sábado, 23 de setembro de 2017

Frei António das Chagas — Conta e Tempo



Conta e Tempo
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Frei António das Chagas,
in Antologia Poética

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Informações Paroquiais de 24 de setembro a 01 de outubro de 2017


1 – Amanhã (Hoje) reunião do Apostolado da Oração, às 15:00 Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

2 – A catequese na nossa paróquia começa na próxima segunda-feira, dia 25 de Setembro.

3 – Reunião para o Conselho Pastoral Paroquial, quarta-feira às 21:00Horas, na Biblioteca da Igreja Matriz.

4 – No próximo Domingo, dia 01 de Outubro, recomeça a Eucaristia das 10:00 e das 11:15 na Igreja Matriz.

5 – As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma) devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá uma duração de dois anos.

6 – No próximo fim-de-semana será a apresentação e acolhimento das crianças, adolescentes e jovens da catequese na nossa paróquia. Sábado na missa das 19:00 Horas para os catequizandos do 7º ao 12º ano. Domingo na missa das 10:00 Horas para os catequizandos do 1º ao 3º ano e na missa das 11:15 para os catequizandos do 4º ao 6º ano.

Cruzeiros da Gafanha da Nazaré

Um pouco de história


A propósito dos Cruzeiros da Gafanha, o Padre João Vieira Rezende diz, na sua Monografia da Gafanha, que o primeiro Cruzeiro de que há memória “deveria ter existido em 1584, ‘perto da ermida de Nossa Senhora das Areias’ em S. Jacinto”, segundo reza um alvará régio, com data de 20 de maio daquele ano. E acrescenta, talvez para espanto de alguns, que considera S. Jacinto, “por muitos motivos, pertencente à região da Gafanha”, porque “era-o realmente antes da abertura da Barra em 1808”.
O autor refere depois que “o segundo Cruzeiro foi construído na Gafanha da Nazaré em data que ignoramos. Foi posterior à data da construção da demolida capela de Nossa Senhora da Nazaré e distava dela uns 550 metros para o sudeste. Ficava junto ao caminho (hoje estrada) que ligava Ílhavo com a dita capela. Inaugurada a nova igreja paroquial em 1912, foi mudado para o sítio que hoje ocupa, a 350 metros do local da demolida capela e a 750 da nova igreja matriz. É muito simples, de granito e com os seus três degraus mede 3 m.”
Desde sempre recordo que as procissões das festas da paróquia da Gafanha da Nazaré passavam, e continuam a passar, pelo Cruzeiro, habitualmente enfeitado nesses dias.
Em 1994, segundo regista uma inscrição inserta na pequena rotunda que foi implantada no cruzamento de várias vias, o Cruzeiro foi mudado, mais uma vez. A inscrição diz assim: “Vila G. Nazaré 1994”
Aproveito para dizer que os cruzeiros são, obviamente, símbolos cristãos, evocativos de datas marcantes. Nada têm a ver, como algumas pessoas pensam, com Pelourinhos. Os Pelourinhos eram símbolos do poder e da justiça. Neles eram acorrentados e expostos os condenados, que sofriam castigos severos, sendo nomeadamente açoitados. Os Pelourinhos não serviam, como algumas pessoas também admitem, para enforcar ninguém. As Forcas eram construídas, para esse efeito, normalmente, fora dos povoados.

Fernando Martins

O esplendor do outono



«Exultai, filhos de Sião,
alegrai-vos no Senhor, vosso Deus,
porque Ele há-de mandar-vos
as chuvas do Outono no devido tempo
e fará cair sobre vós chuvas copiosas,
as chuvas do outono e da primavera,
como no princípio.
As eiras se encherão de trigo,
e os lagares transbordarão de vinho e azeite.» (Joel 2, 23-24)

«O outono é hoje de outro mundo. Imprime
uma luz que diríamos abstrata.
Do que subtrai é que ilumina. O timbre
é de um desfasamento que consagra
a cesura, que entrega o imprevisível
sem o vínculo algébrico das tábuas.» (Fernando Echevarría)

Li aqui 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

«Portugal Católico. A beleza na diversidade» - uma obra de referência



«Os diretores do projeto ´Portugal Católico´ afirmaram em declarações à Agência ECCLESIA que a obra “não é uma prova de vida”, mas de “intensa vitalidade” da Igreja Católica em Portugal, numa “visão complexa” e “multicolor”.
‘Portugal Católico – A beleza na diversidade’ é uma obra com 800 páginas que reúne 204 artigos sobre as expressões, projetos e dinamismos do catolicismo em Portugal, escrito por 190 autores de diferentes sensibilidades, com direção de José Carlos Seabra Pereira, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e José Eduardo Franco, historiador.»

Fonte: Ecclesia

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Dar o salto em busca de novos conhecimentos


“As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma), devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá a duração de dois anos.” Este foi um aviso lido nas Eucaristias do último fim de semana e publicado no blogue da paróquia. Foi oportuno e merece, por isso, o nosso destaque, pois se reveste de enorme interesse para quem pretende celebrar os sacramentos da iniciação cristã, mas também para quem deseja aprender ou aprofundar conhecimentos relacionados com a cultura geral, onde cabe, perfeitamente, a religião e a abertura ao transcendente.
Na minha vida, tenho deparado com muita gente que aborda assuntos religiosos, com críticas, acusações e afirmações de muito mau gosto, mostrando à saciedade uma ignorância atroz. São adultos que falam de temas religiosos com base apenas na catequese de infância, mostrando que nada têm lido ou aprendido nos atos de culto, se é que neles participam. Urge, portanto, dar o salto em busca de novos conhecimentos.

Fernando Martins

sábado, 16 de setembro de 2017

Informações Paroquiais de 17 a 24 de setembro de 2017


1 – Domingo, dia 17, realiza-se a Festa em Honra de Nossa Senhora dos Navegantes, com a tradicional procissão pela ria, que terá início na Igreja da Cale da Vila, às 14:00 Horas e seguirá pela ria até ao Forte da Barra onde será celebrada a Eucaristia às 16:30, junto à Capela de Nossa Senhora dos Navegantes. Apela-se à participação da Irmandade, dos Escuteiros e Movimentos da Paróquia.

2 – Em virtude dos trabalhos pastorais do arciprestado, segunda e terça-feira não haverá Eucaristia das 19:00 Horas na Igreja Matriz, nem atendimento de Cartório por parte dos Sacerdotes. 


3– No próximo Sábado, dia 23 de Setembro, será a apresentação da Catequese:

1º Ano – 11:00 Horas; 7º Ano – 15:00 Horas;
2º Ano – 10:30; 8º Ano – 15:30;
3º Ano – 10:00 Horas; 9º Ano – 16:00 Horas;
4º Ano – 09:30; 10º Ano – 16:30;
5º Ano – 14:00 Horas; 11º e 12º Anos – 17:00 Horas;
6º Ano – 14:30;

Os encontros realizam-se no Auditório Mãe do Redentor, na Igreja Matriz. Estes horários encontram-se afixados no placar no átrio da Igreja.
 
4 – As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma) devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá uma duração de dois anos.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Faleceu D. António Francisco, antigo Bispo de Aveiro


D. António Francisco dos Santos faleceu no dia 11 de setembro, aos 69 anos, na Casa Episcopal da Diocese do Porto. O Bispo do Porto sentiu-se mal de manhã, ainda chamou o INEM, mas morreu às 9h30, de ataque cardíaco. A emergência médica ainda esteve no Paço Episcopal, mas não conseguiu salvar aquele que foi bispo de Aveiro, de 2006 a 2014. O funeral realizou-se no dia 13 de setembro, na Catedral do Porto. Na Sé de Aveiro, D. António Moiteiro presidirá a uma missa de sétimo dia na segunda-feira, 18 de setembro, às 19h.
D. António Francisco foi ordenado bispo no dia 19 de março de 2005, na Sé de Lamego, para ser auxiliar na arquidiocese de Braga. Foi nomeado Bispo de Aveiro no dia 21 de setembro de 2006, tendo entrado solenemente na diocese no dia 8 de dezembro do mesmo ano. No dia 21 de fevereiro de 2014 foi nomeado Bispo do Porto, sucedendo a D. Manuel Clemente, e tomou posse a 5 de abril do mesmo ano.
O falecido bispo era natural de Tendais (29 de agosto de 1948), no concelho de Cinfães (Diocese de Lamego) e foi ordenado padre em dezembro de 1972.
Na Conferência Episcopal Portuguesa, ocupava atualmente o cargo de presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

“Junto de Deus, intercede
pelas dioceses que serviu”

D. António Moiteiro, reagindo à morte do seu antecessor, afirmou que “era um homem que pela fé acreditava na bondade do ser humano e que pela mesma fé manifestava muitas qualidades pessoais. Era muito amigo, muito próximo, muito inteligente. Sabia encontrar em cada pessoa um amigo e a todos correspondia com respeito e amizade”. O atual bispo de Aveiro realça que D. António Francisco deixou na diocese “marcas muito fortes de trabalho, amizade, proximidade, à maneira do Bom Pastor”.
Encontrando-me na peregrinação diocesana a Compostela quando a sua morte se tornou notícia, D. António Moiteiro constatou nos peregrinos a “consternação que se instalou entre todos, sinal da amizade e dos seus modos de ser pastor à maneira de Cristo com que marcou a Diocese de Aveiro”.
“Com fé na ressurreição, cremos que ele está agora junto de Deus e que intercede pelas comunidades e dioceses que serviu”, concluiu o Bispo de Aveiro.

Nota: Texto publicado no "Timoneiro" de setembro

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Catequese Paroquial — Informação aos pais

Igreja matriz da Gafanha da Nazaré

No Próximo dia 23,  
vai decorrer a apresentação da Catequese, 
por anos, nos seguintes horários

1.º Ano - 11:00 Horas;
2.º Ano - 10:30 Horas;
3.º Ano - 10:00 Horas;
4.º Ano - 09:30 Horas;
5.º Ano - 14:00 Horas;
6.º Ano - 14:30 Horas;
7.º Ano - 15:00 Horas;
8.º Ano - 15:30 Horas;
9.º Ano - 16:00 Horas;
10.º Ano - 16:30 Horas;
11.º Ano - 17:00 Horas;
12.º Ano - 17:00 Horas;

No dia 25 de setembro, vai iniciar-se a Catequese, com a apresentação dos catequizandos, nas Eucaristias, pela seguinte ordem:

Dia 30 setembro – Apresentação dos catequizandos do 7.º ao 12.º ano à Comunidade, na Eucaristia das 19h;

Dia 01 de outubro – Apresentação dos catequizandos à Comunidade, do 1.º ao 3.º ano, na Eucaristia das 10h, e do 4.º ao 6.º ano, na Eucaristia das 11h15.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Escuteiros da Póvoa do Varzim estiveram entre nós

Os escuteiros aprendem coisas 
que não aprendem em casa







O Agrupamento n.º 38 do CNE (Corpo Nacional de Escutas) da Matriz da Póvoa do Varzim esteve na Gafanha da Nazaré, mais concretamente no Centro de Recursos Mãe do Redentor, tendo participado na Eucaristia de sábado, pelas 19h, na nossa igreja paroquial. A secção de Exploradores (dos 10 aos 14 anos) vivenciou uma atividade denominada passagem, já que alguns vão entrar, automaticamente, no próximo ano escutista, com início em outubro, na secção dos Pioneiros.
O chefe Donato Teixeira disse-nos que esta ação escutista representa uma mudança de lenço, passando do verde para o azul, o que corresponde a atividades adequadas a jovens com mais de 14 anos. E sobre o porquê de terem vindo para a nossa terra, adiantou-nos que isso se ficou a dever às boas relações existentes entre o Agrupamento n.º 38 e o Agrupamento n.º 588 da  paróquia de Nossa Senhora da Nazaré.
O Agrupamento n.º 588 esteve na Páscoa, Domingo de Ramos, na Póvoa do Varzim, onde a chefe Fátima Simões lhes lançou o convite para visitarem a nossa região, num gesto de reciprocidade habitual entre escuteiros. «E cá estivemos nesta terra muito bonita; sendo esta uma boa forma de podermos ver coisas diferentes», disse.
O chefe desta atividade garantiu-nos que apreciaram sobremaneira «a hospitalidade das pessoas» e o «acolhimento de braços abertos da chefe Fátima Simões». E acrescentou: «Fomos visitar o Museu Marítimo de Ílhavo e o Navio-museu Santo André; também apreciámos a Mata da Gafanha com os seus pinheiros.» «É que, na nossa região, só há eucaliptos; não estraguem a esta mata», frisou.
Donato Teixeira salientou «o espírito de camaradagem e de entreajuda, no sentido de que o mais velho ajuda o mais novo, e o respeito pela natureza», regras cultivadas no escutismo. No fundo, referiu o chefe, os escuteiros aprendem nestas atividades «muitas coisas que não aprendem em casa, onde bastantes passam a vida a ver televisão».
Fátima Simões lembrou que a presença entre nós dos exploradores da Póvoa do Varzim resultou da vontade deles nos visitarem. E referiu: «Há dois anos fui contatada para dar guarida a um grupo de escuteiros da Póvoa do Varzim, este mesmo que agora esteve entre nós; iniciámos aí uma aproximação que promove, entre agrupamentos, trocas de saberes e de experiências úteis a todos.» Disse ainda que na Póvoa do Varzim «fomos muito… muito bem tratados».

Fernando Martins

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Georgino Rocha — A Alegria do Casal no dia-a-dia

VIVER A ALIANÇA REFEITA
A ALEGRIA DO CASAL NO DIA-A-DIA


“Só quem não conhece a fragilidade humana, designadamente na relação conjugal, é que se admira do número crescente de divórcios e separações entre os recasados ou situações similares”, diz-me um colega versado na pastoral familiar, em tom de leve censura a quem vem a público mostrar a sua estranheza. Sinto-me atingido também e apresento-lhe algumas razões subjacentes a este facto.

Lembro a experiência inicial da relação, certamente feliz, o sonho lindo de que essa experiência seja definitiva, a capacidade de superar divergências de opinião, a paciência adquirida com a tolerância de momento, a abertura ao outro e ao seu bem maior, a geração e educação dos filhos, quando os há, as expectativas dos pais, a promessa de amor mútuo feita no registo civil e o selo sacramental da celebração na Igreja e a aprendizagem de saber lidar com o insucesso ocorrente.

À medida que ia enumerando factores positivos, dava conta que o meu amigo se distanciava psicologicamente de mim, chegando mesmo a interromper-me e a mostrar outras razões. Traz à conversa a fragilidade de toda a opção humana, especialmente quando envolve a decisão livre de outra pessoa, a verdade do casamento assente no conhecimento consciente do que está em causa, a instabilidade emocional fomentada pelo ambiente sociocultural e profissional, a precariedade da aliança assumida, para não mencionar, diz-me, o significado do matrimónio cristão como casar na Igreja que nos faz testemunhas singulares do amor de Deus. E conclui: Sem aptidão comprovada para realizar actos humanos, não existe a verdade do casamento, ainda que se realizem cerimónias de “partir” o coração e os amigos vibrem de alegria.