sábado, 5 de agosto de 2017

Padre Pedro José - Sobre as mudanças dos padres



Pe. Pedro José

COMUNICADO PAROQUIAL: “Sobre as mudanças dos padres”

1. D. António Moiteiro olhando às necessidades da Diocese tornou públicas as diversas nomeações para o ano pastoral de 2017-18. No arciprestado de Ílhavo, vai haver alterações principalmente nas paróquias da Gafanha da Encarnação e Gafanha do Carmo e, indiretamente, na Gafanha da Nazaré. A primeira passará a ter como pároco o Pe Gustavo Fernandes (ordenado, em julho de 2016). A segunda, o Pe Ângelo Silva, que acumulará com a paroquialidade da Praia da Barra e da Costa Nova (este ano completei 20 anos de ordenação juntamente com o Pe. Ângelo e o Pe. Torrão, fomos ordenados juntos em 13-07-1997).

2. Na condição de pároco da Gafanha do Carmo (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2013) e da Gafanha da Encarnação (desde Agosto 2015 e vigário paroquial desde 2010) e vigário paroquial da Gafanha da Nazaré (desde 2010), comunico que irei ser pároco das paróquias de Bustos e Mamarrosa (onde trabalhara o Pe Gustavo Fernandes), fazendo a transição até aos fins de Setembro, o que será oportunamente anunciado. Serei ainda vigário paroquial de Oliveira do Bairro e Palhaça, estas paróquias terão como pároco o Pe Francisco Melo, regressado dos estudos em Roma.


3. Procurei falar (mas não o terei conseguido fazer a 100%), pessoalmente e/ou em grupo, com os elementos dos Conselhos Pastorais, dos Conselhos Económicos, dos Órgãos Diretivos do CSP da Gafanha da Encarnação, dos Coordenadores(as) e Responsáveis das Pastorais e Serviços, com diversas Pessoas que me aconselharam no exercício desta Missão, Etc. E fiz desses diálogos/conversas a partilha da Verdade que queremos descobrir e viver juntos, preferencialmente, como pároco, das Paróquias do Carmo e da Encarnação, e menos, na Nazaré, onde resido, como vigário paroquial. Ouvi muitas pessoas e também fui ouvido por muitas pessoas: dou graças ao Espírito Santo. Experimentei fragilidade e transparência, medo e coragem, proximidade e distância, família e união. Estas “mudanças dos padres” nem sempre são desejadas, compreensíveis ou previsíveis. Mas são a vida (a)normal da Igreja em Missão. Na mudança quero olhar o “dedo de Deus” e as “necessidades humanas”. O resto não sei bem, acredito e procuro rezar.

4. Procurei fazer a transição através das pessoas e dos desafios/problemas em cada realidade paroquial diferente. Prestarei Contas Paroquiais, onde ainda não o fiz, e junto das instâncias de direito e como dever de consciência. Em avaliação, muito resumida e infiel, tentarei corrigir as faltas e guardar as graças:

- Aos Pobres e desvalidos – não ouvi nem servi como devia, embora os respetivos Grupos Paroquiais da Cáritas, estejam em reformulação nas pessoas e, também, nos recursos físicos em curso; - aos Doentes e às pessoas carentes, na ajuda humana e espiritual – não fui suficientemente vezes ao Hospital ou a Cada Casa indistintamente… Mas ouvi muitas Confissões, celebrei muitas Unções (sacramentais e não só…) que me fizeram crescer como padre; - da Catequese das crianças até à formação dos jovens; - não ouvi nem instrui como devia mas fizemos celebrações fortes (com ajuda e generosidade importantíssima dos Grupos Corais) que deixam sementes a cuidar; - nas Direções de Instituições; nos Movimentos e Serviços Pastorais, nas Comissões de Festas, nos Agrupamentos de Escuteiros; na EAP de Ílhavo; nos Serviços que não consigo retratar e lembrar…– não estive e não acompanhei na devida competência… O “Lugar e Tempo dos Leigos” é insubstituível: padre que não o reconhece “perde oportunidades pastorais…”; - da Oração à formação cristã dos adultos, nas suas várias vertentes; - as «Missas» são a nossa formação permanente e não só…; “o complexo é simples”: fazer uma «visita diária» ao Santíssimo Sacramento, nos sacrários paroquiais…; continuarei a rezar por todos os irmãos defuntos cujos Funerais que “presidi” (difícil doutrina da “comunhão dos santos”: tenho os “santinhos” de todos(as)!!!); no “resto” quase tudo está por fazer e fortalecer, mas nunca estaremos sozinhos… - da atenção e ajuda constante ao Mundo, nas Pessoas e Instituições e Associações diversas… – ouvi e tomei dois dedos de conversa (às vezes depressa de mais…): com muita «boa gente» e dou, especialmente, graças a Deus pelo dom da Tolerância e da Cidadania. Para o «Fim» caminhamos que é tudo o que temos que «ser e fazer»... Hoje e Agora (depois de termos e darmos as Chaves da Obrigação e, sobretudo, da Missão, continuar: “Aprender, Aprender, e novamente Servir”. Quanto mais Aprender a ser Padre/Pároco…, e aprendi com todos os Padres com quem fiz Equipa Pastoral, a partir da Residência da Gafanha da Nazaré (Pe. Francisco Melo, Pe. Hélder Ruivo, Pe. João Santos, Pe. João Sarrico e Pe. César Fernandes), e no Arciprestado de Ílhavo, ao longo destes 7 anos, melhor será o “meu” Serviço às Comunidades presentes e futuras.

5. Continuo a pedir a Vossa Oração (temos de enviar «mais» Pré-Seminaristas e Seminaristas, como já o fizemos, com ajuda de Catequistas e das Famílias, bem como «promover» todas as Vocações de Consagração e temos de o fazer de Coração «mais» generoso… ). Peço o Perdão pelos meus erros/falhas pastorais e humanos, e pelo temperamento impaciente. A Bênção de Maria, para cada um de Nós e nossas Famílias, como Mãe da Igreja e respetivas Padroeiras em Cada Comunidade, nos acompanhem sempre na Vida e no Serviço. Mais duas palavras finais: Muito Obrigado e a Vossa Oração é Muito Importante!

Pe. Pedro José, pároco da Gafanha do Carmo e da Gafanha da Encarnação, e vigário paroquial, da Gafanha da Nazaré, 04-08-2017.

Sem comentários:

Enviar um comentário