvimento demográfico da Gafanha da Nazaré, dividido pelos lugares da Cambeia, Chave, Bebedouro, Marinha Velha, Cale da Vila, Praia da Barra, Forte e Remelha, tornava-se incomportável para a igreja matriz, normalmente repleta de fiéis nas cerimónias principais. Acrescia a distância que separava os lugares do centro geográfico da freguesia, onde estava a igreja matriz, que obrigava o povo a grandes deslocações, porque a maioria não tinha acesso aos meios de transporte automóvel. Tudo isso contribuiu, e de que maneira, para o desabrochar no coração e na vontade das populações a necessidade de construir um novo templo para o culto e catequese, como veio de facto a acontecer. Assim na Praia da Barra, na Cale da Vila e na Chave.
O estudo da ideia foi da lavra do Padre António Maria Borges, que fez uma maqueta em barro. David Carlos Branco sugeriu uma alteração no telhado e Armando Fidalgo Cravo elaborou o projeto. Era prior o Padre Miguel Lencastre de saudosa memória. 
Tudo isto e muito mais é contado na monografia da paróquia “GAFANHA — Nossa Senhora da Nazaré”, de Manuel Olívio Rocha e Manuel Fernando da Rocha Martins. Ali se diz que o terreno foi oferecido verbalmente por Maria da Neves Serafim, doação essa que foi concretizada, após o seu falecimento, pelo marido e filhos. E a primeira enxadada para os alicerces foi dada por Prazeres Cravo, que na altura até fez uns versos alusivos ao ato. As despesas ultrapassaram os mil contos, que foram atenuados pelo donativo de 500 contos de Bárbara Oliveira, em memória de seu marido, Capitão Ferreira da Silva, que nutria pelo seu cantinho da Chave uma simpatia especial. A inauguração solene ocorreu no dia 8 de dezembro de 1980, com a imprescindível presença de D. Manuel de Almeida Trindade, sendo pároco interino o Padre António Maria Borges. O Padre Miguel estava no Brasil em ano sabático.

Fernando Martins

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