quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ADVENTO . Bendita és tu entre as mulheres



«Conta o evangelista S. Lucas: «Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor."» (Lc 1, 39-45).»

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ADVENTO — Caminhos de procura e esperança


Advento

É uma multitude de caminhos
de procura e esperança
para percorrer em ritmo ligeiro
seguindo as pegadas:
de Abraão, nosso pai na fé,
de Jacob, apaixonado, astuto e tenaz,
de Moisés, conhecedor de desertos e guia do seu povo,
de Isaías, profeta e cantor de um mundo novo,
de Jeremias, sensível aos sinais dos tempos,
de João Batista, o precursor humilde e consciente,
de José, um enraizado e com a vida alterada,
de Maria, crente e grávida,
e com olhos fixos em quem vai nascer
em qualquer lugar e circunstância.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Festa de Natal da Catequese




Advento

Nem medo nem recusa perturbaram
A graça que em Ti cumpre a sua obra:
Ofereceste a Deus aquele silêncio,
Onde habita a Palavra.

Em Ti desponta a aurora da justiça,
O mistério do reino que há-de vir;
A sombra do Espírito que desce
Teu coração preserva.

Por Ti, Maria, Mãe imaculada,
Ao Céu se eleve o nosso humilde canto:
Louvor e glória a Deus três vezes santo,
Por toda a eternidade.

Liturgia das Horas

domingo, 10 de dezembro de 2017

MAGNIFICAT



1. A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

2. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.

3. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.

4. A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.

5. Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.

6. Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.

7. Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.

8. Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,

9. como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.

sábado, 9 de dezembro de 2017

O NATAL NÃO É ORNAMENTO

Magos a caminho. Eles sabem que o Menino está a chegar

O Natal não é ornamento


O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda 
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas

Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!

Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

José Tolentino Mendonça

NOTA: Presépio montado pelo Pedro sacristão.

Bagão Félix assume a importância da sua fé

No passado dia 6, na “Grande Entrevista” da RTP, de Vítor Gonçalves, António Bagão Félix afirmou: “Eu não sei se Deus existe ou não existe, mas vivo no pressuposto de que Deus existe.”
Como reconhecido cristão e católico, Bagão Félix falou sobre a sua fé, dizendo que ela assume uma dimensão muito importante na sua vida e que tem necessidade que ela exista, para explicar porque é que está aqui e qual o sentido da sua vida.
A certa, altura Bagão Félix disse também que a sua fé é estruturada na dúvida e não na certeza, pois se estivesse certo não estaria a ter fé.
Neste tempo de Advento, todos nós renovamos a nossa fé em Cristo, que nasce novamente nos nossos corações, mas não devemos ter receio de ter dúvidas, nem as devemos reprimir, pois o que é a fé sem a existência da dúvida?
Procuremos, durante o Advento, ser mais introspetivos de modo a prepararmo-nos para acolher Jesus Cristo.

José Miguel Nunes Rocha

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Provérbios para o serão de Natal

O nosso  presépio 

Ande o frio por onde andar, há-de vir pelo Natal.
De Todos-os-Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
Natal à 2.ª feira, lavrador larga a eira.
Do Natal a Santa Luzia, cresce a noite e mingua o dia.
Dos Santos ao Natal, é Inverno natural.
Mal vai Portugal se não há três cheias antes do Natal.
Não há ano afinal que não tenha o seu Natal.
No dia de Natal têm os dias bico de pardal.
No Natal semeia o teu alhal se o quiseres cabeçudo pelo Entrudo.
Pelo natal se houver luar, senta-te ao lar; se houver escuro, semeia tudo.
Pelo Natal, cada ovelha no seu curral.
Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.
Pelo Natal, sachar o faval.
Pelo Natal, tenha o alho bico de pardal.
Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal.
Quem varejar antes do Natal, deixa o azeite no olival.
Se te queres livrar de um catarral, come uma laranja antes do Natal.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

FERNANDO MARTINS — NATAL DA ESPERANÇA

Presépio de Carlos Matos 

1.Disposição do espírito que induz a esperar
que uma coisa se há de realizar ou suceder.
2. Expectativa.
3. Coisa que se espera.
4. Confiança.
5. Religião: Uma das virtudes teologais.

Dos dicionários



1. Para os cristãos, a esperança é mola real da fé, que Deus não deixará de oferecer aos homens e mulheres de boa vontade. Predispondo-se a recebê-la, cada um dos que buscam o Todo-Poderoso precisa de cultivar o dom da espera, que também é, ano após ano repetido por esta altura, uma excelente ocasião que a Igreja nos proporciona para revivermos a esperança alguma vez já experienciada. Daí a beleza da quadra natalícia que atravessamos e que nos faz sentir que a meta esperada está à porta do presépio de Belém, onde a humildade humanizada nos aproxima indelevelmente uns dos outros.
A esperança, a tal disposição do espírito que nos induz a esperar que uma coisa se há de realizar ou suceder, não é atitude espontânea e passiva. Muito menos inata. Ela precisa de ser aprendida e cultivada, educada e alimentada, para se tornar paciente e consciente de que Aquele que há de vir se sinta bem em nós e connosco, alargando-se ao mundo inteiro, como reflexo da Estrela de Belém que a todos ilumina e aquece.

2. A expectativa de quem sonha um mundo novo, assente n’Aquele que é Caminho, Verdade e Vida, pode gerar a alegria que só nos enriquece. O saber que Jesus Cristo vem a caminho e ao nosso encontro, para secar lágrimas, acalentar sonhos de paz e ensinar fraternidade, mais valorizará a expectativa que nos envolve e nos entusiasma neste Advento. Tanto mais, quanto é certo que o mundo perdeu o Norte da justiça e teima em não encontrar caminhos de paz e de amor solidário, onde todos os filhos de Deus se comportem como tal, não havendo lugar para a mentira e para a morte de projetos de vida.
A expectativa que nos anima, que é certeza da alegria que vem com hinos de glória ao Deus-Menino, dá-nos vitalidade e coragem para lutar, com as armas da bondade e da compaixão, pelo Reino de Deus que pode estar, se quisermos, ao alcance de toda a gente que labuta na terra que nasceu a partir do paraíso.

3. A coisa que vivamente esperamos não é objeto que se use e deite fora, mas é Pessoa Divina, que perdura para além do tempo e do espaço. É Redentor de todos os homens, dando-lhes capacidade de multiplicação, de construção de uma nova humanidade. Mas ainda inteligência para penetrar nos segredos das ciências e do universo, vencendo barreiras até há pouco inultrapassáveis, perspetivando-se largas hipóteses de se atingirem metas nunca dantes imaginadas e de projetos impossíveis de conceber.
A Pessoa Divina, que há mais de dois mil anos se fez homem num ambiente tão humilde, ensinou-nos que a grandeza da pessoa não está no seu poder económico, político ou social, mas tão-só na sua capacidade e coragem para amar os feridos da vida, os excluídos por uma sociedade tantas vezes sem rosto nem alma.

4. A confiança, outro nome da esperança, tem de ocupar um lugar certo no coração dos homens e mulheres do nosso tempo. Confiança nos que nos rodeiam e connosco seguem os trilhos da vida. Confiança nas verdades que nos revelaram e que nos conduzem ao seio de Deus. Confiança nas palavras honradas dos que nos educaram e nos ensinaram que a verdade liberta. Confiança na ternura das crianças que ajudamos a caminhar nas estradas do bem e do belo. Confiança nos que pregam o respeito pela natureza e em todos os que os seguem. Confiança nas promessas da Igreja que nos acolhe. Confiança na vinda de Cristo, com toda a sua glória.

5. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “Quando Deus Se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dará a capacidade de, por sua vez, O amar e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é a expectativa confiante da bênção divina e da visão beatífica de Deus; é também o receio de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo”.
A expectativa confiante da visão beatífica de Deus conduz-nos, por ofertas pedagógicas da Igreja, Mãe e Mestra, repetidas constantemente, a vivências enriquecedoras que nos abrem à aceitação da verdade plena. O Deus-Menino está a chegar ao estábulo de Belém para entrar no mundo. Importa que entre também no nosso coração. A visão beatífica de Deus começa aí.

Fernando Martins

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O MENINO E SUA MÃE

Nossa Senhora e o Menino de Masaccio,
pintor italiano, séc.XV

O MENINO E SUA MÃE 


Vi há tempos um quadro feito por mão inspirada:
Os traços eram perfeitos
do Menino Jesus e sua Mãe.
Causava enlevo, fazia ternura,
o olhar que se desprendia de Nossa Senhora,
Que tinha seguro nos braços o seu Menino.

Este deixava ver bem
Seu grande afecto, Sua divina paixão
por Aquela que tão estreito
o trazia ao peito:
A cabecita de encontro, bem encostada,
entre a face e o ombro de Sua Mãe
e a carita de criança voltada para nós…

Mais que tudo, porém, impressionou-me o ar,
o ar de desafio, cheio de divina meiguice
um ar (Deus me perdoe!) quase gaiato
que parecia dizer a quantos o quisessem entender:
“É minha, só minha a Virgem Maria!”
De tão estreito e apertado que cingia com os bracitos
Nossa Senhora…

Confesso que estranhei,
por me ver quase defraudado por esta divina avareza.
Mas no olhar sorridente da Virgem bondosa
li logo a resposta, a bonança que me vinha:
“Deixa-O, meu filho, são primeiros tempos
que goza a novidade de ter… Mãe:
Eterno que é, só isto Lhe faltava, no céu…

Não tarda que no Calvário te dê a Sua vida
(pouca coisa para Ele!) e o que é mais ainda:
que te dê Sua Mãe, tua Santa Maria”.

In “Livro de Ritmos” de Cardeal Alexandre do Nascimento

O sentido da partilha visto por crianças da catequese - 3





Mais duas mensagens de outras tantas crianças da catequese,  sobre o tema Partilhar,  elaboradas no  grupo da catequista Margarida Fernandes. Este foi um trabalho de sensibilização levado a cabo pela Margarida, estando bem patente que as crianças, com toda a sua sensibilidade e ternura, aprenderam a lição. Oxalá este espírito de Natal as/nos acompanhe toda a vida. No Natal e para além dele.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Pedro Homem de Mello — Velha Mesa


Velha Mesa

Pai e Mãe.
À cabeceira,
Nosso Avô e nossa Avó…
Perto, o calor da lareira,
Que não deixa ninguém só.
E a história daquela mesa,
De ano a ano, repetida,
Lembra uma lanterna acesa,
Que alumia toda a vida!

Pedro Homem de Mello
Natal de 1959

Publicado na Agenda-Almanaque 
de Olegário Fernandes Artes Gráficas, S.A.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Maria João Ruela no auditório paroquial da Gafanha da Nazaré


David Mourão-Ferreira: Voto de Natal




Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas mãos nos meus dedos tão frios?
Acende-se de novo o Presépio nas almas.
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.


David Mourão-Ferreira, 
in 'Cancioneiro de Natal'

domingo, 3 de dezembro de 2017

Fátima XXI - último número

A revista "Fátima XXI, que hoje publicou o seu último número, 
apresenta entrevistas a D. António Marto e Eduardo Lourenço



«O Santuário de Fátima apresentou hoje o oitavo e último número da revista ‘Fátima XXI’, procurando, segundo o seu diretor-adjunto, apresentar uma “paisagem cultural que interessa a crentes e a não-crentes”.“Esse mosaico multicolor não tem apenas significado para os crentes”, realçou Marco Daniel Duarte, que interveio durante a jornada de abertura do novo ano pastoral do Santuário de Fátima.»

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