sexta-feira, 20 de abril de 2018

Ser santo com hábitos diários

Texto de Miguel Oliveira Panão

“Todos somos chamados a ser santos, 
vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho 
nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra.”

Papa Francisco 

Miguel Panão

«A santidade está sempre associada ao modo como conformamos a nossa vida à Vontade de Deus. E essa manifesta-se mais claramente no quotidiano. Ou seja, em fazer bem aquilo que temos para fazer agora. Em fazer tudo por amor a Deus e não por um simples amor ao que fazemos.
Se dou aulas, faço-o por amor a Deus. Se digo bom dia ao meu vizinho ou vizinha, faço-o por amor a Deus nele ou nela. Se conduzo dando espaço aos outros e com serenidade, faço-o por amor a Deus. A Vontade de Deus manifesta-se em cada momento da nossa vida por mais simples que seja. Pois, cada momento do quotidiano é uma oportunidade de amar a Deus.
O que tenho vindo a descobrir é que os hábitos diários são a melhor forma de assegurar vivermos bem o tempo, evitando andar atrás dele. Sou sincero, eu tive sempre muita dificuldade em rezar de manhã e à noite, meditar algum texto de Espiritualidade, ou seja, dificuldade em dedicar tempo para Deus. Como podia aprofundar a minha união com Ele para poder discernir a sua Vontade em cada momento presente?»

Ler todo o texto aqui 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

“A Vida recomeça”


«O Serviço de Espiritualidade do Seminário Diocesano de Aveiro promove no dia 4 de Maio pelas 21h30 uma acção de formação: “A Vida recomeça”.
Este momento será orientado pela Comunidade de Emaús e marcará o início da Feira Solidária que acontecerá nos Clautros dos Apóstolos nos dias 4, 5 e 6 de Maio”.
A Comunidade de Emaús foi iniciada em França pelo Abbé Pierre. Esta comunidade tem por objectivo cuidar dos mais pobres e excluídos, em que os seus elementos recolhem, consertam e reciclam objetos para venderem a pessoas carentes por preços simbólicos.
Sejamos solícitos por aqueles que mais precisam da nossa ajuda.»

Deus chama para seus colaboradores pessoas ocupadas




«Quando se comenta que Deus chama toda a gente para uma missão na sociedade e na Igreja, muita gente diz que não lhe sobra tempo (muitas vezes, nem vontade) para projetar o seu viver a partir da perspetiva de Deus.
Todavia, o nosso Deus chama as pessoas ocupadas.

Quando Deus chamou Moisés, para libertar o povo da escravidão do Egito, ele estava ocupado com as suas ovelhas no monte Horeb.
«Moisés estava a apascentar o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madian. Conduziu o rebanho para além do deserto, e chegou à montanha de Deus, ao Horeb» (Ex 3, 1).

Quando chamou Gedeão, para ser um dos juízes do povo e o defender, numa época em que não havia rei em Israel, cada um fazia o que bem entendia, a maldade grassava e os povos vizinhos oprimiam os israelitas, ele peneirava o trigo de uma colheita.
«Veio, então, o anjo do SENHOR e colocou-se debaixo do terebinto de Ofra, que era propriedade de Joás, da família de Abiézer; e Gedeão, seu filho, estava a limpar o trigo no lagar, para o esconder da vista dos madianitas» (Jz 6, 11).»

Ler mais aqui 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

CNE — S. JORGE VAI SER CELEBRADO EM ÍLHAVO

Escuteiros da Gafanha da Nazaré

No dia 29 de abril, domingo, cerca de 2300 escuteiros vão celebrar, na cidade de Ílhavo, o seu patrono mundial — S. Jorge —, naquela que é a grande festa do Escutismo da Região de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas.
Diz a nota de divulgação do evento que, recordar S. Jorge, é viver os valores da fé, da coragem e da dedicação ao próximo. 
O S. Jorge 2018 tem início às 9h30, no Jardim Henriqueta Maia, com cerimónia de abertura, à qual se segue uma manhã toda ela dedicada a um conjunto de sete Jogos espalhados por vários pontos do centro da cidade de Ílhavo. 
O almoço está previsto para as 13h, seguido de desfile, às 14h30, partindo do Mercado Municipal de Ílhavo e para o Jardim Henriqueta Maia, onde terá lugar a Eucaristia (15h30), celebrada pelo Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro. 
Por volta das 17h haverá um momento para entrega de prémios e lembranças aos participantes. 
A cerimónia de encerramento contará, entre outras, com as intervenções do Chefe Nacional do CNE, Ch. Ivo Oliveira e do Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Eng. Fernando Caçoilo. 
O S. Jorge 2018 é resultado de uma proposta de organização conjunta dos seis Agrupamentos de Escuteiros do Município de Ílhavo com a participação do Núcleo de Ílhavo da FNA (associação dos antigos escuteiros) que, ao longo dos últimos anos, têm desenvolvido relações mais próximas por trabalharem em conjunto, e em parceria com a Câmara Municipal de Ílhavo, na organização de uma atividade anual – o Acampamento Municipal de Escuteiros de Ílhavo (ACAMUN). 
Sublinhe-se que, num ano de festa pela 10.ª edição do ACAMUN, mas também por aniversários com elevada carga simbólica — 90 anos do Agrupamento 189 - Ílhavo, 40 anos do Agr. 531 – Gafanha do Carmo, 39 anos do Agr. 588 – Gafanha da Nazaré, 30 anos do Agr. 878 - Costa Nova e 25 anos do Agr. 1021 - Praia da Barra e do Agr. 1024 – Gafanha da Encarnação.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Informações Paroquiais de 15 a 22 de abril de 2018


1 – Domingo, dia 15, haverá formação para Visitadores de Doentes e Ministros Extraordinários da Comunhão, às 15:00 Horas no Seminário de Aveiro, com o tema “Acompanhar o luto”.

2 – Curso de formação para Leitores das Eucaristias, dias: 2, 9 e 16 de Maio, na Igreja da Praia da Barra, às 21:30.

 
3 – Semana de Oração pelas Vocações Sacerdotais e de Consagração, de 15 a 22 de Abril. Na nossa oração tenhamos presente esta intenção da Igreja.

4 – Ao preencher o IRS podemos assinalar no campo de “Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública”, relativo à consignação de 0,5% do IRS e completar o formulário com o NIF 501 789 804, do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré. Agradecemos a todos o contributo solidário.

Noite de Variedades - A favor do voluntariado e das missões


RUMO AO CONGRESSO EUCARÍSTICO

Georgino Rocha


ESPERANÇA, EUCARISTIA, MISSÃO

A esperança faz parte da vida humana. É o impulso confiante que dá ânimo à mulher grávida durante a gestação, à noiva que vive a proximidade do casamento, ao atleta que sonha com a vitória enquanto treina esforçadamente, ao estudante que deseja o curso profissional, à equipa médica na mesa de operações, ao lavrador que lança a semente, à pessoa idosa que tem pressa de viver porque o tempo se encurta. Outras referências podem ser feitas. O objectivo está em avivar a importância da esperança, enquanto seiva da vida e força de crescimento para a maturidade. Por experiência, pode afirmar-se: a esperança é o motor da vida, enquanto a caridade é o “óleo de lubrificação” e a fé a certeza de alcançar a meta avançando “como se víssemos o Invisível”.

Nota pedagógica: Seria muito valioso identificar pessoas da nossa terra, de preferência, que sejam rostos de esperança. Sem pretender a perfeição, mas com traços notáveis facilmente reconhecidos.

O Papa Francisco, nas suas catequeses sobre a esperança, no ano 2016-2017, afirma: “Esperar é uma necessidade primária do homem: esperar no futuro, acreditar na vida, o chamado «pensar positivo» ”. E recomenda ser “importante que esta esperança seja posta naquilo que pode deveras ajudar a viver e a dar sentido à nossa existência. É por isso que a Sagrada Escritura nos admoesta contra as falsas esperanças que o mundo nos apresenta, desmascarando a sua inutilidade e mostrando a sua insensatez”.
Os discípulos de Emaús acompanharam Jesus, alimentando sonhos de grandeza. Os relatos evangélicos fazem-se eco desse desejo. E é legítimo querer ser o primeiro, ocupar um lugar importante, fazer render talentos e capacidades. Jesus não o nega nem proíbe, mas redimensiona-o. Ser o primeiro para servir; ocupar um lugar importante para olhar com misericórdia os que não “têm voz nem vez”; fazer render talentos, não para acumular, mas para partilhar. E assim em todas as situações humanas. A esperança é o sentido nobre da acção pessoal e em grupo.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Eutanásia - Bispos portugueses não rejeitam referendo

Eutanásia. Bispos não rejeitam referendo,
mas apontam cuidados paliativos como prioridade



«No final dos trabalhos da assembleia plenária da CEP, D. Manuel Clemente alertou para o riscos do "efeito da ‘rampa deslizante’" que a legalização da eutanásia acarreta. "Abrindo essa porta, ela vai-se escancarar", adverte o cardeal patriarca.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, disse esta quinta-feira, em Fátima, que os bispos não fecham a porta à possibilidade de se referendar a eutanásia, mas defendeu que a prioridade, neste campo, deve ser dada aos cuidados paliativos.
"O referendo é uma possibilidade legal, mas há muita coisa a fazer antes disso e até em vez disso. Nós ainda nem sequer desenvolvemos convenientemente uma resposta cabal e capaz em relação aos famosos cuidados paliativos", declarou D. Manuel Clemente, no final dos trabalhos da assembleia plenária da CEP.
"Se nós temos tanto para fazer nesse campo, porque é que vamos, de alguma maneira, enviesar a resposta com uma não resposta, em que, efetivamente, não se elimina a dor, mas se elimina a vida?", questionou o também patriarca de Lisboa, reforçando: "A eutanásia não elimina a dor, elimina a vida."»

Fonre: ECCLESIA

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Exortação Apostólica do Papa — Alegrai-vos e exultai

SOBRE A CHAMADA À SANTIDADE
NO MUNDO ATUAL


Os santos ao pé da porta

(...)
6. Não pensemos apenas em quantos já estão beatificados ou canonizados. O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque «aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente».[3] O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo.

7. Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade».[4]

(...)



PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA NAZARÉ - MEDALHA



domingo, 8 de abril de 2018

Um poema de Eugénio Beirão — ANSEIO





ANSEIO

Anseio a frescura
de cada manhã
e o orvalho de cristal
a brilhar na planura
cor de romã.

Anseio a luz ressuscitada
em cada madrugada,
o calor reconfortante
e a face iluminada
do sol de diamante.

Anseio a plenitude do corpo e da alma,
a alegria perfeita dos sentidos,
o céu gostoso da mágica calma
e a volúpia dos sonhos consentidos.

Eugénio Beirão
Em “Pétalas e Rubis”

Capa e ilustrações de Afonso Henrique 

sábado, 7 de abril de 2018

RUMO AO CONGRESSO EUCARÍSTICO

Georgino Rocha


ESPERANÇA, EUCARISTIA, MISSÃO 1

Introdução: A celebração da eucaristia faz viver o amor de Jesus Cristo, que alimenta a esperança, fruto da fé teologal. Os cristãos participantes são convidados a “levantar o coração” e a entrar em sintonia com o ritmo progressivo da assembleia, a imbuir-se do espírito comunitário e a cultivar o desejo de quem sabe doar-se livre e generosamente. Como Jesus em missão de salvação universal.
O Papa Francisco dá-nos a garantia de que: “Na fé, dom de Deus e virtude sobrenatural por Ele infundida, reconhecemos que um grande Amor nos foi oferecido, que uma Palavra estupenda nos foi dirigida: acolhendo esta Palavra que é Jesus Cristo — Palavra encarnada –, o Espírito Santo transforma-nos, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para o percorrermos com alegria. Fé, esperança e caridade constituem, numa interligação admirável, o dinamismo da vida cristã rumo à plena comunhão com Deus”. (A Luz da Fé, 7)
A relação da esperança com a celebração da eucaristia que é “corpo entregue e sangue derramado” pela salvação do mundo pode ver-se, de forma emblemática, no itinerário dos discípulos de Emaús. (Lc 24, 13-35) e episódios subsequentes. Vamos com eles, parando nas fases mais marcantes e alargando horizontes de envolvimento pessoal e comunitário. Façamos em grupo, se possível, esta caminhada, rumo ao Congresso Eucarístico da nossa diocese.

O desafio da realidade

De costas voltadas para a cidade da esperança e da vida, os discípulos vão a caminho da sua aldeia onde podem carpir as mágoas da desilusão e encontrar novos motivos para recomeçar o trabalho. Um chama-se Cléofas e outro não tem nome. Talvez para que o leitor possa sentir-se envolvido, também.
A realidade é dura. O entusiasmo inicial esfumou-se. As razões para continuar desapareceram. A porta de desilusão escancarou-se e o coração abre-se a amargura e ao lamento. Deixemo-nos interpelar: Conheces experiências parecidas? Também já passaste por algo semelhante? Se sim, como geriste as tuas emoções? Tiveste alguém que te ajudou? À tua volta, que está a acontecer? E na Igreja, no mundo? Oxalá que, em todas as situações, não deixe de brilhar alguma réstia de esperança, alguma aldeia/oásis onde encontrar abrigo e acolher quem viaja connosco.
Teresa de Calcutá, a santa dos pobres de Deus, ergue a voz para lembrar que “as pessoas estão ávidas de amor. Temos consciência disso? Sabemos disso? Vemos isso? Temos olhos para ver? Muitas vezes, o nosso olhar vagueia sem se fixar. Como se andássemos a pairar neste mundo. Temos de abrir os olhos e ver”.

Nota pedagógica: Sugere-se partilha de respostas de modo a gerar um ambiente de confiança e mútua ajuda. As situações narradas e, sobretudo, o estado de ânimo desvendado constituirão a realidade humana que será iluminada pela Palavra de Deus, como acontece no itinerário de Emaús.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A comunidade cristã tem de sentir que é educadora da fé



O Bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé abordou no Encontro Nacional de Catequistas, em Setúbal, o novo modelo de formação de catequistas. D. António Moiteiro disse à Agência ECCLESIA que o plano nacional quer abarcar “todas as fases etárias da catequese”, crianças, jovens e adultos, e sustenta que o trabalho de catequese se apoia num “tripé”: os catequizandos; as famílias e a comunidade cristã; e os catequistas. “A comunidade cristã tem de sentir que ela é educadora da fé dos mais novos e aí temos muito ainda a caminhar”, assinala.

Fonte: Agência Ecclesia 

domingo, 1 de abril de 2018

CRISTO ESTÁ VIVO! ALELUIA! ALELUIA!



Oração rezada pelo grupo e pelos  família visitada


Os cristãos viveram hoje a sua festa maior — a RESSURREIÇÃO DE CRISTO. A Semana Santa foi celebrada em conformidade com a programação oficial da Igreja, aqui e ali, no país e no mundo, alimentada por tradições seculares. E de tudo o que foi celebrado todos saíram mais enriquecidos. Das tradições, consta, desde que me conheço, a chamada Visita Pascal, no Norte do País identificada como Compasso. 
Há décadas, a Visita Pascal era feita pelo prior e, em alguns casos, por outros sacerdotes que com ele colaboravam. Isto começou a verificar-se quando a Gafanha da Nazaré cresceu demograficamente, sendo impossível, por isso, ao pároco visitar a grande maioria das famílias, tanto mais que a Praia da Barra fazia parte integrante da paróquia. Quando a Barra teve capelão, o assunto estava resolvido. Face a essa situação, optou-se, à semelhança de outras paróquia, por formar grupos de paroquianos que passaram a colaborar com o prior. Foi a melhor solução, sendo certo que os grupos passaram a ser organizados e preparados para desempenharem com muita dignidade a tradição da Visita Pascal. A realidade atual é profundamente diferente da realidade de há  décadas. Tanto quanto sei,  há muito menos famílias disponíveis para receberem a alegre notícia da Ressurreição de Cristo, base da nossa fé. Há emigrantes ausentes e imigrantes desenraizados, há membros de outras religiões e sem religião, mas também há muitas pessoas que se deslocam para as suas terras e famílias e origem.

Ler mais notas do meu diário aqui