quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Efeméride - Fenómenos de Fátima

1917 - X - 19



 O ilustre aveirense D. João Evangelista de Lima Vidal, então arcebispo de Mitilene e governador do Patriarcado de Lisboa, ordenou que se procedesse a um inquérito sobre os acontecimentos extraordinários de Fátima, iniciando assim o processo canónico das aparições da Virgem Maria às três crianças (João Gonçalves Gaspar, Lima Vidal no seu Tempo, II, pg. 80) – A.

"Calendário Histórico de Aveiro", 
de António Christo 
e João Gonçalves Gaspar

Nossa Senhora dos Navegantes, das Areias e do Ar





Cumpriu-se a tradição, não muito antiga, com poucas décadas de existência, e a procissão com a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes lá partiu do Cais dos Bacalhoeiros (saída inicial da capela de S. Pedro, na Cale da Vila), foi a S. Jacinto, chegou ao Farol da Barra e voltou para a capela no Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré. Dezenas de embarcações, talvez mais de uma centena, integraram o cortejo marítimo que no terceiro domingo de setembro, desta vez no dia 17, deu mais colorido e festa à Ria da Aveiro. Presidiu à procissão, que é organizada pelo Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, com a colaboração da paróquia, dos poderes locais e do Porto da Aveiro, o P.e Manuel Joaquim Estêvão da Rocha, pela primeira vez, como vigário geral da Diocese de Aveiro.
“A beleza da ria, dos barcos, do povo a acenar nos cais e nas margens, a beleza da natureza… Podemos dizer que é o céu na terra. Parece que todos nos damos bem. Sentimo-nos comunidade. Mas sabemos que o mundo é diferente disto. Vemos as notícias e esta paz, esta tranquilidade, esta beleza estão ausentes”, proclamou o vigário geral na homilia, convidando depois os fiéis a darem “o primeiro passo” na transformação das relações, da sociedade, do mundo, tal como o Papa Francisco convidou os colombianos, na sua recente viagem ao país, a darem “só o primeiro passo”. “E depois do primeiro?, perguntaram os jornalistas ao Papa na viagem de regresso”, conforme relatou o P.e Manuel Joaquim Rocha. “Depois do primeiro vem o segundo”, respondeu o Papa. E o vigário geral reforçou que, para vivermos bem em sociedade, é necessário que todos deem os seus próprios passos.
“Dar o primeiro passo” é também imitar a Senhora que é invocada como Nossa Senhora dos Navegantes, Senhora das Areias (S. Jacinto) ou Senhora do Ar (Base a Aérea). As três imagens encontraram-se nas margens de S. Jacinto, mas, como observou o vigário geral, “representam a mesma Senhora; as nossas necessidades é que são diferentes”.
No final da celebração, o P.e César agradeceu a todas as entidades que colaboraram na festa, com destaque para o Etnográfico, que liderou a organização, e congratulou-se por a procissão ter sido presidida pelo P.e Rocha, que foi seu colega de curso no seminário. “Ele era mais inteligente do que eu, mas eu também era um bom rapaz”, disse o P.e César, provocando o riso da assembleia.
Depois de concluída a celebração, já no interior da capela, P.e Manuel Joaquim Rocha disse ao nosso jornal ter feito a procissão, que não conhecia, com “muito agrado e alegria” e deixou uma sugestão: “No encontro com as imagens e as pessoas de S. Jacinto, seriam bom que eles [a comunidade de S. Jacinto] tivessem alguma manifestação, algum intercâmbio, além da mera presença, talvez um cântico ou uma oração”.

Jorge Pires Ferreira

Nota: Reportagem publicada no jornal Timoneiro 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Nota Pastoral do Bispo de Aveiro — Dar as mãos para sermos muitos



Que fazer? Vamos resignar-nos a uma chaga com tais dimensões, como se de uma fatalidade impossível de contrariar se tratasse? De modo algum. Estamos convencidos de que as causas do flagelo dependem direta ou indiretamente da vontade humana. E, como tal, só pode prevenir-se ou combater-se com eficácia, se todos nós, desde o cidadão mais simples ao mais responsável, em vez de vãs lamentações, mudarmos realmente de mentalidade e de hábitos sociais. Quais?

Sim. Que fazer perante a tragédia que assolou tanta população do nosso país e, concretamente, da diocese de Aveiro, não podendo a Igreja ficar indiferente ao drama de tantos concidadãos? Vimos, pois, reafirmar a nossa comunhão e caridade cristã para com todos os afetados, lembrando as palavras dos nossos bispos portugueses na sua Nota pastoral sobre os incêndios do passado mês de abril.

Os que faleceram entregamo-los à misericórdia de Deus, na certeza de que na fé em Cristo ressuscitado se enxugarão todas as lágrimas; aos que perderam os seus bens queremos, juntamente com todos eles, ajudar a reerguer as suas vidas na esperança de que um novo renascer é possível.
Não podemos ficar de braços cruzados. Para isso apresentamos alguns caminhos possíveis de ajuda às nossas populações:

1º A nossa caridade cristã, no imediato, passa pelo levantamento das necessidades mais urgentes das nossas famílias e para isso vamos realizar um encontro em Vagos com os párocos e alguns leigos das zonas mais atingidas, depois de amanhã, sexta-feira.

2º A coordenação de toda esta ajuda está entregue à Caritas Diocesana de Aveiro.

3º Os fundos a recolher são depositados na conta em nome do Fundo Diocesano de Emergência Social, da responsabilidade da Caritas Diocesana de Aveiro e cujo nº é: PT50 0010 0000 4955 3880 1011 6.

4º Não queremos deixar de realçar que a nossa colaboração com as entidades civis envolvidas no terreno é de total disponibilidade. Nos casos mais urgentes é bom contactar as respetivas paróquias.

Acreditamos que dando as mãos poderemos aliviar o sofrimento de tantos irmãos nossos e, por isso, apelo às nossas comunidades cristãs e a todos os homens e mulheres de boa vontade para que sejamos generosos e os párocos deem a conhecer esta Nota Pastoral em todas as Eucaristias do próximo fim-de-semana.

O meu fraterno afeto.

Aveiro, 18 de outubro de 2017.

+ António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro.

FORMAÇÃO PARA COROS LITÚRGICOS


Esta formação para cantores e instrumentistas dos coros litúrgicos da nossa paróquia sobre o canto litúrgico, também aberta às paróquias do arciprestado, orientada pelo Padre Nuno Queirós e sua equipa do Secretariado Diocesano de Liturgia tem sido uma agradável surpresa.
Em relação ao canto litúrgico, há dimensões que desejo realçar: primeiro, ver a diferença entre canto litúrgico e canto religioso. O canto religioso expressa o sentimento religioso dos fiéis e do povo, sendo usado para encontros, formações, reuniões de grupos, grupos de oração… podem ser cantos muito bonitos e animados, mas não servem necessariamente para a liturgia. “Na liturgia, as aclamações, a música e o canto são elementos que fazem parte da fé de um povo. Deste modo, os atos litúrgicos revestem-se de forma mais elevada e nobre quando os ofícios, nos quais o povo participa ativamente, são celebrados com canto, pois onde há manifestação da vida comunitária existe o canto e onde existe o canto celebra-se a vida. A participação no Mistério Pascal realizada pelo povo de Deus requer o canto e a música. A liturgia como exercício da função sacerdotal de Cristo deve ser entendida como o diálogo entre Deus e os homens. Os cantos litúrgicos da missa devem respeitar cada um dos seus ritos: os Ritos iniciais, o Rito da Palavra, o Rito eucarístico, o Rito da comunhão e os Ritos finais. Devem ser cantos originais e nunca adaptações de cantos não religiosos”.
Há critérios para que uma música seja executada na liturgia: a música deve estar intimamente ligada à ação litúrgica; deve ser respeitada a sensibilidade religiosa do povo; deve ser adequada ao tipo de celebração; deve estar em sintonia com os tempos litúrgicos; deve estar de acordo com o tipo de gesto ritual executado pelos ministros e pela assembleia.
Quanto aos instrumentos, estes podem ser de grande utilidade na liturgia na medida que prestam serviço à Palavra cantada, ao rito e à comunidade em oração. O instrumento musical enquanto prolongamento da ação humana, não pode ser classificado como sacro ou profano. Se o instrumento musical consegue integrar-se na liturgia ajudando-a e exprimindo-a melhor especialmente pelo acompanhamento do canto, a comunidade poderá fazer uso dele. Em relação ao executante exige-se que tenha uma atitude espiritual e que esteja profundamente envolvido, enquanto ministro da celebração, com a ação litúrgica.
Esta formação está a ser útil na medida em que dá critérios a respeito do canto litúrgico nas nossas celebrações, respeitando sempre a especificidade e a faixa etária dos crentes de cada celebração.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fogos Florestais - Igreja apela à solidariedade



A Igreja Católica apela «à solidariedade» e à «mudança de mentalidade» na prevenção dos fogos florestais, enquanto felicita bombeiros que estão no terreno, afirma o Secretário da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), P.e Manuel Barbosa, segundo lemos na Agência Ecclesia. E sublinhou o que o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, escreveu esta noite na sua conta da rede social Twitter: “Portugal está a arder! Basta de discursos e boas intenções! É imperioso apurar responsabilidades e agir”.
Apresentamos às famílias dos que faleceram os nossos sentidos pêsames e desejamos rápidas melhoras aos feridos. Também manifestamos a nossa solidariedade fraterna aos que tudo perderam e as nossas orações, na esperança de Deus os ajude a enfrentar tão dolorosa situação. 

Ler mais aqui

sábado, 14 de outubro de 2017

Informações Paroquiais de 15 a 22 de outubro 2017


1 – Formação teórica e prática para todos os grupos Corais da nossa paróquia e do Arciprestado, promovida pelo Secretariado da Liturgia, sexta-feira, às 21:00 Horas, no Auditório Priores da Gafanha da Nazaré.

2 – As pessoas maiores de 21 anos, interessadas em celebrar os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma) devem inscrever-se no Cartório Paroquial. A formação terá uma duração de dois anos.

3 – A GNR vai promover uma ação de sensibilização e esclarecimento, destinada especialmente ao público sénior, no dia 19 de Outubro às 14:30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré. Dada a relevância dos assuntos a tratar, todos deverão participar

4 – No próximo Domingo, dia 22 de Outubro vamos realizar a Festa das Colheitas. No Sábado, na Cale da Vila, no Bebedouro e na Cambeia elementos do Conselho Económico passarão pelas ruas para fazer a recolha dos produtos oferecidos. Na Marinha Velha, os produtos poderão ser entregues na casa do Sr. Pedro Pata, na rua Santa Teresa. Na Chave, serão recolhidos junto à Igreja da Chave das 16:30 às 17:00 Horas. No Domingo, a venda dos produtos será feita durante a manhã, no final das Eucaristias, na entrada do Auditório Mãe do Redentor.

5 – No próximo Domingo, dia 22 de Outubro, a Filarmónica Gafanhense comemora os 181 anos da sua existência, com seguinte programa: 10:00 Horas – Romagem ao Cemitério da nossa cidade; 11:15 – Participação e animação da Eucaristia na Igreja Matriz; 16:00 Horas Concerto Musical no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. Todos estamos convidados.

6 – No próximo fim-de-semana, celebra-se o Dia Mundial das Missões. Tenhamos presente nas nossa orações esta intenção geral da Igreja. As ofertas das Eucaristias também se destinam às Missões.

Início do Ano Escutista com jogos em família



O Agrupamento 588 do CNE (Corpo Nacional de Escutas) da nossa paróquia  iniciou o ano escutista no sábado, 7 de outubro, com jogos em família, cada uma das quais era composta por Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros e um Chefe, num total de cerca de 10 elementos. 
Os jogos decorreram no Jardim 31 de Agosto com mais de 100 elementos do nosso Agrupamento, sempre em ação nos dez jogos, onde colaboraram alguns pais na coordenação, para que os chefinhos pudessem também jogar. A assistir estavam pais que quiseram ver os seus filhos, crianças, adolescentes e jovens, neste dia em que mudaram de secção ou entraram para o Agrupamento. 
Houve a receção de três novos elementos nos exploradores e um nos pioneiros. No próximo fim de semana, serão os mais novos (lobitos) a receber os seus novos amigos (Patas Tenras) que querem entrar no Agrupamento para fazer a caminhada de lobitismo. 
A todos os “Noviços” a Exploradores, Pioneiros e Caminheiros desejamos que o seu crescimento pessoal, profissional e social continue de forma responsável e consciente e que se lembrem sempre dos Princípios e da Lei do Escuta que os levou à sua Promessa. Sejam bem-vindos, “patas tenras” e “aspirantes”, a esta grande família que é o Escutismo Católico Português. 
Após o “jogo” das passagens e o cerimonial envolvente, houve a participação na Eucaristia das 19h, com todo o Agrupamento presente. Nos primeiros sábados de cada mês, o agrupamento n.º 588 do CNE participará na Eucaristia das 19h. 
Para este novo ano escutista, a Chefia do 588 deseja uma “boa caça” a todos os seus associados e famílias, extensiva a todos os paroquianos. 

Sempre alerta para servir. 

Fátima Simões

Nota: As fotos ilustram vários aspetos da abertura do Ano Escutista

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Filarmónica Gafanhense celebra aniversário


Não podemos deixar de felicitar a Filarmónica Gafanhense por mais um aniversário na sua longa vida de amor ao ensino e divulgação da música, a rainha das artes, no dizer de muita gente. Também queremos agradecer-lhe a prestimosa colaboração em tantos momentos expressivos da nossa comunidade paroquial. Os nossos parabéns.

Mensagem do Papa para o encerramento do centenário de Fátima

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Diálogos na Cidade - 500 anos da Reforma Protestante


Para pais, catequistas e outros — Aprender a estar na missa


Realmente, há pais e outros educadores que têm dificuldades em manter as crianças em silêncio nas missas. Todos sabemos que as crianças não conseguem estar muito tempo caladas e em posições rígidas. Na fase de crescimento, e não só,  todos necessitamos de olhar para aqui e para ali, com sentido de descoberta do mundo que nos cerca. Nesta fase da vida, todo o ser vivo precisa de se mexer e remexer. Contudo, faz parte da educação cultivar o autodomínio. Oferecemos algumas dicas que lemos aqui.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Santuário de Fátima é um fenómeno global



«O historiador Bruno Cardoso Reis diz que o Santuário de Fátima permanece hoje como um fenómeno “global” sobretudo pela capacidade que tem em tocar numa das maiores “ambições” da humanidade, que é a busca da paz.
“Uma das chaves para o sucesso de Fátima, para esta relevância continuada, tem a ver com a maleabilidade da sua mensagem, com um núcleo central que se vai mantendo embora a sua leitura vá variando, que é esta questão da paz, com adaptações aos diferentes tempos. Uma grande ambição da humanidade mas infelizmente ainda não completamente concretizada”, salienta aquele responsável, em entrevista à Agência ECCLESIA.»

Ler mais aqui